POV: CHRISTIAN
— Olha para mim.
Os olhos verdes subiram, marejados, desesperados, brilhando na luz vermelha. A boca dela cheia de mim. Um fio de saliva escorrendo até o peito.
Senti o calor subir pesado, apertado, inevitável.
— Engole tudo.
Prendi a cabeça dela com meu pau em sua garganta e gozei.
O primeiro jato acertou a garganta. Ela engasgou, tentou recuar, eu não deixei. O segundo encheu a boca. O terceiro vazou pelo canto dos lábios, branco, escorrendo pelo queixo, pingando na renda preta do sutiã. A Moon engoliu o que conseguiu, a garganta trabalhando em volta da cabeça do meu pau, um gemido abafado tremendo nela inteira enquanto tentava não deixar cair.
Soltei o cabelo.
Ela recuou num arquejo rasgado, a boca aberta, um fio branco ainda ligando o lábio inferior à minha pele. Tosse. Ar. As mãos no chão. O peito disparado. A coleira subindo e descendo com cada respiração.
Ajoelhei o tronco para a frente. Segurei o queixo dela com uma mão só. O polegar passou pelo lábio inchado, espalhando o que tinha vazado, empurrando de volta para dentro da boca.
Ela aceitou.
Passei a palma no lado do rosto dela. Um tapinha seco, não para machucar — para acordar. A pele clara corou na hora. O polegar ficou parado no canto da boca dela, sujo, pressionando.
— Linda.
A Moon ofegava, os olhos verdes ainda cheios d’água, o rímel escorrido, a boca vermelha e usada.
— Ainda mais quando chora de tesão.
Ela me encarava de baixo para cima, o peito subindo e descendo com força. Tinha desafio naquele olhar. Mesmo de joelhos, mesmo com a boca vermelha e o rímel borrado, ela mantinha a cabeça erguida.
Levantei da poltrona de couro. Ajeitei a bermuda no quadril e segurei a corrente da guia presa à coleira. Dei um puxão seco para cima, fazendo ela olhar para mim.
— Isso foi só o começo, ratinha. Levanta.
Puxei a corrente da guia e levei a Moon direto para a cama.
A cama de casal ficava bem no meio do quarto, alinhada debaixo da armação de ferro chumbada no teto. Soltei a trava do mosquetão da coleira e apontei para a beirada do colchão largo coberto com o lençol preto:
— Sobe na cama, Moon. Fica de joelhos aqui na beirada.
Ela engoliu em seco e subiu. Apoiou os joelhos rente à borda do colchão, com a coluna reta, sustentando a postura enquanto me encarava de frente com aquela expressão atrevida. As duas marias-chiquinhas loiras caíam sobre os ombros, a tiara de orelhas pretas continuava firme na cabeça e o sutiã com babados empurrava o decote para cima a cada respiração funda que ela dava.
Levantei os braços até a grade superior. Soltei as catracas das correntes de aço e a prancha do pilori desceu devagar pelo contrapeso, sem ranger, alinhada exatamente no prumo da beirada da cama. Travei os fechos laterais nas correntes para a prancha não balançar. Ficou reta, pesada e suspensa no ar, na altura exata do tronco dela.
Destravei a parte de cima da peça, abrindo a madeira:
— Olha para mim.
A Moon ergueu o queixo. Guiei o pescoço dela para o rebaixo circular do meio, acolchoado com couro macio, e puxei os dois pulsos dela para as aberturas das pontas. Baixei a prancha superior e empurrei a trava de ferro. Bateu com um estalo seco. Girei a porca manual até zerar a folga. Os braços dela ficaram esticados para a frente e a cabeça presa na madeira, sem espaço para recuar.
Peguei a almofada triangular firme no canto da cama.
— Inclina a coluna para a frente.
A Moon dobrou o corpo devagar. Encaixei a cunha de espuma densa debaixo da barriga dela, apoiando o peso do abdômen e a base das costelas contra a inclinação do puff. A pressão tirou o esforço da coluna e da cervical. Ela ficou curvada de quatro, com a barriga calçada pelo apoio, a cabeça e os braços esticados para a frente na madeira, exatamente como um cachorrinho obediente em cima do lençol.
Puxei as tiras largas com fivelas de aço presas na estrutura da borda da cama. Prendi o tornozelo direito dela, firme, e depois o esquerdo, travando as pernas afastadas no colchão. Agora ela não tinha como mexer os pés, nem as mãos, nem a cabeça. Estava completamente imóvel, com o quadril alto e empinado rente à beirada, exposto na altura exata da minha cintura.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário