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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 36

POV: SKY BITTENCOURT

Meu plano para a noite era de uma simplicidade patética: não quebrar nada, não vomitar em ninguém e tentar colar os pedaços da minha dignidade com cuspe e esperança diante do Nathan e do Diego.

Enquanto eu terminava de me arrumar, Moon me observava com um brilho no olhar que eu não sentia há eras. Ela estava radiante em um vestido tomara que caia floral, o cabelo solto adornado por uma diadema delicada. Ela exalava uma inocência que me dava um aperto no peito; eu precisava que aquele emprego desse certo por ela. Se eu falhasse, a queda não seria apenas minha.

— Você está gostando de alguém, Moon? — perguntei, retocando o batom com a precisão de um cirurgião.

— Não, Sky. Só quero terminar a faculdade e arrumar um emprego bom. Namoro agora só ia me atrapalhar — ela respondeu com uma maturidade que me confortou e, ao mesmo tempo, me deu inveja.

— Ótimo. Não recomendo. É um esporte perigoso e o prêmio geralmente é um par de chifres ou uma conta bancária zerada — soltei, lembrando da decepção do Victor.

Olhei-me no espelho e soltei um suspiro que quase fez as costuras do meu vestido pedirem arrego. Eu usava um cetim verde-esmeralda de alcinhas finas. O tecido era grosso, mas marcava a cintura antes de terminar no meio das coxas. O problema? Eu o comprei há quatro anos. Ele estava perigosamente justo, abraçando curvas que eu nem lembrava que tinha, já que nos tempos de Victor eu só vivia de uniforme de professora ou pijama de flanela, trabalhando feito uma condenada.

O Gael cumpriu a promessa. Ele passou na porta exatamente no horário combinado. Aceitei a carona sem pensar duas vezes; com quarenta e um reais na conta, eu não tinha o luxo de escolher entre um Uber ou o orgulho. Ele era o oposto do Rocco: cabelos pretos bem cortados, olhos castanhos gentis e um sorriso com dentes tão alinhados que pareciam de comercial de creme dental. Tinha cerca de 1,80m e um porte físico atlético, mas sem o exagero de testosterona e músculos do meu patrão.

Quando chegamos à porta do Ambrosia Club, o impacto foi imediato. Eu esperava algo barulhento, mas o luxo ali era silencioso, escuro e intimidante. Gael me olhou de cima a baixo quando desci do carro.

— Você está linda, Sky. Sério. Apertei a bolsa contra o corpo, sentindo meu rosto aquecer. Eu não estava acostumada com elogios que não viessem acompanhados de um pedido de favor ou de uma crítica velada.

Entramos eu, Moon e Gael. Fomos conduzidos a uma área reservada, uma mesa estrategicamente posicionada no canto do bar 360 graus, ao lado de uma pista onde as pessoas dançavam sob luzes que pareciam martelar meu cérebro.

Então, Rocco chegou.

Ele vestia um terno que provavelmente custava o valor da minha casa e caminhava como se fosse o dono do oxigênio que todos respiravam.

— Estão sendo bem servidos? Precisam de algo? — ele perguntou, a voz grave vibrando acima da música. — Uai, Rocco? Você disse que não vinha — Diego comentou, surpreso.

— Mudei de ideia. Como eu recepcionaria meus novos funcionários sem estar presente? — respondeu ele, mas os olhos dele estavam cravados em mim, ignorando solenemente o resto da mesa.

Ele pediu bebidas para todos, mas quando o garçom chegou perto de mim, Rocco fez um sinal curto, quase imperceptível.

— Para ela, apenas água. Da mais pura.

Sofia soltou uma risadinha ácida do outro lado da mesa.

— Já vai começar o desjejum, Sky? Ou o estômago ainda está sensível?

— Ela acabou de sair do hospital hoje, Sofia. Vai beber água para garantir que o conteúdo do estômago fique exatamente onde deve estar Rocco cortou, a voz fria como gelo. Senti o deboche na frase dele. Ele estava com medo de eu batizar o tapete dele com um "remix" do jantar de novo.

Senti todos os olhares da mesa convergirem para mim. Era uma mistura de pena, deboche e curiosidade. Eu ainda tinha as marcas roxas do acesso do soro nos braços e me sentia um peixe fora d'água naquele vestido apertado, segurando um copo de água mineral com gelo e limão enquanto o mundo ao redor brindava com champanhe e Whisky.

O clima de descontração logo deu lugar a uma tensão invisível. Enquanto Nathan e Sofia discutiam projetos, eu permanecia de cabeça baixa. Gael se inclinou na minha direção, tentando me salvar do meu próprio isolamento. Conversamos por um tempo; ele era interessante. Filho único, morava com a mãe, tinha um apê financiado e um carro quitado. Formado em Design. Um "partido bom", como diria minha tia. Ignirei os olhares que sentia queimando na minha nuca provavelmente de Rocco e foquei nele.

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