POV/ MOON
Meu coração disparou contra as costelas de um jeito tão violento que o ar trancou na minha garganta. Senti uma pontada fria de medo percorrer a minha espinha, mas, logo em seguida, aquela sensação foi engolida por uma onda avassaladora de excitação que fez a minha pele arder.
Dei dois passos hesitantes para dentro do quarto, tentando ajustar a minha visão à penumbra. Ele continuava ali, sentado na poltrona de couro como um rei em seu trono. Ele vestia um casaco escuro com o capuz puxado sobre a cabeça, luvas pretas cobrindo completamente as mãos e uma máscara justa que escondia cada centímetro do seu rosto.
Olhei para ele totalmente sem graça, a boca meio aberta enquanto tentava recuperar o fôlego.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei em um fio de voz.
— Estou onde eu sempre tenho que estar — a voz dele veio abafada pelo tecido da máscara, grave e carregada de uma autoridade pesada. — Perto da minha ratinha.
— Você... você estava aqui o tempo todo? — recuei meio passo, o peito subindo e descendo rápido.
— Talvez — ele respondeu sem se mover.
— Meu Deus... você não acha que isso é demais? Vir até o meu quarto assim?
Ele soltou uma risada baixa e rouca. O som veio diferente, levemente abafado pela máscara preta, mas carregado daquele mesmo tom dominador que fazia os meus joelhos fraquejarem.
ele se inclinou para a frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.
— Tira a roupa — ele ordenou de forma simples e direta.
— O quê? — pisquei, surpresa. — Por quê?
— Eu quero ver — ele disse, a voz baixando um tom.
— Sério?
— Eu não vou repetir, Moon.
Aquele comando seco bateu na minha mente como um chicote. Ao mesmo tempo em que a ordem dele soou rígida, um calor absurdo desceu direto para a minha barriga. Sentir aquele controle absoluto, ser mandada daquele jeito, ser desejada por um homem tão poderoso fazia algo virar dentro de mim. Para alguém como eu, que cresceu se sentindo invisível, ignorada e apagada na sombra dos outros, ter a atenção inteira dele focada no meu corpo era quase viciante.
Sentir que eu era a única coisa que importava para ele naquele segundo fez a minha calcinha molhar na hora, o tecido colando úmido contra a minha pele.
Levei os dedos trêmulos até a alça do meu vestido. Baixei o zíper devagar, deixando o tecido leve escorregar pelas minhas coxas e cair no piso frio do quarto. Fiquei parada na frente dele usando apenas a minha lingerie de renda.
Ele se levantou da poltrona devagar. O porte físico dele era impressionante no escuro. Ele deu passos lentos na minha direção até parar bem na minha frente, diminuindo qualquer distância entre nós.
Ele ergueu a mão coberta pela luva preta e tocou o meu ombro esquerdo. Os dedos dele deslizaram devagar sobre a minha pele, contornando a linha fina da tatuagem recente.
— Uma tatuagem... — ele murmurou, a voz abafada ressoando perto da minha orelha.
— Sim... — engoli em seco, sentindo um arrepio percorrer os meus braços. — Foi você quem disse para eu fazer algo ousado.
— É... isso é bem ousado — ele concordou, a mão dele subindo para segurar o meu queixo com firmeza, virando o meu rosto de um lado para o outro enquanto me inspecionava na penumbra. — Mas eu não estou vendo o piercing.
Ele olhou para a minha orelha, para o meu nariz e para o meu pescoço, não encontrando nada.
— É porque ele fica em um lugar bem escondido... — murmurei, o meu rosto fervendo de vergonha.
Ele soltou o meu queixo e desceu a mão coberta pela luva preta para o meu peito. Os dedos dele deslizaram por dentro do bojo do meu sutiã, tateando a minha pele em busca da joia.

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