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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 34

( UM CAP. MAIOR PARA VOCÊS- Avalie a obra!!)

POV: SKY BITTENCOURT

O silêncio no quarto ficou tão denso que eu jurava que podia ouvir as engrenagens da cabeça do Rocco girando. Até que a Moon — graças aos céus! — entrou e, vendo o estado do meu braço, chamou a enfermeira às pressas. Enquanto a profissional refazia o curativo, Rocco continuava lá: um monumento de arrogância parado, coçando o queixo e passando a mão no cabelo, me observando como se eu fosse um espécime exótico de laboratório.

Eu estava tão sem graça que sentia meu coração batendo na garganta. Minha irmã me olhava com um semblante triste, o que só me fazia sentir mais culpada. Após o novo curativo, achei que o brutamontes bateria em retirada, mas ele nem se mexeu. O telefone da Moon tocou e ela saiu, me deixando sozinha na cova do leão.

— Você vai ficar aí me encarando como se eu fosse um acidente de trânsito ou vai falar alguma coisa? — disparei, tentando mascarar o tremor na voz.

— Acho que você não vai gostar se eu começar a falar — ele respondeu, a voz grave vibrando no quarto. — Mas que tal você começar.

— Eu nem sei por onde começar — murmurei, desviando o olhar para a colcha do hospital e começando a cutucar uma cutícula inexistente.

— É, eu também não — ele rebateu de imediato, com aquele tom sarcástico que já estava se tornando a trilha sonora dos meus pesadelos. — É tanta coisa que eu nem sei por onde dar o primeiro passo.

Revirei os olhos involuntariamente. A ignorância dele era quase magnética.

— Bom, eu acho que você poderia começar não revirando os olhos, não tentando se esvair em sangue e, se puder, por favor, não me suje com nenhum outro fluido corporal novamente.

Senti minhas bochechas entrarem em combustão espontânea. Encolhi os ombros, tentando diminuir de tamanho, e foquei intensamente nas minhas unhas.

— Veio me demitir? — perguntei, finalmente olhando para ele.

— Não. Por que você acha que eu deveria? — Ele arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços sobre o peito largo, o que fez o tecido da camisa esticar de um jeito que eu não deveria estar notando.

— Você poderia não responder minhas perguntas com outras perguntas?

— Por que não? — Ele soltou um riso nasalado, coçando a nuca novamente e respirando fundo, como se estivesse exercitando a paciência. — E bom... acho que você poderia continuar com um agradecimento ou, quem sabe, um pedido de desculpas.

Aquele sorrisinho de canto dele me deu uma vontade genuína de fuzilá-lo.

— Obrigada por isso — falei, as palavras saindo como se eu estivesse mastigando vidro. — Pelo quarto, pelos remédios... por tudo. — Completei em um sussurro, esperando que ele tivesse uma audição humana normal e não de super-herói. — Eu vou trabalhar e compensar tudo. Vou me dedicar muito.

— Eu sei que vai — ele disse, mantendo os olhos fixos nos meus, uma intensidade que me fez perder o fôlego por um segundo.

— E... e desculpa — gaguejei, sentindo o suor frio. — Mas poderia parar de me olhar assim?

— Assim como?

— Assim, ué! — Apontei para ele, gesticulando freneticamente. — Desse jeito "eu sou o dono do mundo e você é uma doida". Está me deixando ainda mais constrangida!

— E por que eu estou te deixando ainda mais constrangida, Bittencourt? — Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância.

Não aguentei. Peguei meu travesseiro e joguei com toda a força na cara dele. Ele desviou com uma agilidade irritante, rindo abertamente agora.

— Tá... tá... tá... continue o show — ele provocou, voltando à postura séria, mas com os olhos brilhando de diversão.

— Me desculpa! É que você me deixa nervosa!

— Eu te deixo nervosa? — Ele fez uma pausa dramática, inclinando o corpo na minha direção. — Você quer que eu comece a enumerar as coisas que você fez que me deixaram nervoso, puto, estressado, preocupado... — ele baixou o tom de voz, ficando perigosamente perto — ...excitado?

— Não! — gritei, sentindo a vergonha atingir o nível máximo.

Apertei os olhos com força e mordi o lábio inferior, tentando formular qualquer frase lógica, mas meu cérebro tinha virado geleia.

— Desculpa pelo quê, afinal? — Ele resolveu enumerar, contando nos dedos. — Por me confundir com um gigolô? Por fugir de mim? Por vomitar no meu terno caro, estragar meu relógio, não devolver minhas roupas ou por me sujar de sangue agora?

Enfiei o rosto nas mãos, querendo que o chão se abrisse. Ouvir aquilo em voz alta era mil vezes pior do que apenas lembrar.

— Por tudo... por tudo isso — falei abafado, de trás das palmas das mãos.

— Vou mandar servirem algo para você.

— Eu acabei de dizer que não estou com fome! — protestei, sentindo meu rosto ferver.

— Ah, não precisa se preocupar. É que eu falo "estomaquês", sabe? Entendo perfeitamente quando o corpo implora por comida enquanto a dona tenta manter a pose — ele debochou, ajeitando o terno.

— Nossa, você é muito engraçado — respondi, carregada de ironia. — Ha. Ha. Ha.

— Ah, eu sei. As pessoas vivem me dizendo isso. É uma das minhas melhores qualidades — ele rebateu, ajeitando a lapela do terno com uma autossuficiência que me dava nos nervos. — Apesar de que, naquela noite, você parecia estar com uma vontade desesperada de me pagar para eu fazer o "serviço completo", não é?

Ele apontou para o próprio rosto, com uma arrogância monumental, inclinando a cabeça levemente para o lado para me garantir um ângulo melhor daquela perfeição irritante.

— Bastou olhar para esse meu rostinho lindo aqui para você nem se importar com os meus outros dotes. Foi uma conclusão bem rápida, Bittencourt.

Enterrei o queixo no peito, sentindo o sangue latejar nas minhas orelhas. Eu queria que o colchão me engolisse. Levei as mãos ao rosto novamente, pressionando as palmas contra os olhos com tanta força que comecei a ver estrelinhas. Na minha cabeça, se eu vedasse a visão, talvez ele desaparecesse por osmose. Eu só queria ser um avestruz e enfiar a cabeça em um buraco bem fundo.

— Se cuida — ele disse, e eu podia ouvir o sorriso vitorioso na voz dele, aquele tom de quem sabe que ganhou a partida e ainda levou o troféu para casa. — E vê se não foge de novo, tá?

Ouvi o som pesado dos passos dele se afastando e, finalmente, o clique seco da porta batendo. O silêncio que ficou era quase tão humilhante quanto as palavras dele.

Bufei, soltando todo o ar que nem percebi que estava prendendo, e me joguei com força na cama. Minha cabeça latejou com o impacto súbito no travesseiro, mas a dor física não era nada comparada ao meu orgulho estraçalhado no chão daquele hospital.

Fechei os olhos com força, sentindo o peso da realidade esmagar meus ombros. Como eu vou sobreviver aos próximos três meses trabalhando para esse homem sem cometer um crime ou morrer de vergonha?

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Parece que ele não consegue esquecer o que aconteceu naquela noite hein? Toda hora relembrando... Revivendo e provocando. kkkkkkkkkkk

#O que vocês acham disso?

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