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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 277

POV: SKY

O elevador deu um solavanco leve e parou no meio do poço.

O silêncio tomou conta do espaço, e o meu coração começou a bater tão forte e descontrolado no peito que parecia uma bateria de escola de samba em dia de desfile.

Tum. Tum. Tum. Tum.

Rocco ficou quieto.

Eu tirei as mãos do rosto.

— Eu estou presa em um elevador com o homem que passei os últimos dias evitando.

Silêncio.

— E ele é meu chefe.

Silêncio.

— E eu estou atrasada.

Silêncio.

— E eu passei a madrugada escolhendo roupa.

Rocco ergueu uma sobrancelha.

— E agora eu estou falando sozinha.

— Isso eu já sabia.

— Cala a boca!

Ele sorriu.

Apontei um dedo para ele.

— Não sorri.

— Por quê?

— Porque você fica bonito sorrindo.

O sorriso dele aumentou.

Meu rosto queimou.

— EU QUIS DIZER QUE VOCÊ FICA INSUPORTÁVEL SORRINDO!

— Claro.

— E não fica se achando!

— Não estou me achando.

— Está, sim.

— Você acabou de dizer que eu fico bonito sorrindo.

— Eu retiro!

— Tarde demais.

— Eu retiro oficialmente!

— Não aceito.

— Rocco!

Ele soltou uma risada baixa.

Fechei os olhos.

— Eu odeio a minha vida.

— Eu sei.

Abri os olhos.

Ele estava sério agora. Sem sorriso. Sem provocação. Apenas me olhando.

— Sky.

Meu estômago afundou.

— O quê?

— A gente precisa conversar sobre aquela ligação.

Fechei os olhos.

Não.

Não. Não. Não.

Qualquer coisa.

Uma invasão alienígena. Um incêndio. Uma pane elétrica. Uma barata.

Eu aceitava até uma barata.

Abri os olhos.

— Não precisamos.

— Precisamos.

— Rocco...

— Você me ligou bêbada.

— Não fui eu.

Ele piscou.

— Como assim?

— Foi uma pessoa muito parecida comigo.

— Que tinha a sua voz?

— Coincidência.

— E o seu número?

— Clonagem.

— E a sua foto de perfil?

— Roubaram minha identidade.

— Sky.

— O quê?

Ele me encarou durante alguns segundos.

— Você falou comigo por mais de 1h ao todo. Sky. Me mandou fotos e videos.

Meu rosto começou a arder.

— Não.

— Falou.

— Não lembro.

— Eu lembro.

— Ótimo para você.

— Você disse algumas coisas interessantes.

— Não disse.

— Disse.

— Não disse.

— Disse que—

— NÃO! — Gritei

A minha voz bateu nas paredes do elevador.

Rocco ficou quieto.

Respirei fundo.

— A gente pode simplesmente ficar aqui até o elevador voltar a funcionar?

— Não.

— Por quê?

— Porque eu mandei parar.

Olhei para ele.

— Eu realmente odeio você.

— Eu sei.

— Muito.

— Sei.

— De verdade.

— Sky.

— O quê?

Ele se aproximou um pouco.

— Para de fugir de mim.

E, pela primeira vez naquela manhã inteira, eu não tive nenhuma piada pronta.

...

Silêncio.

— Por que você está fazendo isso?

A pergunta saiu muito menor do que eu queria.

Rocco ficou me olhando por alguns segundos. Não respondeu de imediato. Apenas manteve aquela expressão séria, os olhos verdes presos nos meus, como se estivesse tentando decidir se eu realmente queria ouvir a resposta ou se aquilo era só mais uma tentativa desesperada de encontrar uma saída.

— Fazendo o quê, exatamente?

— Isso.

— Isso o quê, Sky?

— Rocco, pelo amor de Deus, não começa com essa merda de pergunta-resposta! — passei as duas mãos pelo rosto. — Você travou um elevador! No meio da sua própria empresa! Comigo dentro! Isso não é comportamento normal de um ser humano adulto!

O canto da boca dele quase se mexeu.

Quase.

— Você passou a manhã inteira tentando fugir de mim.

— Eu não estava fugindo.

— Sério?

— Você entrou na empresa escondida.

— Eu estava atrasada!

— Você estava agachada atrás de uma coluna.

— Eu estava procurando a sala!

— Você estava com a orelha colada na porta.

— Eu estava verificando se tinha alguém lá dentro!

— E depois tentou sair correndo quando me viu.

— Eu tenho uma doença!

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