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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 266

POV: ROCCO

— Tá bom — segurei a gargalhada. — Escolhe outro.

— Eu te amo do tamanho... — ela fez uma pausa longa, pensando profundamente. — ...do hipopótamo.

Pisquei devagar na escuridão.

— Do hipopótamo, Sky?

— Não. Hipopótamo não — ela se corrigiu na hora, assustada. — Hipopótamo é brabo. Ele morde. Do tamanho da girafa!

— Do tamanho da girafa — repeti, sorrindo de orelha a orelha. — Entendi.

Um silêncio, um longo silêncio...

— Sky...? Você tá aí?

Nada. Silêncio absoluto do lado dela, só barulho de gente falando ao fundo.

De repente, a voz arfante do Arthur cortou a chamada, pegando o celular da mão dela:

— Rocco? É o Arthur. Mano, pelo amor de Deus, me ajuda aqui!

— O que foi, Arthur? — perguntei, me sentando na cama num pulo.

— Essa mulher tá querendo comer um cacto!

— O quê?!

— Meu Deus... — passei a mão pela cabeça, gargalhando alto na escuridão do quarto.

— Larga isso, Sky! Não morde a porra do cacto! — ouvi o Arthur berrar desesperado ao fundo, tentando arrancar a planta da mão dela.

— Arthur, pelo amor de Deus, leva essa doida para casa! — pedi, rindo sem conseguir parar.

De repente, ouvi um baque abafado pela ligação.

— O que aconteceu?

— Ela sentou no chão abraçando o vaso da planta — ele me explicou. — Sky, não morde. NÃO MORDE! — ele gritou.

— Eu prefiro molder o cacto do que ligar pro Rocco! — a voz dela veio arrastada, embaraçada, protestando do chão.

— Você já ligou, doida — o Arthur respondeu do lado dela.

— É... eu liguei... — ela resmungou, num fio de voz. — É...

Em seguida, percebi pelo áudio da chamada que ela reparou no Arthur segurando o aparelho.

— Me dá! Me dá! — ela começou a esbravejar ao fundo, tentando agarrar o telefone. — O Arthur é meu amigo! Solta!

— Rocco... — o Arthur riu baixo, se afastando um pouco dela.

— Passa para ela — ordenei.

— O Rocco quer falar com você, Sky — o Arthur disse.

— Não! Não quero falar com ele! — ela respondeu de imediato, emburrada.

— Tem certeza?

— Não! Me dá aqui! — ela arrancou o telefone da mão dele num solavanco.

Colei o aparelho no meu ouvido.

— Sky... — chamei carinhosamente.

— Hã? — ela fungou. — Você me ama?

—Sim... — brinquei, segurando o riso.

— Tem certeza?! — a voz dela subiu três tons.

— Eu te amo. Te amo muito — corrigi rápido, sorrindo na escuridão. — Mas você pode ir para casa agora, por favor?

— Não! — ela protestou na hora, a voz embolada. — Eu só vou se você for comigo! Se você me amar de verdade e me levar pra igreja pra casar!

— Tá bom. A gente vai falando no telefone.

— E o casamento?

— Vamos marcar assim que eu voltar.

— Promete.

— Sim, eu prometo. — E era uma promessa verdadeira, eu iria comprir com toda certeza do mundo!

— Você me ama de todo jeito? — ela disparou do nada.

— Sim, eu amo.

— Você me ama quando eu te dou trabalho?

— Sim, te amo ainda mais quando você me enlouquece.

— Então... você me ama até quando eu brigo com você?

— Eu amo você. Principalmente quando você faz aquela cara de brava.

— Você me ama quando eu falo palavrão?

— Sim, eu te amo inteira, até com essa boca suja.

— Então... — ela fez uma pausa, como se pensasse em alguma coisa. — Você me ama até quando eu vomito em você?

— Bom... essa parte não, mas eu amo você completamente e totalmente. Tá, eu amo você.

— Sei... e... — ela fez uma pausa. — Rocco?

— Sim.

— Você me ama quando a gente faz amor?

Senti o meu rosto esquentar na hora. Ajeitei o corpo na cama, imaginando o Arthur e quem mais estivesse no bar ouvindo aquilo.

— Cala a boca, Sky! — soltei baixinho, morto de vergonha. — A gente tá no meio do lugar, tem gente ouvindo!

— Mas você me ama?

— Sim, eu já disse. Te amo e te amo muito, tá?

— É que... eu adoro quando você passa a língua lá embaixo... — ela continuou sem dar a mínima, arrastando as palavras com pura malícia alcoólica. — ...quando você passa a língua em mim...

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