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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 61

POV: ROCCO BLACKWOOD

Fui para o meu vestiário, tomei um bom banho e deixei a água gelada terminar de despertar o que Natal tinha tentado matar. Troquei o terno por uma camisa de linho branca, levemente aberta, e calças sociais. Eu estava impecável. O "Big Black" estava tão animado que eu quase precisei pedir para ele se acalmar e esperar a sua vez de brilhar. O Nathan — ou Zeus — passou por mim rindo com duas mulheres, mulherengo como sempre. Eu apenas sorri de canto. Christian disse que viria mais tarde, mas ele queria apenas uma degustação.

Caminhei pelo corredor quase assobiando. O Big Black finalmente tinha feito as pazes comigo e hoje a noite ia render. Abri a porta fazendo um ruído proposital, pronto para o meu espetáculo de dominação e virilidade.

Lá estava ela. De costas, sentada na seda preta, usando um vestido dourado de lantejoulas que parecia ter sido costurado no corpo dela. O cabelo ruivo era como fogo vivo. As curvas eram generosas, preenchendo o espaço de um jeito que me fez prender a respiração. Geralmente, as magras e loiras sempre foram minhas favoritas, mas ali, naquele segundo, eu decretei: eu tinha um novo gosto oficial. Ruivas. Especificamente esta ruiva.

Por causa do barulho que fiz na porta, ela se assustou e deu um sobressalto, tentando se virar na cama enquanto ainda estava vendada.

— O-oi? — a voz dela saiu gaguejada, abafada pela máscara de couro.

— Porra... — falei baixinho, sem querer, quando meus olhos finalmente focaram nela.

Nem fodendo.

Eu travei. Meus pulmões esqueceram como processar oxigênio. Girei nos calcanhares, saí do quarto em um segundo e fechei a porta, começando a andar de um lado para o outro no corredor gélido, apertando a raiz do cabelo como se fosse arrancá-lo.

— Não, não, não. É uma miragem. É o deserto de Natal — sussurrei para as paredes, histérico. — Eu estou com insolação. É uma alucinação coletiva entre eu e o meu pau. Não tem como ser ela.

Abri a porta só uma frestinha, como se estivesse espiando um monstro debaixo da cama. Ela ainda estava lá. Sentada. Ruiva.

— Caralho! É ela! — encostei as costas na parede, deslizando até quase agachar de nervoso. — É a Sky. O que essa mulher está fazendo aqui? Ela quer me matar? Ela veio terminar o serviço do tapa?

Respirei fundo. Dei três t***s na minha própria cara. Recompõe, Blackwood! Cadê o Imperador? Limpei a garganta e forcei a voz a descer duas oitavas, soando como um Batman com dor de garganta crônica. Entrei no quarto novamente, pisando firme para esconder que minhas pernas pareciam feitas de gelatina.

Cocei os olhos mais uma vez para ter certeza de que não estava ficando louco.

Não, era a Sky mesmo.

Me aproximei olhando cada detalhe daquele vestido e o Big Black não só acordou, como parecia pronto para declarar a Terceira Guerra Mundial. Mas meu cérebro... ah, meu cérebro ainda estava em tela azul. Meu ouvido zunia e minha cabeça tinha tanta pressão que parecia que alguém estava esmagando meu crânio com as mãos.

Caralho... eu nunca fiquei nervoso com uma mulher na minha frente. Nunca.

Ela levou as mãos à venda, assustada, e claro que estaria eu devia estar parado ali feito um maníaco silencioso.

— Não tire a venda! — minha voz, ao invés de soar como a de um Imperador, saiu como um pato grasnando.

Que vacilo. Que humilhação.

— Oi... você está aí? — ela perguntou, mexendo-se na cama enquanto enrolava a barra do vestido dourado nos dedos, visivelmente desconfortável.

Me aproximei, sentindo meu coração martelar como uma britadeira.

Encarei a figura dela na minha frente. Ela agora estava com uma das mãos apoiada na bochecha, de um jeito quase infantil se não fosse pelo vestido que marcava cada curva, e mordia o lábio inferior com uma ansiedade que me dava vontade de cometer um crime. Aquele gesto... aquela boquinha sendo maltratada pelos dentes dela era o meu fim.

Eu devia ir embora. Devia dar meia volta, chamar a Eleonora e dizer que mudei de ideia. Mas eu não conseguia. Meus pés pareciam ter criado raízes no chão de carpete do quarto.

"Rocco, você é um idiota", minha mente gritava. Se eu ficasse, eu estava assinando um contrato com o caos. Mas se eu fosse embora, quem entraria aqui? Outro cara? Alguém que não saberia que ela odeia ser pressionada, ou que ela tem esse cheiro que faz um homem querer construir um castelo só para trancá-la dentro? Nem fodendo.

Talvez essa fosse a minha única chance. Se ela soubesse que sou eu, o olhar dela seria de puro ódio, o mesmo que me deu aquele tapa. Mas aqui, protegida pelo anonimato daquela venda, ela não me via como o "playboy prepotente". Ela me via como o Dom. Como alguém que tem as respostas que ela busca.

Será que isso vai dar certo? Que merda eu estou tentando provar? Eu sou o Imperador de Porto Alegre, por que estou aqui fazendo cosplay de Batman para não levar um chute nos ovos da minha própria arquiteta?

Eu estava jogando um xadrez onde eu era o rei e o peão ao mesmo tempo. Se eu ganhasse, eu a teria nos meus termos. Se eu perdesse... bem, o Christian provavelmente teria que assumir a empresa enquanto eu tentava recuperar minha dignidade em algum exílio espiritual na Ásia.

Olhei para o "Big Black". Ele parecia concordar com o plano arriscado.

— Respire — eu disse, tentando manter a autoridade na voz enquanto meu cérebro fritava. — O medo é apenas o corpo reagindo ao desconhecido. Logo ele se acustuma.

Eu só esperava que essa "outra coisa" não fosse um processo judicial ou mais um tapa na cara quando essa noite terminasse. Droga, Rocco... você está oficialmente louco. E o pior? Eu nunca me senti tão vivo.

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Nota da Autora: > O Rocco está jogando a reputação dele no lixo por uma noite com a Sky! 😂 Ele sabe que é errado, sabe que vai dar merda, mas quem consegue resistir a uma raposinha ruiva vendada? 🍓🥵 E melhor contar a verdade??? Ou aproveitar o momento? 😈🚀✨

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