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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 272

POV: SKY

Olhei para o ketchup no meu casaco. Depois para o Diego. Depois para o céu.

Por que Deus estava fazendo aquilo comigo?

Eu tinha passado a manhã inteira fugindo do Rocco. Tinha inventado uma pneumonia, quase me matado de ansiedade e colocado um casaco de frio no meio de um dia quente só para sustentar a minha mentira. E agora eu precisava aparecer na empresa dele às nove da manhã.

Nove. Da manhã. Na Blackwood. Com o Rocco Blackwood.

Meu chefe. O homem que eu estava evitando. O homem que me deixava com as pernas bambas só de pensar no olhar dele.

— Que foi, doida? — Diego perguntou, me entregando um pano.

Peguei o pano e comecei a esfregar a mancha. A sujeira só aumentou. Parei e joguei o tecido na bancada.

— Pronto.

— Pronto o quê?

— Desisti.

— Do casaco?

— Da vida.

Diego riu.

— É só uma reunião.

— Claro — assenti várias vezes, dando um sorriso torto. — Uma reunião. Tranquila. Normal.

O meu olho esquerdo começou a tremer.

— Você tá estranha, Sky.

— Eu estou ótima!

— Você está com ketchup no peito.

— Isso é molho.

— É ketchup.

— Eu sei que é ketchup, Diego! Eu só estou dizendo que molho é uma categoria mais abrangente!

Ele ficou me encarando em silêncio.

— Não olha para mim assim — resmunguei.

— Eu não falei nada.

— Mas pensou!

Voltei a esfregar a mancha sem sucesso. Nada na minha vida saía facilmente. Olhei para a Sakura de novo. Ela estava conversando com o namorado, sorrindo, mas aquele olhar distante continuava ali. Aquele olhar de quem queria estar em outro lugar.

E, de repente, me senti uma completa idiota.

Eu estava ali julgando a Sakura, questionando por que ela não ficava com o Nathan, por que aceitava uma situação que não queria... e olhei para o meu próprio casaco manchado.

Eu. A mulher que tinha acabado de inventar uma doença pulmonar devastadora para não encontrar o próprio chefe. A mulher que provavelmente inventaria uma fratura exposta se descobrisse que isso me livraria da reunião de amanhã.

Eu era uma falsa terapeuta. Uma fiscal de relacionamento alheio sem um pingo de autoridade moral. Praticamente um alerta ambulante sobre decisões ruins.

Passei os olhos pelo quintal. A Moon estava rindo, a Sakura tentando parecer feliz, o Diego virando a carne como se não tivesse acabado de destruir a minha estabilidade emocional.

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