Entrar Via

A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 177

POV: ROCCO BLACKWOOD

Os lábios dela se abriram de leve, e o peito dela começou a subir e descer em um ritmo acelerado, arfando. Senti os pelos do braço dela arrepiarem contra os meus pulsos. O cheiro dela, misturado com o suor frio do medo, invadiu o meu nariz.

— O que... o que você disse? — ela balbuciou, a voz falhando completamente, os olhos vendados apontados para a minha máscara escura. — Bittencourt?

Um soco de pânico acertou o meu estômago. Que merda eu tinha acabado de fazer?

— Desculpa... — gaguejei, a voz modulada saindo falhada pela primeira vez. — Força do hábito... Li no seu arquivo.

— Que porra está acontecendo aqui! — ela gritou, a voz cheia de uma raiva repentina, e tentou empurrar o meu peito com as mãos trêmulas. — Bittencourt? Como assim força do hábito?

Fiquei estático, tentando processar a merda que eu tinha feito. Eu estava tão desesperado para acalmá-la que o sobrenome dela saiu de forma automática, do jeito que eu a chamava na empresa quando queria irritá-la ou cobrá-la. O disfarce estava rachando.

— Vamos continuar falando sobre o que você estava falando — tentei consertar, a voz saindo distorcida.

— Bittencourt? — ela repetiu, a voz saindo em um sussurro arrastado, ignorando o meu comando. O peito farto dela subia e descia com pressa debaixo do moletom. — Por que o meu coração está acelerado desse jeito? Por que o meu corpo está inteiro arrepiado com o seu toque? Por que você me faz sentir esse tipo de coisa? Eu reconheço esse toque... esse calor...

Ela começou a tremer, tentando puxar o ar e não conseguindo, as mãos apertando o tecido da calça jeans com força.

— Eu achei... eu achei que só uma pessoa no mundo seria capaz de me fazer sentir essa ebulição na pele... essa sensação visceral de perigo e desejo ao mesmo tempo...

Antes que eu pudesse prever o movimento ou segurar os pulsos dela, a Sky esticou as mãos com rapidez, agarrou o tecido da fita preta na sua cabeça e puxou a venda de uma vez, arrancando o pano dos olhos com um arranco bruto.

— No! — tentei segurar, esticando os braços para impedi-la, mas já era tarde demais.

Os olhos castanhos gigantes dela piscaram, tentando se acostumar com a penumbra da suíte executiva e com as luzes moduladas do clube. Ela olhou para as minhas mãos enluvadas que ainda tocavam o seu rosto, desceu a mira para o meu peito largo envolto no terno e subiu os olhos até travar no meu olhar.

— O quê? — as lágrimas transbordaram pelos olhos dela, borrando a maquiagem ainda mais, enquanto ela me encarava com uma expressão de choque total e horror. — Esses olhos... esses olhos verdes arrogantes que eu conheço tão bem...

Ela empurrou as minhas mãos de uma vez com brutality, enquanto balançava a cabeça ruiva de um lado para o outro de forma frenética, como se estivesse tentando acordar de um pesadelo.

— Não... não... não... isso não pode ser real. Você... você é ele...

— Sky, por favor... — tentei me aproximar, a minha voz saindo limpa, sem a modulação do Hades, rouca pelo desespero de ser descoberto daquela forma.

— Que piada de mal gosto! — ela berrou, desferindo um empurrão bruto contra o meu peito nu debaixo do paletó, me jogando para trás na cama com tanta força que eu precisei apoiar as mãos no colchão para não cair no carpete. — É você o tempo todo, Rocco Blackwood!

— Sky, por favor, eu posso explicar... — comecei, esticando os dedos na direção dela, ignorando a dor física do empurrão e focando no desastre que estava acontecendo.

— Sai de perto de mim! — ela gritou, a voz saindo esganiçada pela humilhação e pelo nojo. — Não encosta em mim, seu canalha de merda! Seu mentiroso! Hipócrita do caralho!

Ela se levantou com pressa da cama de casal, tropicando nos próprios pés, e levou as duas mãos à cabeça ruiva, puxando os fios com força, passando as mãos pelo rosto molhado, bagunçando os cabelos de forma descontrolada enquanto andava de um lado para outro da suíte executiva com passos frenéticos.

— Só pode ser uma piada. Eu estou ficando louca, só pode ser isso. O meu chefe arrogante e o dominador mascarado são a mesma pessoa. O homem que eu estava tentando respeitar, o homem por quem eu me apaixonei e decidi quebrar o contrato por respeito e lealdade... Não é possível, que dedo podre para homens — Ela falava sozinha, balbuciando as palavras de forma desconexa.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário