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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 27

POV: SKY BITTENCOURT

Quando as portas se abriram, o auditório estava escuro. Os holofotes focavam apenas no palco, me cegando para ver quem estava na banca. Eu via apenas vultos — umas doze pessoas sentadas na penumbra. Meu coração era um tambor. Eu não queria ver o julgamento nos olhos deles. Eu não queria ver o semblante de reprovação ou escárnio por causa da minha roupa; eu deixaria que me julgassem pelas minhas habilidades e qualidades.

Virei de costas para a plateia e foquei na lousa, nos gráficos e imagens da bela apresentação que minha irmã preparou para mim.

— Boa tarde — comecei, minha voz saindo mais firme do que eu esperava. — O projeto que vocês verão no telão não é apenas um resort. É um Castelo de Pedras moderno.

Comecei a andar de um lado para o outro no palco, gesticulando para as imagens que eu mesma projetei. Falei sobre a estrutura orgânica, sobre as pedras marrom-douradas que lembravam as falésias de Natal, sobre a fundação que parecia torta para abraçar o terreno. Expliquei tudo o que precisava, tudo o que havia ensaiado durante muito tempo.

— O projeto Horizon exige coragem para ocupar o espaço sem destruí-lo — finalizei, sentindo o suor escorrer pelas minhas têmporas. — Porque a verdadeira arquitetura não se vê apenas com os olhos, mas com o impacto que deixa na humanidade de quem a habita. E assim manteremos um lugar acolhedor e marcante para quem visitá-lo.

Houve um silêncio absoluto. Eu ainda estava de costas, o peito subindo e descendo com a respiração pesada. A Moon estava ao lado me dando joinhas e sorrindo; ela sussurrou e chegou até mim: "Parabéns, você conseguiu!". Eu tinha dado tudo de mim. Agora, não havia mais como fugir. Respirei fundo, ajeitei a minha blusa e contei até três, tomando coragem.

Lentamente, comecei a me virar para enfrentar os meus juízes. As luzes do auditório começaram a acender, dissipando as sombras e revelando o rosto das pessoas na mesa central.

Passei rosto por rosto, dos mais sérios e alguns com semblantes neutros. Vi o cara de cabelos cacheados que eu atropelei espero que a primeira impressão não valha como nota e, ao lado dele, os meus olhos travaram no homem sentado na poltrona do meio.

Esfreguei os olhos e pisquei algumas vezes.

"Não pira, não pira. Não é hora de ficar imaginando coisas.”

Ouvi alguns sussurros e uma conversa baixa. Era agora fariam algumas perguntas. Eu desviei os olhos das luzes brancas que me cegavam, sentindo o suor escorrer pelo pescoço e a respiração pesada batendo contra o tecido da blusa que eu vestia do avesso. O silêncio. Por um segundo, achei que tinha falhado, que o meu "castelo de pedras" era abstrato demais para aquela gente de terno e coração de gelo.

Respirei fundo, fechei os olhos por um segundo e apertei a barra da minha saia para estabilizar o tremor nas mãos.

"Por favor, alguém, faça alguma pergunta. Por favor. Por favor."

Comecei a ouvir um som. Um bater de palmas solitário, pausado e rítmico, ecoando pelas paredes do auditório.

Clap... clap... clap...

Meus olhos se ajustaram à claridade e eu o vi. Sentado bem no centro da mesa, com os cotovelos apoiados no tampo de vidro. Estreitei meus olhos. Meu Deus, meu coração acelerou. Não era possível. Sacudi a cabeça.

"Está ficando louca, Sky. Relaxa."

— Alguém tem alguma pergunta? — perguntei.

Olhei para a figura novamente e um sorriso predatório, que eu reconheceria em qualquer lugar do mundo, se formou nos lábios dele.

Ai, caraca. Era o "gigolô". Poderia ser parecido, tipo muito parecido.

— Interessante — ele murmurou. Um sorriso surgiu no canto dos lábios dele. — E quanto à humanidade que você mencionou? Acha que uma estrutura inspirada em um castelo de pedras rústicas é o que o público de alto padrão procura?

— O público de alto padrão não procura apenas luxo; eles procuram uma história onde possam se sentir poderosos. E nada diz mais sobre poder do que um castelo que se recusa a cair, não importa quão torto o mundo pareça estar.

Um senhor de óculos, sentado na ponta da mesa, pigarreou e tomou a palavra:

— Uma bela explicação e um belo projeto, um dos mais impressionantes e audaciosos que vi hoje.

Engoli em seco e fiquei calma. Graças a deus não foi um fracasso total.

— Pode se retirar, senhorita Bittencourt. Avisaremos daqui a pouco, lá fora, quem foram os quatro selecionados. — Um outro homem disse, mas eu nem prestei atenção nele. De tão nervosa que eu estava.

Eu ia me virar para sair, querendo apenas desaparecer daquele palco.

— Espere lá fora, por favor — ele o gigolô ou sei lá quem seja me disse, com aquele olhar predatório fixo em mim. — E vê se não foge desta vez. — ele sorriu.

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E ai hein?? Como o mundo dá voltas!"!

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