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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 332

POV: MOON

Passei pela porta da diretoria com a respiração curta e o coração batendo descompassado contra as minhas costelas. As minhas pernas estavam tão bambas que precisei dar passos curtos pelo corredor, me apoiando de leve na parede até alcançar a porta do banheiro feminino do andar.

Entrei, tranquei a cabine e me encostei na porta fria, soltando o ar que parecia preso na minha garganta desde o segundo em que aquele homem se ajoelhou na minha frente.

Tudo parou de fazer sentido.

O meu plano inicial era simples, quase inofensivo. Eu tinha subido até a sala do Christian decidida a jogar um verde, avaliar as reações dele com calma e tentar arrancar alguma pista sem me expor. Mas a cena que encontrei acabou com qualquer resquício de autocontrole: ver a Cecília inclinada sobre a mesa, alisando o colarinho dele e arrumando aquela gravata com intimidade demais, fez um fogo esquisito subir pelo meu peito.

Eu fiquei com tanta raiva, com tanto ciúme acumulado do final de semana inteiro, que perdi a cabeça e apertei para ligar para o Senhor C ali mesmo, na cara dele.

E era ele. O Christian era o Senhor C.

Caramba!

Fui até a bancada de mármore do banheiro, abri a torneira e joguei água gelada nas mãos, nos braços e no pescoço para tentar diminuir o calor da minha pele. Olhei para o espelho grande: a minha boca estava vermelha e levemente inchada pelos beijos dele, as bochechas coradas, o cabelo loiro completamente bagunçado e o penteado desfeito pelas mãos grandes dele.

Ajeitei a gola da minha camisa de seda verde, fechei os botões até a altura correta e passei os dedos pelos fios de cabelo, tentando colocar tudo no lugar.

A minha mente continuava girando sem parar. As palavras dele ainda ecoavam dentro da minha cabeça, com aquele tom grave e firme: ele dizendo que queria cuidar de mim, que me amava, que eu era dele... e aquela resposta absurda quando perguntei se ele estava me pedindo em casamento.

"É claro que eu tô te pedindo em casamento."

Aquele homem era louco. Completamente maluco, autoritário, perigoso... e tinha acabado de fazer o meu corpo inteiro entrar em combustão em cima de uma mesa de mogno.

Respirei fundo três vezes, ajeitei a saia e saí do banheiro com a cabeça erguida, descendo de volta para o andar da nossa equipe de projetos.

Assim que entrei na sala dos desenhistas, dei de cara com a Sakura, a nossa colega de equipe e irmã do Diego que dividia as pranchetas com a gente. Ela estava com uma caneta presa no coque frouxo e segurava uma caneca de chá:

— Tá tudo bem, Moon? — ela perguntou, me olhando de cima a baixo com a testa franzida.

— Tá... tá tudo ótimo — respondi rápido, ajeitando a alça da minha bolsa no ombro.

— Certeza? Seu rosto tá vermelho.

Dei uma risadinha nervosa, passando a mão na nuca para disfarçar o constrangimento:

— Foi uma correria danada lá em cima... depois eu te conto com calma, é uma loucura sem tamanho.

A Sakura riu, encostando na divisória:

— Nem me fale em loucura. Você conseguiu entregar a pasta do projeto direto para o diretor?

— Entreguei. Tá tudo na mão dele agora.

— Que alívio! A gente adiantou o cronograma em uma semana inteira. O prazo oficial do edital era só para a semana que vem, mas ter tudo aprovado antes vai salvar a nossa pele.

— Pois é, agora é só esperar o retorno da diretoria — concordei, pegando as minhas coisas em cima da mesa.

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