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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 180

POV: SKY BITTENCOURT

Saí daquele chuveiro arrastando os pés e me joguei direto na cama.

Eu não consegui pregar os olhos por um minuto sequer. Meu corpo ainda carregava alguns respingos secos de tinta escura que a esponja não tirou, e os meus olhos queimavam, tão inchados e vermelhos pelo pranto da madrugada que a visão borrava ao focar na parede descascada. Eu me sentia um cadáver. Um zumbi sem forças para levantar do colchão.

Tive uma noite muito mal dormida, cheia de pesadelos sem nexo ou sem sentido. Um deles era eu caindo de um prédio que não tinha fim.

Eu nunca chegava ao chão, jamais.

Acordei assustada com o barulho da porta do meu quarto sendo aberta.

Ouvi os passos rápidos da Moon cruzando o corredor estreito. Ela tinha acabado de virar a noite na cadeira de plástico do hospital cuidando do nosso pai e entrou no quarto com pressa, provavelmente para se arrumar antes da audiência. No segundo em que ela bateu os olhos no estrago do quarto, na garrafa de vodka estourada na sacada e no meu estado, ela travou.

A bolsa dela desabou no chão com um impacto surdo.

— Sky...? Pelo amor de Deus, o que aconteceu com você? — ela balbuciou, correndo na minha direção.

Ela sentou na borda do colchão e agarrou as minhas mãos, que não paravam de tremer.

— O que foi isso? Alguém entrou aqui? O que aconteceu?

Olhei para o rosto cansado e preocupado da minha irmã caçula, e o resto de dignidade que eu ainda tentava segurar desmoronou. Outra onda de soluços travou o meu peito, fazendo o ar sumir das minhas vias respiratórias.

— Meu coração morreu, Moon... — soltei em um fio de voz esganiçado, balançando a cabeça de um lado para o outro. — Ele quebrou tudo. Não sobrou nada aqui dentro.

— Quem quebrou, Sky? Me fala! Gael? Rocco?

Eu não tinha mais forças para sustentar mentiras, disfarces corporativos ou a pose de irmã mais velha invencível. A humilhação já tinha feito o teto desabar na minha cabeça de qualquer maneira.

— Eu comecei a trabalhar no Ambrosia Club, Moon... — confessei, engolindo o gosto amargo do choro. — Eu assinei um contrato de submissão por dinheiro. Fiz isso para conseguir o valor da cirurgia do papai, para pagar aquelas malditas promissórias e não deixar a gente ir para a rua.

A Moon piscou em choque, com a boca aberta em um vinco de surpresa, mas ela não recuou. Ela apertou os meus dedos com ainda mais força, misturando o calor da pele dela com o meu gelo.

— Você... no clube? Sky, eu... eu imaginei que os seus sumiços tinham a ver com o Rocco, que vocês estavam juntos, mas...

— Aí é que está a piada, Moon! — Soltei uma risada histérica, cortante, que arranhou as minhas cordas vocais. — Eu também achei que estávamos juntos, tendo algo bom, mas... Enfim, não sei. Eu não sabia.

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