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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 598

POV/CHRISTIAN

Rocco continuava olhando para a passagem por onde tinham levado nosso avô. Quando alguém saía da área de atendimento, ele endireitava o corpo e acompanhava a pessoa até perceber que não vinha falar conosco. Depois voltava a apoiar as costas na parede.

Eu permanecia ao seu lado.

Tinha deixado Sakura com as meninas e confirmado que a equipe conseguiria nos localizar. Ainda assim, conferi o telefone nas mãos de meu primo, procurando uma chamada que não tinha acontecido.

— Deviam ter me contado antes — ele falou.

Virei o rosto.

— Sobre a dívida?

Rocco assentiu.

— Eu teria procurado entender. Poderia ter ajudado a encontrar uma solução sem chegar a isso.

Olhou para a passagem novamente.

— Agora ele está lá dentro.

Eu conhecia aquela necessidade de revisar cada palavra, procurando o instante em que seria possível impedir o que aconteceu. Tinha feito o mesmo durante o caminho atrás da ambulância de Moon.

— Nós não sabíamos que ele passaria mal.

Rocco esfregou as mãos e não respondeu.

Os passos de nossa avó nos fizeram levantar o rosto. Helena vinha com o lenço perto da boca. Parou diante de nós e olhou primeiro para Rocco.

— Você precisava ter falado daquele jeito?

Meu primo se afastou da parede.

— Vó, agora não.

— Ele está doente. Você sabe disso. Não podia ter esperado?

Uma pessoa sentada adiante ergueu os olhos.

Aproximei-me.

— Vamos conversar em outro lugar.

Helena me encarou.

— Vocês se juntaram para fazer aquilo e agora querem conversar em outro lugar?

Senti o corte repuxar sob o curativo quando fechei a mão.

— Nós respondemos a uma cobrança que começou dentro do quarto das meninas. Não fomos procurar uma discussão com ele.

— Se alguma coisa acontecer com seu avô…

— Não termina essa frase — Rocco pediu.

Ela se calou.

Meu primo respirou fundo, olhando por um instante para o chão antes de continuar.

— Estou com medo também. Mas não vou aceitar que use isso para me obrigar a voltar atrás.

Helena apertou o lenço entre os dedos.

Avisei à enfermagem que ficaríamos na sala reservada e passei pelo quarto antes de acompanhá-los. Moon estava acordada. Quando me viu, estendeu os dedos sobre o lençol, e fui até ela.

— Alguma notícia? — perguntou.

— Ainda estão atendendo.

Sua mão se fechou na minha.

— Você está bem?

Olhei para os curativos, depois para seu rosto.

— Cansado.

Ela acariciou meu polegar.

A simplicidade daquele contato me fez querer sentar e permanecer ali. Eu conseguia vê-la respirar. Conseguia ouvi-la perguntar por mim. Pouco antes, tinha implorado por qualquer um daqueles movimentos.

Inclinei-me e beijei sua testa.

— Vou conversar com minha avó aqui perto. Se precisar, pede para me chamarem.

Sakura confirmou que ficaria com as duas. Agradeci antes de sair.

Na sala, Rocco deixou o telefone sobre a mesa. Helena se sentou diante dele, e puxei a outra cadeira. Meus braços ainda doíam, e a vontade de apoiar a cabeça em algum lugar aumentou quando finalmente parei de andar.

Esperei até conseguir organizar a primeira pergunta.

— Por que meu pai precisou pedir dinheiro emprestado?

Minha avó olhou para mim.

— Christian…

— Jussara disse que o pai dela emprestou dinheiro para os negócios de Lorenzo. Até hoje, eu não sabia que esse empréstimo existia.

Rocco apoiou os braços na mesa.

— E eu não sabia que meu casamento fazia parte do pagamento.

Helena baixou o lenço até o colo.

— Seu avô estava tentando resolver um problema.

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