Puxei o corpo trêmulo da minha ruiva em direção ao corredor, mas ela não estava caminhando direito. A Sky parecia flutuar em um estado de choque, totalmente aérea, grudando os dedos nos meus. Em vez de levá-la direto para a cama, mudei o trajeto e empurrei a porta do banheiro principal.
Ela se juntou ao meu corpo no mesmo segundo em que entramos no espaço amplo de mármore. A Sky ergueu o rosto, com as bochechas cheias de sardas manchadas de choro, me abraçou forte e começou a morder o meu pescoço e a minha mandíbula com uma urgência desesperada, querendo me beijar na boca a todo custo. Ela estava fissurada na ideia de se entregar, movida apenas por essa necessidade cega de apagar o mundo e anestesiar a mente.
— Não, espera — disse a ela. — Vou cuidar de você primeiro — afastei o rosto dela com firmeza antes de ligar o registro do chuveiro.
— Por quê? Para quê? Só faz qualquer coisa comigo.
— Vou fazer, não se preocupe.
— Mas...
— Só confia em mim.
Ela mordeu os lábios e acenou positivamente. Olhei para ela e notei como estava quieta, totalmente no mundo da lua, apenas obedecendo sem questionar nada. A Sky é uma garota muito conversadora, sempre cheia de respostas ácidas e termos técnicos para se defender, mas agora o medo e o estresse tinham limpado qualquer resistência. Pensei comigo mesmo que se ela fosse assim tão submissa todas as vezes, o meu trabalho seria fácil demais, mas a verdade é que eu também gostava do fogo dela.
Retirei as roupas dela com cuidado, descendo o tecido pelas coxas até cair no chão, enquanto ela me olhava fixamente com os olhos arregalados e suas bochechas ficando coradas. Me agachei e retirei seus sapatos e sua calcinha, revelando sua b***** para mim. Me levantei e tirei seu sutiã.
Tirei as minhas próprias roupas também, ficando completamente nu para que pudéssemos entrar debaixo da água sem nenhuma barreira. A água quente começou a cair, enchendo o ambiente com uma névoa densa de vapor. Segurei a Sky pela cintura farta e a conduzi para debaixo do jato. Olhei para as curvas dela, para aquela silhueta gordinha que me deixava completamente sem órbita.
A todo momento, a Sky tentava se esticar para me tocar. Ela queria me abraçar com força, tentava buscar a minha boca e espalhava beijos molhados pelo meu pescoço, mas segurei as investidas dela com firmeza, mantendo o controle. Eu precisava que o corpo dela relaxasse primeiro sob o calor da água quente. Peguei a esponja com sabonete e comecei a lavar o corpo dela com total calma, espalhando a espuma pelos ombros, pelas costas e pelos seios fartos que subiam e conheciam o ritmo da respiração acelerada. Usei o sabonete para massagear a pele dela com movimentos longos, forçando a musculatura rígida a ceder.
Aproveitei e me banhei também sob o mesmo jato. Estávamos os dois limpos e cheirando bem, e a rigidez do corpo dela diminuiu um pouco com o calor do banho. A Sky fechou os olhos, as bochechas ficando intensamente vermelhas por causa da vergonha de estar sendo manuseada daquele jeito.
Desliguei o chuveiro, puxei a Sky para fora do box e a envolvi em uma toalha felpuda. Peguei outra toalha para me secar rapidamente, saí por um instante e vesti uma cueca box preta limpa e a minha calça de moletom cinza. Meu p já estava completamente duro, pulsando e esticando o tecido a cada movimento, mas segurei o meu autocontrole.
Usei outra toalha para secar os cabelos ruivos acobreados dela. Peguei o pente na bancada e duas xuxinhas, desembaracei os fios longos com cuidado para não machucar e comecei a fazer uma trança firme, embutida, garantindo que aquela cascata de fogo ficasse presa e não atrapalhasse nenhum dos movimentos que viriam a seguir.
Quando terminei, puxei a toalha do corpo dela, deixando-a completamente pelada. Envolvi os ombros dela em um lençol leve apenas para cruzarmos o corredor até a última porta do fundo da cobertura.
Girei a maçaneta do quarto vermelho. O lençol caiu dos ombros da Sky no segundo em que ela deu o primeiro passo para dentro do meu santuário particular. Os olhos castanhos dela se arregalaram, varrendo a estrutura que eu tinha mandado montar especificamente para nós duas. Ela encarou as vigas de Shibari fixadas no teto, a estrutura de madeira da cruz de Santo André na parede lateral e a bancada de vidro iluminada, onde dezenas de vibradores, palmatórias, cordas de juta e óleos de alta densidade estavam organizados por ordem de uso.
A Sky passou a mão trêmula pelo rosto pálido, engolindo em seco diante do arsenal de dominação. Caminhei até ela, parando bem atrás do seu corpo farto, sentindo o calor que emanava da sua pele com sardas.
— Uauu!!! — ela exclamou olhando ao redor.
— Fiz esse lugar para suas sessões? — ela perguntou — Você vai usar tudo isso em mim? — recuou alguns passos.
— Sim, esse lugar é só para a gente. Nosso contrato previa dez sessões sem penetração, Bittencourt — murmurei perto do ouvido dela, vendo os pelinhos da nuca dela se arrepiarem na hora. — Eu iria te mostrar várias formas de prazer sem a consumação.
A ruiva girou o pescoço, fixando os olhos nos meus olhos com a fúria e o desespero que a consumiam por dentro.

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