POV/ CHRISTIAN
Dei um passo à frente e parei de pé entre as pernas dela. Segurei o queixo delicado com a ponta dos dedos, sentindo o calor suave da pele dela subir pelo meu polegar. A respiração dela estava curta, o peito subindo e descendo devagar sob o tecido do decote.
— O que você quer, Moon? — perguntei baixo, a voz rouca, olhando bem no fundo daqueles olhos verdes.
Ela segurou a barra da minha camisa social. Os dedos finos tremiam de leve contra o tecido.
— Eu quero você.
Inclinei o meu rosto, descendo até a minha boca quase encostar na dela, sentindo o ar quente que saía dos lábios dela bater contra a minha pele:
— Fala direito para mim. O que você quer?
A Moon sustentou o meu olhar, engoliu em seco e soltou a voz com uma firmeza que fez o meu sangue ferver:
— Eu quero você. Quero você dentro de mim. Quero você agora, Christian.
Passei a mão pela bochecha dela, acariciando com calma para ter certeza de que cada segundo daquela noite seria consciente e perfeito:
— Você tem certeza absoluta disso?
— Eu tenho certeza — ela respondeu sem hesitar, apertando os dedos na minha camisa. — Certeza absoluta.
— Eu quero saber se você está preparada para mim. Eu quero ouvir da sua boca.
Ela segurou a barra da minha camisa. Os dedos tremeram.
— Estou. Estou preparada.
Passei as mãos pelas costas dela e abri o zíper do vestido até a cintura. O tecido afrouxou. Levantei os braços dela e puxei o branco para cima, passando pelos seios, pela cabeça. Os cabelos loiros caíram nos ombros. Joguei o vestido na poltrona.
Fiquei olhando. Sutiã. Calcinha. Salto. A pele clara contra as pétalas vermelhas.
Tirei a minha camisa. Um botão. Outro. O tecido saiu dos ombros e foi para o chão. O ar do quarto bateu no peito. As argolas dos mamilos ficaram à mostra. Os olhos dela desceram para o metal e pararam ali.
— Deita.
Ela deitou no meio da cama. O cabelo loiro espalhou no travesseiro. As mãos foram na cintura da calcinha. Ela puxou o tecido pelas coxas, pelos joelhos, pelos tornozelos, e a calcinha ficou no lençol, molhada no meio. Os saltos saíram logo depois. Ficou nua. As pernas juntas, por um segundo, depois se abriram um pouco.
Olhei de cima.
Peito subindo rápido. Barriga. A buceta rosada, os lábios pequenos, só um risquinho. O piercing do clitóris brilhando na luz das velas. Perfeita.
Abri o cinto. A calça desceu. Chutei para o lado. Fiquei de box. O pau marcava o tecido, pesado, duro, preso. Ela viu. A garganta dela mexeu.
— Eu vou te foder sem camisinha — falei, a voz baixa. — Eu quero sentir. O momento exato em que você vira minha.
Ela riu. Baixo. Envergonhada. Virou o rosto para o lado, as bochechas quentes, e mesmo assim as pernas não se fecharam.
Deitei sobre ela.

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