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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 204

POV/ Moon

Eu não esperei muito para ver o rapaz desabar no gramado. Girei o corpo e comecei a correr com toda a força que tinha, os sapatos batendo contra a grama úmida enquanto eu avançava em direção à escuridão da fazenda. O pânico sabotava o meu oxigênio, fazendo o meu peito queimar a cada lufada de ar.

Olhei para a frente e vi a linha escura da estrada de terra, mas o medo me fez desviar a rota sem qualquer coordenação técnica. Avistei o reflexo escuro do lago e a silhueta de um celeiro antigo, mas os meus pés me guiaram na direção de uma estrutura de concreto perto da área da piscina deserta: a casa de máquinas e depósito de materiais.

Forcei a porta de madeira com o ombro, entrei no cubículo escuro e a bati com força, girando a tranca interna. O espaço cheirava a cloro e poeira acumulada. O ar ali dentro era abafado, apertado, e uma sensação de claustrofobia terrível começou a esmagar as minhas costelas. Meu coração batia tão forte que parecia prestes a rasgar a minha garganta.

O suor frio escorria pela minha testa, borrando o batom vermelho na minha boca.

Enfiei as mãos trêmulas na bolsa e puxei o celular. O visor acendeu, iluminando o meu rosto apavorado no meio daquela escuridão. Havia uma nova notificação na tela. Uma mensagem dele.

"Você pode correr, ratinha, mas não vai conseguir escapar."

Um soluço de pavor escapou dos meus lábios. Ele sabia exatamente onde eu estava. A minha mente não conseguia raciocinar direito, os pensamentos rodavam em um redemoinho caótico de dúvidas.

Será que ele ia me machucar? Será que a punição por ter saído de casa seria me matar, me enterrar ali dentro?

O barulho de passos pesados esmagando os cascalhos do lado de fora me fez congelar. O trinco da porta foi forçado uma, duas vezes, com uma pressão violenta que fez a madeira estalar. O pânico me deu uma descarga extra de adrenalina. Destranquei a porta oposta que dava para os fundos e saí correndo novamente, embrenhando-me no meio da plantação e das árvores altas que cercavam a propriedade.

As folhas secas estalavam sob os meus pés e os galhos baixos arranhavam a pele exposta das minhas coxas, rasgando a meia arrastão. Eu corria sem olhar para trás, buscando desesperadamente a estrada ou qualquer sinal de ajuda, mas o silêncio da fazenda era absoluto.

— Corre, corre... Eu adoro quando corre — a voz cantarolada e distorcida pela máscara de palhaço ecoou entre os troncos, vinda de algum lugar logo atrás de mim. — Eu adoro uma perseguição.

O som das botas pesadas dele estava cada vez mais perto. O cansaço físico começou a travar os meus músculos. Desesperada, joguei o meu corpo para trás do tronco largo de uma árvore antiga, colando as minhas costas contra a casca áspera da madeira, tentando prender a respiracão para não emitir nenhum ruído.

Não adiantou nada. Uma sombra gigantesca cobriu a pouca luz da lua.

Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação, uma mão enorme coberta por uma luva de couro preto fechou-se em volta dos meus dois pulsos, prendendo-os acima da minha cabeça contra a árvore com uma força descomunal.

Meu corpo inteiro foi prensado contra o tronco pelo peso físico dele. A máscara de palhaço com aquele sorriso estático parou a centímetros do meu rosto.

Eu tremia tanto que os meus dentes batiam. O choro desabou dos meus olhos, molhando as minhas bochechas. Ele não usou de violência física bruta para me agredir, mas a proximidade daquele corpo robusto e rígido era sufocante.

Com a outra mão enluvada, ele tocou o meu rosto com uma lentidão torturante. O couro frio da luva deslizou pela minha pele quente, subindo pela minha bochecha até secar uma lágrima perto dos meus olhos.

CAP. 223 - — Você pertence estritamente a mim. E eu sou um monstro territorialista, possessivo e implacável com o que é meu 1

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