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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 201

POV/ MOON

O líquido dourado do champanhe borbulhava na taça de cristal, refletindo a iluminação difusa do restaurante. Dei um gole longo, sentindo a acidez queimar de leve a minha garganta, mas a bebida não parecia capaz de aplacar a ansiedade que fazia os meus dedos batucarem o tampo da mesa de madeira. Olhei para a tela do meu celular antigo e soltei o ar com força, vendo o sistema da faculdade carregar as notas finais do semestre.

Eu tinha passado em tudo. Em qualquer outra situação, eu estaria pulando de alegria, comemorando o sucesso das minhas matérias de Design, mas o peso dos segredos que eu carregava na bolsa sufocava qualquer rastro de comemoração legítima.

A cadeira da frente foi arrastada com um ruído ríspido. Sakura desabou sobre o estofado, jogando a bolsa de qualquer jeito na mesa. O rosto dela estava vermelho, a respiração curta de quem tinha acabou de travar uma batalha no meio da rua.

— Eu não sei mais o que eu faço da minha vida — ela disparou, cruzando os braços com violência. — Eu acabei de quebrar o pau com o Nathan no meio da rua. Aquele homem me deixa completamente maluca, descontrolada.

— O que houve dessa vez? — perguntei, empurrando a caneca de água na direção dela.

— O de sempre. Ele acha que manda nas minhas escolhas — ela bufou, passando a mão pelos cabelos escuros antes de focar os olhos castanhos no meu rosto. Ela respirou fundo, tentando conter o tremor da raiva, e me encarou de cima a baixo. — Mas esquece o Nathan por um minuto. Como você está, Moon? Seu pai melhorou da cirurgia? E as suas notas da faculdade, já saíram? Estamos prontas para a segunda etapa do projeto?

— O papai está bem melhor, já foi transferido para o quarto normal e o quadro está estável — respondi, tentando forçar um tom firme para não transparecer o meu nervosismo. — E as minhas notas saíram agora, eu passei em todas as matérias de Design. A Zênite está pronta para o que der e vier na próxima fase, pode ter certeza.

Sakura soltou um meio sorriso, aliviada por mim, mas logo o semblante dela caiu de novo, nublado pela própria confusão. Eu a observei por alguns segundos, sabendo exatamente onde a ferida dela doía.

— E o seu namoro? — perguntei, girando a haste da taça entre os dedos. — Como estão as coisas com ele?

— Ele é um cara legal, super atencioso — Sakura respondeu, soltando um suspiro longo e encostando as costas na cadeira. — O problema é que ele quer avançar os sinais agora. Quer que a gente fique mais sério, que eu dê mais abertura para ele na minha rotina, que a gente planeje passos maiores. E eu simplesmente não sei se quero isso.

— Por que não? — Arqueei a sobrancelha. — Você não começou a namorar justamente porque queria viver? Lembro perfeitamente de você dizendo que, depois de tudo o que passou com o hospital, os exames e aquela maldita leucemia, precisava namorar para sentir o sangue correr nas veias, para experimentar a vida de verdade.

— Eu sei, eu lembro — ela desviou o olhar para a janela do restaurante. — E ele é perfeito no papel. Trata-me super bem. Mas a engrenagem simplesmente não se encaixa.

— O problema real, Sakura, é que ele não é o Nathan — soltei o diagnóstico, olhando direto nos olhos dela, sem rodeios. — É por isso que você está nessa dúvida toda. Por que você simplesmente não conversa com o Nathan de uma vez? Dá para ver na cara dele, pelo jeito que ele te persegue e te olha, que ele gosta de você pra caralho.

O rosto da Sakura travou na mesma hora. A menção ao nome dele trouxe uma rigidez imediata para a postura dela.

CAP. 220 -   DESAVENÇA. 1

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