POV/ ROCCO
Caqui tentou se apoiar, mas as pernas estavam bambas, os músculos das coxas sofrendo espasmos incontroláveis pela descarga brutal de endorfina que percorria seu sistema. A respiração dela era um chiado agudo, o peito subindo e descendo em uma luta frenética por oxigênio que parecia nunca ser suficiente.
Ajustei o vibrador para o nível máximo; o zumbido potente era tão forte que fazia toda a estrutura metálica da cadeira vibrar, reverberando nos meus próprios ossos. Soltei o chicote e, com a mão livre, agarrei o cabelo dela com força, enrolando os fios nos dedos para puxar sua cabeça para trás, expondo a linha vulnerável da garganta ao teto frio. Com a outra mão, comecei a desferir t***s pesados e rítmicos em sua bunda já marcada pelo bambu e pelo couro.
A combinação da dor aguda dos t***s, a vibração ensurdecedora no ponto G e a privação de ar pelo ângulo forçado da cabeça a empurraram para um terceiro orgasmo seguido. Ela soltou um grito rouco, o corpo esticando-se como uma corda de piano prestes a arrebentar sob uma tensão insuportável. Eu podia sentir o calor febril emanando da pele dela, o suor colando seu corpo ao couro da cadeira enquanto ela se perdia completamente na névoa da exaustão sensorial.
Eu a via desmoronar, mas por dentro, o meu próprio coração batia com uma fúria gélida. Eu estava no controle absoluto daquela carne, mas ainda me sentia perdendo a guerra para uma ruiva que nem sequer estava na sala.
Soltei o chicote e a deixei desabar por um instante sobre o suporte da cadeira. Eu a rodeei devagar, como um predador que observa os restos da caça, notando o tremor residual em suas coxas e a pele agora manchada de um vermelho vivo — um mapa de dor e entrega que eu mesmo desenhei com precisão técnica. Puxei o tecido da venda, revelando seus olhos azuis completamente dilatados, nadando em uma névoa de exaustão e prazer puro. Caqui sorriu, uma risada fraca e rouca escapando de seus lábios inchados.
— Foi... a coisa mais gostosa que eu já experimentei na vida, meu senhor — ela sussurrou, ofegante, as palavras saindo entrecortadas.
Fechei o semblante imediatamente. O som da voz dela, a gratidão naquelas palavras, quebrou o meu transe e me trouxe de volta à realidade amarga.
— Eu te dei permissão para falar? — Rosnei, segurando seu rosto com tanta força que meus dedos deixaram marcas pálidas em sua pele.
— Desculpa, senhor... me perdoe — ela murmurou, mas eu não estava a fim de desculpas.
— Se quer se desculpar, use sua boca para algo útil.
Ajustei minha posição e a forcei a me servir. Segurei seu cabelo com o punho fechado, controlando o ritmo de cada movimento de forma impiedosa. Com a outra mão, apertei a coleira de couro, limitando seu oxigênio conforme ela se esforçava para me agradar, buscando desesperadamente uma aprovação que eu não estava disposto a dar. Eu queria que ela sentisse o peso absoluto do meu controle, mas conforme as contrações começavam a subir pela minha espinha, minha mente pregou uma peça cruel.
Fechei os olhos com força e, por um segundo, o perfume de baunilha da ruiva pareceu invadir o quarto, sufocando o cheiro de couro e suor. Eu não via mais a loira à minha frente. Sob o efeito da adrenalina e do ódio acumulado, eu jurava que aqueles eram cabelos ruivos se movendo entre minhas mãos. Eu via o teto pichado daquela igreja maldita e o rosto da mulher que me deixou plantado no altar diante de todos. Descontei na Caqui toda a fúria da rejeição, forçando o ritmo até o limite, ignorando o som dela engasgando enquanto minhas mãos apertavam seus seios com violência, puxando os prendedores de mamilo com uma força que a fazia arquear as costas em uma agonia deliciosa.


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