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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 183

NOTA DA AUTORA 🚨😱 de 💣

Vocês são simplesmente INCRÍVEIS! 😭❤️ Eu pensei que não bateria os 60 Likes, mas vocês quebraram tudo e já passou de 65! 🔥 de 👀 Eu também percebi que vocês estão super ansiosas para ver a reação do Rocco após toda essa bomba 💣💥, então antes de irmos direto para o POV DA MOON 🌙✨, vamos ver de perto a decisão e a reação dele agora! Apertem os cintos! 🏎️💨👇

POV: ROCCO BLACKWOOD

Eu nunca fui o tipo de cara que pensava nas consequências.

Nunca parei para analisar o que era certo ou o que era errado antes de tomar uma decisão.

Eu simplesmente agia, guiado puramente pelos meus próprios impulsos e pela minha vontade.

Parece que desde o dia em que nasci, e principalmente depois que os meus pais morreram, a minha vida perdeu qualquer sentido próprio. Eu não tinha um propósito que fosse meu. Minha única função no mundo tinha sido agradar os meus avós, atingir as expectativas gigantescas que colocavam nos meus ombros e manter os negócios da família funcionando perfeitamente.

Eu preferia viver longe de tudo. Harvard, Brasil, EUA... Longe o máximo que eu podia.

E no subsolo do Ambrosia Club, eu mandava em todas as regras.

Quando você tem muito dinheiro, as coisas se tornam fáceis demais. Tudo se curva ao seu valor.

Cada pessoa, cada contrato, cada capricho tem um preço e o mundo aceita a sua autoridade sem questionar. Eu achei que com a Sky seria igual. Achei que poderia controlar a vida dela por trás de uma máscara, pagar as dívidas dela e mantê-la ligada a mim sem que o castelo de cartas desabasse na minha cabeça.

De que adianta ter bilhões na conta se a única pessoa que importa não está lá?

Eu nunca pensei no estrago a longo prazo. Só queria ela perto de mim, sem medir o impacto das minhas mentiras cotidianas.

Agora eu tenho o controle de tudo, e ao mesmo tempo, não tenho absolutamente nada.

"Me diz, o que é que eu faço com essa solidão? Que me invade e me deixa sem direção Acho que eu tô ficando loco Olha o que o amor me faz..."

Será que alguém já teve a sensação de estar vivo, mas parece morto?

Porque eu tenho certeza que estou assim, apenas ouvindo essa merda de música da Marília Mendonça, enquanto fico parado no sinal vermelho, tamborilando os dedos no volante.

"E de quem é a culpa? É sua por ter esse sorriso Ou é minha por amar esse sorriso?"

A letra flutua pelo carro, causando uma queimação na minha garganta e me deixando ainda mais sufocado de estresse. Eu sou o único culpado por esse desastre. E tudo isso por meu próprio egocentrismo.

O cabelo ruivo dela estava totalmente bagunçado, caindo pelo rosto pálido. As trilhas escuras de maquiagem borrada cortavam as bochechas dela, e os pulsos estavam presos para trás por algemas de metal que faziam um estalo seco a cada movimento. Ela se debatia, tentando livrar os braços do aperto mecânico dos homens da lei. Logo atrás, a Moon vinha correndo, soltando gritos abafados pelo choro, sendo contida pela defensora pública.

O sangue subiu direto para a minha cabeça, fazendo a minha visão turvar de nervoso. Dei um passo à frente, mas os policiais passaram rápido, empurrando a Sky em direção ao elevador de serviço que dava acesso ao subsolo do prédio. Ela ergueu os olhos castanhos por um segundo e me viu parado ali. Não houve grito no corredor. Houve apenas um olhar de asco tão profundo que me atingiu como um soco nas costelas.

Seria melhor se tivessem me batido.

A porta do elevador se fechou, levando a minha ruiva algemada.

Fiquei estático no meio do saguão, sentindo o ar faltar nos meus pulmões. O Dr. Alencar surgiu logo em seguida, ajeitando os óculos com uma expressão grave, segurando a pasta executiva contra o corpo. Avancei na direção dele com passos largos, agarrando o braço do advogado com força.

— Que porra aconteceu lá dentro, Alencar? Por que levaram ela? — soltei, a minha voz saindo grossa, falhando pelo estresse.

— Ela perdeu o controle, Rocco — Alencar explicou baixo, olhando ao redor para garantir que ninguém estava ouvindo. — O Paulo Gouveia começou a depor, invertendo os fatos e acusando a senhorita Bittencourt de fraude e traição. Ela levantou da cadeira, avançou contra a mesa e desferiu um tapa violento no rosto dele. Depois partiu para cima com socos.

O advogado soltou um suspiro arrastado, balançando a cabeça.

— A juíza, Dra. Marinês, decretou a prisão em flagrante na hora por lesão corporal e desacato à autoridade.

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