NOTA DA AUTORA: MEUS AMORES, EU VOLTEI! ✈️🧳🥳❤️
Antes de irmos para o capítulo, preciso dar um recadinho rápido e MUITO importante para vocês! 📣🚨 Quando abri a plataforma hoje, vi alguns comentários cobrando atualizações, perguntando onde eu estava e até achando que a história ia ficar sem final... 🤦♀️💔
Gente, EU AVISEI VÁRIAS VEZES nos capítulos anteriores que eu faria uma viagem e que o meu retorno seria exatamente hoje, dia 15! 🗓️✈️ Eu sei que a ansiedade pela história é gigante, mas ler os avisos e recados que eu deixo é fundamental para vocês não ficarem angustiadas à toa, lindezas! 🥰💖 Eu jamais abandonaria o nosso universo ou deixaria vocês sem uma finalização digna! 🌌✨
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(POV: ROCCO)
Eu tinha passado os últimos três dias subindo pelas paredes de tanta ansiedade. Minha cabeça estava um inferno com as ligações de Londres e os problemas de ações internacionais que o meu avô deixou para eu resolver, mas a verdade é que o meu foco estava todo nela. Mandei reformar o último quarto da cobertura, transformando o espaço em um ambiente vermelho e totalmente isolado, só para não ter que levar a Sky para o clube. Queria que fosse pessoal. Minha meta nessas dez sessões era uma só: quebrar o orgulho daquela ruiva teimosa e reconquistar o lugar que sempre foi meu.
Eu estava morrendo de saudade de possuir o corpo dela, de sentir a pele clara e cheia de sardas sob os meus dedos. Mas na noite anterior, quando ela cruzou a porta totalmente desarmada e exausta, a minha paixão falou mais alto do que o meu desejo sexual. Eu vi o tamanho do cansaço dela e decidi não pressionar. Só quis deitar ao seu lado, puxar o seu corpo gordinho contra o meu peito e respirar o cheiro dos seus cabelos ruivos. Pela primeira vez em meses, eu consegui dormir a noite inteira sem acordar no meio do escuro. Tinha sido maravilhoso.
Eu sabia que ela me amava, estava estampado naqueles olhos castanhos, mas a teimosia dela a impedia de ceder. Se eu insistisse, ela faria o contrário só de pirraça. Então dei espaço.
Pela manhã, ela saiu tensa após o café. Eu me recolhi para o banheiro e liguei o chuveiro, deixando a água quente bater contra os meus ombros para relaxar a musculatura. Eu vestia apenas a minha calça de moletom cinza quando um barulho violento vindo da entrada cortou o silêncio do apartamento.
Eram pancadas desesperadas na madeira da porta principal, seguidas por chutes na base.
Caminhei rápido pelo hall e girei o trinco. Eu ainda estava tentando processar o semblante confuso da cena quando a Sky simplesmente invadiu o meu espaço. Ela não me deu tempo de falar nada.
A ruiva pulou direto no meu pescoço, enterrando os dedos nos meus ombros largos com uma força desesperada. Juntou a boca na minha em um beijo bruto, molhado, completamente quebrado pelo gosto salgado das lágrimas que lavavam o rosto dela.
O impacto repentino do corpo dela me fez recuar dois passos para trás com o impulso. Cambaleamos sem nenhum controle pelo corredor até cairmos pesadamente em cima do sofá de couro da sala de estar. O estofado abafou o impacto, mas o desespero dela não diminuiu. A Sky continuou puxando os meus lábios com fúria, chorando alto no meio do beijo, arranhando a pele do meu pescoço com as unhas compridas enquanto descarregava toda a sua agonia em cima de mim.
Precisei agir com precisão cirúrgica para contê-la antes que ela se machucasse. Segurei os pulsos dela com força total, usando as minhas mãos grandes para imobilizá-la, e afastei o rosto dela por alguns centímetros. Joguei o peso do meu próprio corpo por cima do dela, prendendo-a contra o couro do sofá. Meus olhos verdes varreram o rosto dela, observando a maquiagem totalmente borrada e lendo o tamanho exato do estrago que tinham feito com a minha garota.
— O que aconteceu, Sky? — minha voz saiu grave, forte, ecoando direto contra o peito dela.
Ela tentou formular uma frase, mas o ar simplesmente faltou nos pulmões dela. O peito subia e descia em lufadas rápidas, sôfregas, e o estômago dela se contraía inteiro pelo pânico da respiração cortada.
— Eu não consigo respirar, Rocco... — ela desabou em um sussurro agudo, os lábios tremendo de forma violenta. — A culpa não para. Ela não cala a boca. Ela fica repetindo dentro da minha cabeça que tudo isso aconteceu por minha causa. Então... por favor... faz ela parar.
Permaneci em silêncio absoluto. Não fiz perguntas inúteis, não exigi explicações e não comecei nenhum discurso longo para tentar acalmar uma mente que já estava em frangalhos. Eu apenas soltei os pulsos dela, ergui as minhas mãos compridas e espalmei as palmas nas laterais do seu rosto, usando os polegares para limpar o rastro grosso e quente de lágrimas que continuava descendo pelas bochechas dela.

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