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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 62

( O cap. pode ter erros)

POV: ROCCO BLACKWOOD

Limpei a garganta, tentando desesperadamente manter a voz de "Batman do submundo". Puxei uma cadeira e sentei bem na frente dela, cruzando as pernas. Eu precisava de distância, porque se o cheiro dela continuasse me atingindo assim, o disfarce ia cair junto com o meu autocontrole.

— Antes de qualquer coisa, precisamos conversar — eu disse, a voz rouca e autoritária.

— C-conversar? — ela inclinou a cabeça, a venda de seda preta escondendo seus olhos, mas não a confusão em sua boca. — Eu achei que você ia me chicotear ou... algo do tipo.

Soltei uma risada curta, uma que não era fingida.

— Isso pode acontecer depois. Mas eu gosto de saber quem estou conduzindo. — Fiz uma pausa dramática. — Você já tem um apelido?

— Sim.... é... — Ela mordeu os lábios de um jeito que me deu vontade de morder também. — Fox.

— E o que você busca aqui, Fox?

Fox. Raposa. Eleonora acertou em cheio. Laranja, astuta e morde quando se sente acuada. Minha raposinha brava. — pensei, enquanto encarava as mãos dela inquietas no colo.

— Ah, eu... eu vim porque eu queria conhecer o lugar, sabe? Ter novas experiências... — ela começou a divagar, mas a voz dela entregava a mentira em cada sílaba trêmula.

Olhei para ela de cima a baixo, deixando o silêncio pesar.

— Eu acho que você não está sendo 100% sincera, Fox. Eu já conduzi muitas pessoas aqui, e quando alguém quer apenas "conhecer o lugar", não treme tanto assim. Você está nervosa. Seja sincera comigo. O que te trouxe ao Ambrosia?

Ela mordeu os lábios de novo, passou a mão nervosamente pelo rosto e soltou um suspiro pesado.

— Bom... eu estou aqui porque preciso de dinheiro — ela soltou de uma vez, gaguejando, mas com uma honestidade que me deu um soco no estômago. — Fiquei sabendo que vocês pagam muito bem por... por essas sessões. Segundo, eu não quero me machucar. E terceiro, eu só quero entender como isso funciona.

Eu travei por um segundo. Dinheiro? Quando eu pedi sinceridade, pensei que ela diria algo sobre um desejo obscuro, curiosidade sexual, ou até tirar a virgindade... mas dinheiro? Saber que a mulher que eu quero está disposta a isso por necessidade financeira me deixou entre a fúria e a vontade de assinar um cheque em branco agora mesmo para que ela nunca mais tivesse que pisar aqui.

— Entendi, Fox — respondi conciso, engolindo a vontade de perguntar o valor da dívida dela. — Podemos começar de forma leve.

Levantei-me e dei um passo lento em direção a ela. O som dos meus sapatos no piso parecia um tambor no silêncio do quarto.

— Eu... eu tenho que ficar com a venda o tempo todo? — a voz dela saiu pequena, vulnerável.

— Sim. A obediência começa na privação dos sentidos. Se você não vê, você sente mais. Texturas, temperaturas, presenças... você se entrega melhor quando está no escuro.

Na verdade, Bittencourt, é porque se você tirar essa venda e me vir, eu estou lascado. Você me mata e o Ambrosia fecha por causa de um homicídio doloso antes da meia-noite. — pigarreei para disfarçar o pensamento.

— Eu ainda estou com medo — ela admitiu em um fio de voz.

— Vai ser tranquilo. Vamos fazer três encontros para trocar experiências. A de hoje é apenas para você sentir o ambiente.

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