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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 268

POV: ROCCO

A tarde passou arrastada entre reuniões burocráticas e alinhamentos de contratos. Deixei agendado o encontro de terça-feira com a Jussara, onde iríamos definir a estrutura da nova empresa de inteligência artificial dela, o plano de divulgação e a divisão das porcentagens. Quanto mais rápido eu resolvesse aquela burocracia, mais rápido aquele noivado de fachada chegaria ao fim.

Quando a noite caiu, a ansiedade no meu peito não me deixou ir direto para casa. Peguei o carro e fui até o bar do Arthur. Eu precisava agradecer ao cara pessoalmente. Afinal, quando a Sky encheu a cara e ficou completamente fora de si, foi ele quem cuidou dela, aguentou as doideiras e garantiu que ela chegasse em segurança no apartamento.

O ambiente estava calmo, com iluminação baixa e pouca gente espalhada pelas mesas. Sentei em um dos bancos do balcão.

Arthur apareceu do outro lado, limpando um copo de vidro com um pano seco. Ele me olhou, soltou um riso fraco e colocou a garrafa de uísque do meu lado.

— Sobreviveu à viagem? — Arthur perguntou, enchendo a minha dose.

— Na medida do possível — respondi, dando um gole lento no líquido quente. — Vim te agradecer de verdade, cara. Por aquela noite. Por ter cuidado da Sky, levado ela para casa e não ter deixado aquela doida se machucar.

— Que isso, Rocco. Não precisa agradecer — Arthur balançou a cabeça, rindo. — Aquela ruiva é uma figura.

Virei o rosto de lado no balcão e reparei em um vaso decorativo em cima de uma mureta ali perto.

— Por acaso... era aquele ali o cacto que ela queria comer? — perguntei, apontando com o copo.

Arthur olhou para o vaso e gargalhou alto.

— Aquele mesmo! Ela jurava que ia engolir o cacto e gritava no chão que preferia morder a planta a falar com você!

— Meu Deus... — passei a mão pelo rosto, rindo sozinho. — Uma garota que prefere engolir espinho a confessar que tá caidinha por mim... no mínimo, significa que ela tá completamente enlouquecida.

— Enlouquecida é pouco — Arthur zombou. — A Moon me disse que, no dia seguinte, a Sky acordou procurando o celular em pânico, encarou as mensagens e quase enfiou a cabeça debaixo do colchão de tanta vergonha.

— Eu sei. Ela faltou ao trabalho hoje só para não me ver — comentei, balançando o copo na mão. — Mas eu amo aquela mulher, Arthur. Amo de verdade. Tenho um monte de problema para resolver na minha vida, essa bagunça toda de Londres, mas vou lutar por ela. Só preciso que ela pare de fugir e me escute, o que está sendo a parte mais difícil.

Enquanto conversávamos, mudei um pouco a posição no banco e notei uma garota no canto do balcão, concentrada, desenhando em um tablet.

— E essa funcionária nova aí? — perguntei com um sorriso de canto, provocando.

Arthur olhou para ela por um segundo e deu um suspiro.

— É a Charlotte. Pelo menos achei uma utilidade para ela... desenhar. Ela é muito boa nisso. Está fazendo os desenhos para a nova reinauguração do bar.

— Ué, mas eu pensei que a identidade visual da reinauguração já estivesse pronta — comentei, franzindo a testa.

— Pois é, eu também pensei — Arthur deu de ombros. — Mas ela veio com um papo de que a estética... sei lá, falou uma palavra difícil lá que a Charlotte usou e eu nem gravei.

Dei uma risada baixa, observando o jeito que o Arthur acompanhava os movimentos dela sem perceber.

— E esse jeito que você está olhando para ela, cara? — provoquei de novo.

— Que jeito, Rocco? — ele se esquivou na hora, ajeitando o pano no ombro.

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