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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 206

POV/ MOON

O Senhor C e eu entramos no prédio. Ele me empurrava levemente e carregava a minha bolsa e uma nécessaire de couro com a outra mão. Enfiou os dedos enluvados no tecido, pescou o meu molho de chaves no fundo do bolso e destrancou a porta do meu apartamento com dois giros rápidos. Assim que entramos, a escuridão e o silêncio confirmaram o que ele já sabia: a Sky realmente não estava lá dentro.

Ele me empurrou para o meio da sala, trancando a porta principal logo atrás de nós.

— Me solta agora, por favor — pedi, tentando girar os meus pulsos presos nas algemas de metal, mas o recuo foi inútil.

— Não tem para onde correr, ratinha — a voz dele saiu abafada por trás dos furos da máscara de palhaço.

O medo fazia o meu peito subir e descer rápido, o suor frio colando os fios loiros na minha testa, mas uma parte de mim ainda se agarrava ao fato de que aquele homem tinha financiado a cirurgia do meu pai. Tínhamos um acordo de submissão e, por mais absurda que fosse aquela situação, eu acreditava que ele não me destruiria de verdade.

Ele me guiou pelo corredor estreito até o meu quarto. O Senhor C parou bem no centro do espaço, correndo os olhos pelas paredes simples até fixar a vista no meu colchão.

— Você tem que comprar uma cama maior — ele comentou, a voz rouca ecoando no cômodo pequeno. — Essa cama aqui é muito pequena para nós dois.

— Não preciso de cama maior, essa aqui está ótima — rebati, o tom de voz saindo mais alto pelo nervosismo.

— Isso é uma ordem, ratinha. Você vai arrumar uma maior — ele ditou, sem dar margem para discussões.

Ele soltou as coisas no chão e levou as mãos até o zíper da jaqueta preta de motoqueiro, abrindo o tecido e retirando a blusa logo em seguida. O corpo dele era um monumento de músculos rígidos, o abdômen trincado e os ombros largos se destacando sob a luz fraca do abajur.

— Por que você não aproveita o momento e tira essa máscara de uma vez? — perguntei, encarando os olhos dele por trás dos furos.

O homem avançou com a velocidade de um predador. O peso físico dele me empurrou contra a parede do quarto com força, fazendo as minhas costas colarem direto contra o reboco. Ele espalmou a mão direita no meu pescoço, apertando a pele em uma enforcada controlada que limitou o meu oxigênio por alguns segundos, forçando a minha cabeça para trás.

— Quem dá as ordens aqui sou eu — elesublinhou perto do meu ouvido, o hálito quente batendo na minha pele. — Se eu mandei você fazer alguma coisa, você vai fazer e pronto. Acabou. Ficou claro?

Balancei a cabeça de forma positiva, sentindo o meu coração martelar com violência contra as minhas costelas. Ele afrouxou a pressão dos dedos no meu pescoço, mas não se afastou nem um milímetro.

— Você não vai me soltar dessas algemas? — perguntei em um fio de voz.

— Não. Bom, agora eu vou te punir por ter me desobedecido e saído de casa.

Ele se afastou um passo, olhando para o meu rosto com uma intensidade que me fez queimar por dentro.

— Vou mandar alguns livros para você ler nos próximos dias — ele continuou, ajeitando a calça escura. — Eu gosto do controle absoluto, Moon. Inclusive, as minhas mulheres precisam ser totalmente obedientes. Você tem um jeito meio orgulhoso, teimoso... deve ser um defeito de família que você herdou. Mas eu espero de verdade que você seja muito mais fácil de lidar do que a sua irmã, a Sky.

Fiquei estática ao lado da parede, observando o Senhor C caminhar até a bolsa dele que estava no canto. Em vez de me deitar, ele mexeu nos compartimentos e voltou se aproximando enquanto eu continuava em pé, segurando uma tesoura grande e afiada nas mãos. Senti o meu sangue esfriar na mesma hora.

— O que você vai fazer com isso? — perguntei, os meus olhos fixos no brilho do metal.

— Eu vou rasgar essa sua roupa inteira — ele respondeu, mantendo-me encurralada contra o reboco com passos calmos. — Em pé mesmo. Eu não quero ver você usando esse tipo de traje nunca mais. Da próxima vez que um homem tentar colocar as mãos em você, eu não vou apenas quebrar o braço de um sujeito... eu vou furar os olhos de todas as pessoas que ousarem te olhar desse jeito.

O metal frio da tesoura encostou na gola da minha blusa justa de Arlequina. Com um movimento ríspido, ele cortou o tecido de cima a baixo, dividindo o pano e expondo o meu sutiã preto e o meu colo. O Senhor C parou as mãos, os olhos fixos nos meus seios que subiam e desciam de forma frenética pela minha respiração acelerada.

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