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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 613

POV/CHRISTIAN

Charlotte apareceu para perguntar se precisávamos de alguma coisa e encontrou Rocco discutindo com Arthur sobre quem tinha feito o pior comentário da noite.

A discussão durou menos de um minuto e terminou quando ela colocou mais comida sobre a mesa.

— Vocês estão bebendo e esquecendo disso aqui.

Arthur abriu a boca.

Charlotte apontou para ele sem olhar.

— Você também.

A expressão dele me fez rir.

Era uma coisa pequena. Eu tinha passado o dia esperando que qualquer movimento me devolvesse à rua, ao hospital ou ao cemitério. Conseguir prestar atenção naquela troca por alguns segundos me deu uma pausa.

Nathan conferiu o telefone.

— Elas estão bem — avisou. — Sakura disse que Moon comeu e que Sky está escolhendo alguma coisa para assistir.

Peguei meu aparelho para olhar as mensagens.

Moon tinha mandado uma fotografia simples do sofá, com parte da manta cobrindo suas pernas e a mão de Sky aparecendo ao lado. Não havia rosto, pose ou tentativa de fazer parecer que tudo estava perfeito.

Escreveu apenas que me esperava.

Fiquei olhando até a tela escurecer.

Rocco acompanhou meu movimento.

— Quer voltar?

Pensei antes de responder.

— Daqui a pouco.

Ele assentiu.

Arthur precisou se levantar para resolver alguma coisa com Charlotte. Diego e Nathan foram até o balcão, e meu primo permaneceu ao meu lado.

Eu voltei ao assunto que ainda me incomodava.

— Quero me afastar daqueles negócios.

Rocco me olhou.

— Dos da Inglaterra?

— Deles. Dos postos. Do que eu puder vender depois que tudo estiver regularizado.

Passei os dedos pelo copo sem beber.

— Não quero voltar para a mesma rotina e encontrar meu pai em cada decisão. Também não quero administrar aquilo só porque seria o caminho mais fácil.

Meu primo ficou em silêncio por alguns segundos.

— Eu também não quero continuar do mesmo jeito.

Virei o corpo para ele.

Rocco apoiou os braços na mesa.

— Estou pensando em vender a Blackwood & Co. e o Ambrosia.

A informação me fez permanecer quieto.

Eu conhecia o trabalho que tinha dedicado à empresa. Também conhecia a relação entre aquela estrutura e a expectativa de continuar o que o pai deixou.

— Você tem certeza?

Ele demorou a responder.

— Tenho certeza de que quero encaminhar essa possibilidade. A venda não vai acontecer amanhã. Tem obrigações, gente trabalhando, contratos e coisas que precisam ser resolvidas direito. Mas não quero continuar só porque sempre disseram que eu precisava.

Assenti devagar.

— E o que pretende fazer depois?

Rocco olhou para mim.

— Ainda não sei tudo.

A resposta me fez sorrir um pouco.

Era raro ouvi-lo admitir isso sem se irritar.

— O quê? — perguntou.

— Nada. Só gostei de você não ter uma planilha pronta para os próximos vinte anos.

Meu primo soltou uma risada baixa.

— Posso fazer uma, se estiver sentindo falta.

Balancei a cabeça.

Ficamos quietos por alguns segundos. A ideia da venda não parecia uma renúncia à capacidade de trabalhar. Eu continuava gostando de resolver problemas, e Rocco não deixaria de ter projetos porque escolheu outra vida.

O que não queríamos era transformar o patrimônio numa obrigação de repetir todas as escolhas anteriores.

— Eu queria uma casa — falei.

Meu primo me olhou.

— Você já tem onde morar.

— Eu sei. Estou falando de uma casa que a gente escolha para viver. Sem ser a alternativa entre um hospital e uma reunião.

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