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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 611

POV/CHRISTIAN

Rocco me encontrou no hospital antes que eu conseguisse responder à mensagem que tinha acabado de receber.

Eu segurava o telefone entre as mãos, olhando para o nome de Moon na tela. Ela perguntava se estava tudo bem. A pergunta me pareceu simples demais para o que eu precisava dizer, e fiquei tentando encontrar uma resposta que não a assustasse.

Quando levantei o rosto e vi meu primo, minha boca se abriu sem que nenhuma palavra saísse.

Rocco me abraçou.

Segurei sua camisa com força e tentei explicar o que tinha acontecido.

— Eu estava com ele.

— Eu sei.

— Ele saiu. Eu fui atrás, chamei…

A lembrança da buzina interrompeu minha voz. Rocco manteve a mão em minhas costas enquanto eu procurava ar suficiente para continuar.

Não consegui.

Ele ficou comigo durante a espera e me acompanhou quando fomos chamados. Ouvi o médico falar das lesões, do atendimento e de tudo o que tinham tentado fazer.

Depois ouvi que Lorenzo não tinha resistido.

Olhei para o rosto do profissional, esperando que acrescentasse alguma coisa. Uma orientação, um procedimento, qualquer possibilidade que me permitisse continuar fazendo alguma coisa por ele.

Meu pai estava morto.

Precisei me sentar.

O choro veio antes que eu conseguisse esconder o rosto. Apoiei os cotovelos nos joelhos, e as lágrimas caíram entre minhas mãos. Tentei responder a uma pergunta, mas não consegui entender o que tinha sido dito.

Rocco pediu um momento.

Ficou ao meu lado até eu conseguir levantar a cabeça.

As providências começaram depois. Havia informações para confirmar, pessoas a avisar e perguntas sobre o atropelamento. Respondi ao que tinha presenciado. O motorista permanecera no local, e outras pessoas também tinham visto a colisão.

Eu não conseguia parar de pensar que estava perto.

Tinha estendido a mão.

Se tivesse alcançado seu braço, se ele tivesse me ouvido antes, se eu não tivesse chamado naquele instante…

— Christian.

Olhei para Rocco.

Ele segurava meu telefone, que tinha começado a tocar sobre a cadeira.

Moon.

Peguei o aparelho e atendi.

Ela reconheceu minha voz antes de eu contar.

— O que aconteceu?

Encostei a mão na parede.

— Meu pai morreu.

Ouvi sua respiração do outro lado. Depois meu nome, dito baixo, como se ela estivesse tentando se aproximar pela ligação.

Contei o que conseguia.

Quando perguntei se podia continuar com ela no telefone por mais alguns minutos, Moon não tentou apressar a conversa.

— Estou aqui, amor.

Fiquei ouvindo sua voz até conseguir responder novamente.

Mais tarde, precisei ligar para Evelyn.

Procurei o número entre os contatos e permaneci olhando para ele. Fazia tempo que nossas conversas eram breves, quase sempre ligadas a alguma data ou notícia que alguém achava importante compartilhar.

Ela atendeu chamando meu nome.

— Aconteceu alguma coisa?

Fechei os olhos.

— É sobre Lorenzo.

Contei do encontro, do atropelamento e da confirmação da morte. As palavras saíram aos poucos, e precisei parar quando ouvi seu choro.

Evelyn ficou sem falar durante alguns segundos.

— Eu sinto muito, meu filho.

A maneira como me chamou fez minha garganta apertar.

Expliquei o que precisava sobre as providências e o velório. Não consegui repetir a conversa inteira do restaurante. Disse apenas que tínhamos falado de coisas que eu precisava ouvir e que ainda não sabia como organizar.

Ela escutou.

— Ele foi o homem da minha vida — falou depois. — E foi o pai do meu filho. Eu passei anos tentando entender como podia amar tanto alguém e não conseguir permanecer perto dele.

Apoiei a mão sobre a mesa.

— Eu sei que você descobriu.

Evelyn chorou mais forte.

CAP. 642 - O que ficou 1

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