POV: CHRISTIAN
A palma da minha mão desceu na bunda dela sem aviso.
O estalo ecoou no quarto. A Moon deu um pulo contra a madeira, um som curto escapando da garganta, e a pele clara corou na hora no formato dos meus dedos.
— Conta.
Ela demorou um segundo, ofegante.
— U-um...
Troquei de lado. A segunda veio mais firme, no meio da outra nádega. O corpo dela tentou ir para a frente e a cunha segurou. Os tornozelos puxaram as tiras e não saíram.
— Dois.
A terceira acertou mais baixo, quase na junção com a coxa. Ela soltou um gemido alto, a voz falhando no meio do número.
— Três.
Quatro. Cinco. Seis.
Eu não apressei. Cada tapa vinha com intervalo o bastante para ela sentir o ardor subir antes do próximo. A pele ia de rosa para vermelho, quente debaixo da palma. Ela se debatía o que podia — quadril tentando fugir, joelhos empurrando o lençol, os dedos das mãos se fechando no vazio do outro lado da prancha. Não ia a lugar nenhum.
— Sete — ela falou já chorosa, a voz presa na abertura do pilori.
Oito no mesmo lado, sobre a marca anterior. Nove. Na décima eu segurei a cintura dela com a outra mão e deixei o tapa mais pesado, o som estalando seco contra a carne já vermelha.
— Dez! — saiu quase um grito.
Parei. A bunda dela ardia, marcada, o vermelho subindo até a curva das costas. Ela ofegava contra a madeira, uma maria-chiquinha grudada na face úmida, a tiara torta.
E entre as pernas abertas, a boceta dela brilhava.
Molhada de verdade. O suficiente para escorrer um pouco pela coxa interna, contrastando com a pele clara e com as meias de arrastão. O piercing no clitóris piscava na luz vermelha, um pontinho de metal no meio daquilo tudo.
Puta merda.
A vontade de ajoelhar ali e passar a língua nela inteira subiu rápida demais. Boceta, ânus, tudo. Eu quase fiz. Quase. Engoli o instinto e fiquei olhando, a mão ainda espalmada na marca quente da bunda dela.
— Você tá pingando, Moon.
Ela soltou um som abafado, tentando fechar as pernas. As tiras nos tornozelos não deixaram.
Caminhei até a bancada. Peguei o par de prendedores de metal, pequenos, com borracha na ponta. Voltei e me agachei de lado, o bastante para ver o rosto dela preso na madeira — olhos verdes arregalados, boca entreaberta, o colo ainda transbordando do sutiã puxado para baixo.
— Isso vai incomodar um pouquinho. Logo você se acostuma.
Prendi o primeiro no bico direito.
A Moon gritou. Um ai alto, rasgado, o corpo inteiro se contraindo contra as amarras. O segundo foi no esquerdo. Outro grito, mais fino, os seios tremendo, os bicos já inchando em volta do metal.
— Ai, ai, Christian, ai—
Passei dois dedos direto no clitóris dela, molhado, o piercing frio contra a ponta do meu dedo, e fiz um círculo lento. O grito quebrou no meio e virou gemido. O quadril dela tentou acompanhar a mão, desesperado, buscando mais.
— Viu?
Ela ofegava, a testa encostada na borda da prancha.
— Só... só faz uma pressão. Não dói mais.
— Exatamente isso.
Tirei a mão. Ela reclamou num som frustrado. Eu ignorei, caminhei para trás dela outra vez e ajoelhei um joelho no colchão.
Aí eu cedi.


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