Entrar Via

A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 55

( um cap. maior..... Desculpem a demora...)

POV: ROCCO BLACKWOOD

A boca dela descia pelo meu corpo, lenta, torturante. Eu sentia a umidade, o calor, a língua dela mapeando cada centímetro da minha pele. As mãos de Sky subiam e desciam pelo meu pau, um movimento rítmico que me fazia perder o juízo. Ela parou, olhou para cima com aquele olhar abusado e sussurrou:

— Hoje eu não vou só brincar com as mãos, Rocco... eu vou te engolir. Vou te devorar. Eu posso?

— Ah, porra... — gemi, apertando os lençóis, sentindo o ápice chegando.

BEEP. BEEP. BEEP.

O som cortou o sonho como uma navalha. Abri os olhos e o teto branco do meu quarto me encarou de volta. Inferno. Segunda-feira. Fechei os olhos com força, tentando puxar a Sky de volta, tentando forçar meu cérebro a retomar de onde ela parou, mas o barulho do celular era incessante.

Peguei o aparelho na cabeceira. Cinquenta e seis mensagens. Três ligações perdidas.

— Droga, droga, droga! — joguei o edredom para o lado, sentindo a frustração do sonho interrompido vibrar no meu corpo.

Abri a primeira mensagem. Era o Nathan. O print do zzzArch & Design ocupava a tela inteira. "Equipe Bittencourt acusada de plágio". Li as legendas, os comentários venenosos, a exposição do crachá. Fiquei perplexo.

"Rocco, a diretoria já sabe. Estão furiosos. Onde você está?" — Nathan escreveu.

— Que porra está acontecendo? — rosnei para o quarto vazio.

Levantei em um salto. A adrenalina substituiu o tesão em um segundo. Escovei os dentes às pressas, olhando no espelho e pensando que precisava estar impecável; não podia dar o mole de chegar com hálito de quem acabou de acordar de um sonho erótico, como se eu fosse um amador.

Vesti o terno, ajustei o relógio e voei para a empresa.

Abri a porta da sala de reuniões com um estrondo. Eu não estava com o rosto sarcástico de costume. Não havia espaço para brincadeiras. Encarei a Bittencourt por um segundo e vi o pânico nos olhos dela. Ela abaixou a cabeça, incapaz de sustentar meu olhar, e aquilo me deu um soco no estômago. Nathan entrou logo atrás de mim, com a mão enfaixada e o rosto tenso.

— Nathan, tire a Bittencourt da sala. Agora .

Caminhei até a mesa e bati as duas mãos na madeira, fazendo os papéis voarem.

— Que porra está acontecendo aqui?

O Conselho não perdeu tempo. Começaram a despejar os relatórios técnicos, citando a "mancha" incurável que o nome Bittencourt trazia para a Blackwood & Co. Eu ouvia tudo em silêncio absoluto.

Falaram sobre "ética", "imagem da empresa" e "escândalo nas redes sociais". Eu sabia que ela não tinha plagiado nada. Eu a vi naquela praia, vi o esforço dela, vi o talento bruto saindo de cada traço. Eu tinha provas de que ela era autêntica, mas se eu dissesse que a vi na praia, daria munição para eles me questionarem depois poderiam até falar que ajudei ou facilitei para ela.

Um dos conselheiros jogou uma pasta aberta na minha frente.

— Não é só a denúncia anônima, Rocco. Olhe o histórico. O pai dela, Otávio Bittencourt, foi processado pelo seu avô, Heitor. Foi uma guerra por patentes e tecnologia de arquitetura em 2015.

Meus olhos travaram no papel. O sobrenome "Bittencourt" martelava na minha cabeça. Eu sabia que já tinha ouvido isso, mas agora a peça se encaixava com a força de uma marreta.

O ano em que minha vida virou um inferno.

Minha mente deu uma guinada zonza. Eu lembrava daquele dia. Meus pais, meu primo... todos no carro. Eles estavam indo para o tribunal. Meu avô tinha comprado aquela ferramenta de merda, uma tecnologia que ele dizia ser a "salvação" da Blackwood & Co. Na época, parecia inovador, mas olhando hoje, com olhos de arquiteto de verdade, era uma ferramenta sem alma, algo que meu avô usou só para sair na frente e fechar contratos.

E o Otávio Bittencourt estava lá para contestar. O acidente que matou minha família aconteceu no caminho para aquela audiência.

— Senhor Blackwood? Você está bem? — Alguém perguntou, mas a voz parecia vir de outra galáxia.

— Solte-a — eu disse para ele. O tom saiu baixo e frio, como gelo seco.

— Eu vou levá-la para casa, ela não tem condições de ir sozinha — o abusado insistiu, apertando o abraço nela. — Ela precisa de um amigo agora, Blackwood.

Dei mais um passo à frente. Por um segundo, eu ia partir para cima dele. Eu ia acabar com aquele "ombro amigo" na base do soco. Eu não suportava vê-la ali com ele.

— Senhor Blackwood, o Conselho precisa terminar a ata agora — a secretária chamou, quebrando o transe de violência.

Fiquei três horas lá dentro. Três horas passando raiva com burocracia e velhos teimosos enquanto minha mente gritava. O relógio nem marcava hora do almoço e eu sentia que tinha vivido uma década de agonia. Droga. O que o Gael estava fazendo com ela? Ele estava sendo o "ombro amigo" enquanto eu era o neto do homem que destruiu a vida dela?

Encarei a parede de vidro da minha sala, vendo os carros minúsculos lá embaixo. Eu não sou um homem de dúvidas. Meus cálculos são exatos, minhas decisões são finais. Mas, desde que aquela mulher cruzou o meu caminho, nada faz sentido.

Acordei com o gosto dela na boca por causa de um sonho que não me deixa em paz. Passei a manhã lutando contra um Conselho inteiro para proteger o emprego de uma mulher que, tecnicamente, deveria me odiar. E agora... agora eu sinto esse gosto amargo de metal na garganta só de imaginar as mãos do Gael nela.

Que porra está acontecendo comigo?

Não é só o projeto. Não é só o concurso. É um coquetel explosivo de raiva, culpa e uma necessidade possessiva que eu não consigo rotular. Eu devia estar focado no faturamento do resort, mas estou aqui, contando os minutos para a reunião acabar, sentindo o estômago revirar de preocupação.

Eu nunca precisei de ninguém. Mas agora, o silêncio da minha sala parece barulhento demais. A raiva e a preocupação formam uma pressão no meu peito que não cede.

Eu precisava sair dali. Eu precisava saber se ela estava bem. Eu precisava dela — e essa percepção me assustava mais do que qualquer ameaça do Conselho.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Nota da Autora: > E esse Rocco no modo "posse" ativado, hein? 🔥 Se ele já ficou assim só de ver um abraço no corredor, imagina quando ele descobrir o resto... O parquinho da Blackwood & Co. começou a pegar fogo e eu estou aqui só com o fósforo na mão! 🧨🔥 O que vocês acharam desse POV do nosso CEO? Comentem aqui.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário