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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 278

POV: SKY

O ar travou na garganta antes mesmo de alcançar o fundo dos meus pulmões. O espaço pequeno do elevador pareceu girar devagar, a pressão do ambiente pesando sobre os meus ombros enquanto o meu peito subia e descia em um ritmo desordenado, incapaz de puxar o oxigênio para dentro.

Minha boca se abriu. A língua colou no céu da boca, completamente seca. Fechei. Tentei de novo, mas a garganta pareceu fechar em um nó. Na terceira tentativa, o som simplesmente travou, me deixando sem ar.

Estiquei a mão na direção do peito dele. Meus dedos tremiam sem parar, balançando no ar porque a vontade de gritar e empurrar lutava contra o desespero de me segurar em alguma coisa firme. No segundo em que a ponta da minha pele encostou no tecido da camisa do Rocco, uma descarga elétrica gelada subiu pelo meu braço. Puxei a mão no ato, como se tivesse tocado em um fio desencapado.

Eu estava ouvindo cada palavra. Entendia o português perfeitamente. Mas as sílabas entravam pelos meus ouvidos e estilhaçavam dentro do meu cérebro. A imagem das mentiras, da Inglaterra, do sumiço e de todo o silêncio dele voltava em ondas geladas, atropelando o tom de verdade que brilhava nos olhos verdes que me encaravam. Um pensamento puxava para um lado, o outro rasgava para o oposto, se contradizendo até a minha cabeça latejar, como se centenas de agulhas finas estivessem sendo fincadas de dentro para fora no meu crânio. Meu estômago despencou, ficando totalmente frio, e uma gota de suor escorreu lenta pela minha nuca.

Minhas pernas simplesmente deixaram de funcionar. Os joelhos dobraram para a frente e o peso do meu próprio corpo cedeu direto em direção ao chão de metal.

O Rocco foi mais rápido. As mãos dele fecharam ao redor dos meus ombros, segurando o meu peso com firmeza. A estrutura do corpo dele acompanhou o meu movimento e os dois joelhos dele bateram no piso de metal no mesmo segundo em que os meus tocaram a superfície fria.

Ficamos ali, ajoelhados no chão do elevador travado.

Ele soltou os meus ombros e colou as duas palmas quentes nas laterais do meu rosto. Os polegares dele pressionaram a minha pele, erguendo a minha cabeça até que os nossos olhos ficassem na mesma altura.

— Calma — a voz dele veio baixa, grave, balançando de um jeito que eu nunca tinha ouvido antes. — Respira, Sky. Respira.

— Rocco... — um sopro rasgado saiu da minha garganta seca.

— Você não precisa me dizer nada agora — ele falou, sem soltar o meu rosto, o hálito quente batendo direto contra o meu lábio inferior. — Eu lamento muito. Lamento por cada mentira, por cada segredo e por cada vez que fiz você duvidar de mim. Eu sei que é muita coisa para a sua cabeça processar de uma vez. Eu vou te contar tudo, tim-tim por tim-tim, e vou te dar o tempo e o espaço que você precisar para pensar. Mas eu não aguentava mais guardar isso aqui dentro sem você saber.

A minha vista escureceu de leve nas bordas. Minhas costelas chacoalhavam com a força do meu coração batendo descontrolado contra os ossos, parecendo que ia rasgar o meu peito a qualquer momento.

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