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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 587

POV/CHRISTIAN

Dei um passo na direção da médica antes que ela chegasse.

— Como ela está?

A mulher confirmou minha relação com Moon e nos indicou um espaço um pouco mais afastado da circulação.

Eu não queria mudar de lugar.

Queria que respondesse.

Rocco permaneceu ao meu lado, e só então consegui escutar sem interromper.

— Moon está viva e recebendo os cuidados necessários. Estamos acompanhando a respiração e avaliando os efeitos da submersão e dos traumatismos.

Minha mão encontrou o encosto de uma cadeira.

— Ela acordou?

— Ainda apresenta alteração do nível de consciência. Precisamos continuar a observação e os exames para entender a evolução.

— Mas está respirando?

— Está recebendo suporte e acompanhamento da equipe. Ainda não está fora de perigo.

A última frase interrompeu o alívio que começava a sentir.

Eu sabia que ela não tinha saído daquele carro apenas assustada. Mesmo assim, alguma parte de mim tinha esperado que a chegada ao hospital resolvesse o que eu não consegui resolver na margem.

— A falta de ar pode ter machucado… — Parei, procurando uma forma de perguntar. — Pode ter deixado alguma coisa nela?

A médica explicou que precisavam avaliar as consequências da possível falta de oxigênio, além dos ferimentos provocados pela colisão e pela queda. Não me deu uma resposta definitiva, e eu percebi o cuidado que tinha para não prometer o que ainda não sabia.

Nathan fez uma pergunta que não consegui acompanhar por inteiro.

Continuei olhando para a médica.

Quando ela voltou a falar comigo, endireitei o corpo.

— Há outro resultado importante. Durante a avaliação, identificamos uma gestação inicial.

Esperei que concluísse.

Sakura se moveu ao meu lado.

— Uma o quê? — perguntei.

— Moon está grávida.

Olhei para Rocco.

Ele também estava encarando a médica.

Voltei a ela.

— Grávida?

A confirmação veio com um movimento de cabeça.

Meu corpo pareceu perder a firmeza. Puxei a cadeira e me sentei antes que minhas pernas decidissem por mim.

Moon estava grávida.

Eu tinha retirado minha noiva daquele carro sem saber que ela carregava um filho nosso.

— Ela não sabia — falei.

Ninguém respondeu de imediato.

— Ela teria me contado.

A médica se aproximou um pouco.

— É possível que ainda não tivesse percebido. Fizemos o teste dentro da avaliação, porque a existência de uma gestação é uma informação relevante para orientar os exames e os medicamentos.

Assenti sem conseguir acompanhar tudo.

— De quanto tempo?

— É muito inicial. A estimativa em torno de três semanas ainda precisa ser conferida com a história menstrual e os exames de acompanhamento. Esse número não permite determinar a data da concepção. A contagem obstétrica tem outra referência.

Passei a mão sobre a boca.

Três semanas.

Eu não tinha como organizar aquela informação na minha cabeça. Não enquanto continuava vendo Moon sem se mover dentro do táxi.

— E o bebê?

A palavra saiu quase sem voz.

A médica esperou que eu olhasse para ela.

— Neste momento, precisamos estabilizar e acompanhar Moon. A avaliação da gestação também exige seguimento. Não seria responsável garantir agora que não houve nenhuma consequência.

Meu estômago se contraiu.

— Ela ficou sem respirar.

— Eu sei.

— Eu não sei por quanto tempo. Eu estava tentando tirar…

Não consegui terminar.

A médica manteve a voz firme, sem me apressar.

— O socorro foi importante para que ela chegasse até aqui. Agora a equipe está avaliando o quadro completo.

Olhei para minhas mãos.

O curativo cobria parte do corte, mas ainda havia pequenas marcas entre os dedos. Eu tinha pressionado o peito de Moon, ventilado, esperado que voltasse.

E havia um bebê.

— Eu fiz as compressões — falei. — Isso pode ter…

— A reanimação necessária não podia esperar. Ela precisava voltar a respirar.

Fechei os olhos.

Não conseguia decidir se queria chorar, perguntar outra vez ou levantar e atravessar a porta para vê-la.

A médica respondeu às perguntas de Rocco sobre as próximas informações. Pediu que aguardássemos e explicou que uma visita dependeria das condições do atendimento.

Quando se afastou, continuei sentado.

Uma mão tocou meu ombro.

Rocco se abaixou diante de mim.

— Christian.

Olhei para ele.

Seus olhos estavam molhados.

— Você vai ser pai.

A frase me atingiu de uma maneira que o resultado do exame ainda não tinha conseguido.

Pai.

Senti meu rosto se contrair.

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