POV/ SKY
O meu corpo simplesmente travou no ar.
O ponto máximo chegou rasgando cada fibra do meu ser. As paredes da minha vagina se contraíram com uma força absurda ao redor dos dedos dele, tão apertadas que ouvi o Rocco soltar um palavrão abafado e rouco contra a minha pele. O orgasmo explodiu em cadeia, ondas violentas, quentes e descontroladas de prazer inundando o meu baixo-ventre, fazendo todo o meu corpo chacoalhar em espasmos involuntários. Segurei o pescoço dele com força total, afundando o meu rosto na curva do ombro dele, enquanto os meus gemidos saíam abafados e desesperados contra o tecido da camisa social dele.
Eu continuei me movendo devagar sobre a mão dele, aproveitando até o último resquício daquela onda avassaladora. Sentia os dedos dele ainda fundos dentro de mim, me preenchendo, enquanto o tremor das minhas próprias coxas cedia por completo. A sensação de alívio e entrega era tão pesada que perdi o controle dos meus próprios músculos.
Desabei com o peito colado ao dele, completamente sem forças, a respiração curta, ruidosa e desordenada.
Ficamos ali por longos segundos no chão daquele elevador. O único som no espaço pequeno era o nosso arfar pesado, o peito dele subindo e descendo contra o meu, e o bater acelerado dos nossos corações, que ressoavam um contra o outro no mesmo ritmo descontrolado.
— Uau... — murmurei com a testa apoiada na clavícula dele, sentindo o cheiro amadeirado do perfume dele misturado ao calor da nossa pele, e soltei uma risada fraca, sem fôlego. — Isso com certeza não estava nos meus planos para essa manhã.
O Rocco deu um sorriso de lado, a caixa torácica dele se movendo contra o meu peito. Ele passou a mão livre pelas minhas costas nuas, onde a blusa de alcinha tinha escorregado, acariciando a minha pele com uma delicadeza que me fez arrepender inteira.
— Você tá bem? — ele perguntou, a voz vindo extremamente baixa, grave e carinhosa perto do meu ouvido.
— Tô perfeita — respondi, erguendo o rosto devagar para olhar para ele.
O Rocco segurou firme na minha cintura com as duas mãos grandes, espalmando os dedos nas minhas laterais. Ele aplicou força nos braços, me impulsionando para cima com cuidado e firmeza, me ajudando a ficar de pé no chão de metal sem que as minhas pernas cedessem.
Fiquei ali, em pé, mas o meu corpo continuava bambo, tremendo como vara verde. A saia lápis estava completamente torta na minha cintura. Puxei o tecido para baixo com as mãos trêmulas, ajeitando a roupa no corpo da melhor forma que consegui.
O Rocco, no entanto, não se levantou. Ele se manteve ajoelhado na minha frente, no chão do elevador, me encarando de baixo para cima com aqueles olhos verdes brilhando em chamas.
— Isso nem foi sexo de verdade — ele deu um sorriso de lado, a expressão carregada de uma provocação perigosa. — Foi só um petisco.
Encarei ele do alto, tentando recuperar o ar que ainda faltava nos meus pulmões.
— O que você tá fazendo, Rocco? — perguntei, confusa.
— Vou terminar o serviço — ele disse, sem desviar o olhar do meu por um segundo sequer. — Quero beber tudo o que você soltou.
Eu nem tive tempo de protestar ou de pensar em qualquer resposta inteligente. O Rocco segurou o tecido rendado da minha calcinha nas laterais do meu quadril e puxou a peça para baixo de uma vez só. Ele deslizou a renda com pressa pelas minhas pernas até que eu pisasse fora dela, tirando a peça do meu corpo. Em seguida, as mãos grandes e quentes dele fecharam na parte interna das minhas coxas, abrindo as minhas pernas sem a menor delicadeza, me expondo inteira para ele.
Ele enterrou o rosto direto no meio das minhas pernas
A língua dele veio de baixo para cima, rápida, quente e faminta, lambendo toda a minha umidade e o rastro do meu gozo recente. Soltei um grito abafado que rebateu nas paredes de metal, enfiando as duas mãos no cabelo preto e curto dele, cravando os dedos nos fios enquanto a boca dele se fechava com força ao redor do meu clitóris, sugando a pele sensível em uma fome voraz. Como se não bastasse me enlouquecer com a boca, ele deslizou um dedo de volta para dentro de mim, me preenchendo de novo, trabalhando em um vai e vem firme enquanto a língua dele não dava um segundo de trégua no meu clitorís.
— Meu Deus do céu... — ele resmungou entre uma lambida e outra, a voz saindo abafada e rouca contra a minha pele —, o Big Black tá morrendo de ciúmes disso aqui.
Soltei uma risada rasgada no meio de um gemido manhoso, apertando a cabeça dele contra a minha virilha. O prazer continuava correndo pelo meu sangue como um incêndio sem controle, uma onda de calor constante que incendiava cada centímetro da minha pele. Parecia que eu estava há anos sem sentir aquele tipo de toque, mas a verdade é que só o Rocco conseguia fazer o meu corpo reformatar desse jeito, reagindo de forma puramente biológica e selvagem a tudo o que ele fazia comigo.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário