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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 275

POV: SKY

As minhas mãos tremiam tanto no banco de trás do táxi que a minha coordenação motora tinha ido para o espaço. Enfiei a mão na bolsa, peguei a carteira e tentei abrir. Enfiei a unha no canto e comecei a puxar a dobra com força para tentar abrir o compartimento de moedas. Puxei, forcei, tentei enfiar o polegar na fresta, mas a peça parecia emperrada, dura, completamente travada.

O motorista me olhou pelo retrovisor com a testa franzida.

— Moça... isso aí é o seu celular.

Parei com os dedos cravados na lateral. Baixei os olhos, virei o objeto na mão e encarei a lente da câmera.

— Nossa... é meu celular mesmo.

Soltei o ar de uma vez e inclinei o corpo para a frente, batendo a testa direto no encosto de cabeça do banco do passageiro.

— Ai — murmurei contra o estofado.

— A senhora está bem?

— Tô ótima. Mentira, não tô. É que eu estou prestes a entrar em uma batalha sangrenta. Tipo a Rhaenyra Targaryen brigando pelo Trono de Ferro, só que sem dragões, sem trono, sem dignidade e usando sapato baixo.

O motorista me encarou com um olhar carregado de empatia humana.

— Eu não faço a mínima ideia do que você está dizendo, mas eu preciso chamar a polícia?

— Não, é só modo de falar.

— Força, moça. Você vai conseguir.

— É... eu vou conseguir — respondi, piscando.

Passei três segundos processando o fato de que estava tendo uma sessão de terapia improvisada com um motorista de aplicativo no meio do trânsito. Achei a carteira de verdade no fundo da bolsa, paguei a corrida, abri a porta e saí do carro.

Dei três passos rápidos na direção das portas de vidro gigantescas da sede da Blackwood, paralisei na calçada, dei meia-volta e corri de volta para a janela do táxi em pavor absoluto.

— Eu não consigo! — gritei pela janela aberta.

O motorista colocou a cabeça para fora, acenando para mim com firmeza:

— Você consegue sim! Vai lá e ganha essa guerra!

— Tô indo!

Girei nos calcanhares e atravessei a entrada do prédio antes que a coragem evaporasse de novo. O saguão principal era monumental, todo em mármore e vidro, com recepções elegantes e seguranças de terno. Senti os olhares de três recepcionistas caindo sobre mim, provavelmente tentando entender o que eu fazia ali.

Droga!

— Você trabalha aqui, Sky, aja normalmente — disse a mim mesma.

Olhei para o lado. Escadas? Nem pensar. Dezoito lances de degraus de saia lápis destruiriam o resto do meu pulmão. Eu poderia dizer que morri por subir escadas.

Caminhei em direção a elas, mas parei.

Eu vou suar. E se eu ficar fedendo? Droga! Por que eu me importo?!

Virei as costas e corri para o elevador social. Apertei o botão da diretoria e esperei as portas se fecharem. Conforme o indicador de andares subia, o meu estômago revirava.

As portas se abriram no andar da presidência. O corredor estava em um silêncio absoluto. Nenhum barulho de salto, nenhuma voz, nenhum som de teclado. Nada.

Olhei para um lado. Depois para o outro. Ninguém.

Meu coração começou a bater mais devagar.

Talvez...

Talvez o Rocco não estivesse ali.

Talvez a reunião tivesse terminado.

Talvez todo mundo tivesse ido embora.

Talvez Deus tivesse finalmente decidido colaborar.

Abaixei o corpo de leve e comecei a andar na ponta dos pés pela parede, entrando no modo espionagem total. Olhava para a esquerda, olhava para a direita, esticava o pescoço e me esgueirava pelas pilastras como se estivesse infiltrada em um filme de ação.

Cheguei à porta da sala de reuniões.

Olhei pelo vidro. Nada.

Abaixei. Olhei por baixo. Nada.

Levantei. Colei o ouvido na porta. Silêncio.

Meu coração se encheu de esperança.

— Ele não está aqui — abri um sorriso. — Meu Deus... a reunião acabou.

Quase pulei.

— EU SOBREVIVI!

— Meu Deus! — cochichei para o nada, com os olhos brilhando de felicidade. — Ele se enganou! A reunião não é hoje! Eu tô livre!

Girei nos calcanhares disposta a correr de volta para o elevador antes que o universo mudasse de ideia. Dei um passo. Depois outro.

— Sky?

O Rocco estava parado bem na minha frente.

Uma das mãos estava enfiada no bolso da calça social escura. A outra segurava um copo de papelão com café fumegante. As mangas da camisa social branca estavam dobradas até a metade dos antebraços, o cabelo perfeitamente arrumado, e ele me encarava do alto com aqueles olhos verdes absurdos, mantendo uma expressão tão calma que aquilo me ofendeu pessoalmente.

— Bom dia — ele disse.

— Não.

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