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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 66

POV: SKY BITTENCOURT

— Mas você é louca, Bittencourt! Uma doida varrida que invade a minha sala — ele rebateu, ajeitando o cinto do terno com a maior cara de pau do mundo.

Nem respondi, apenas olhei para ele como se pudesse fuzilá-lo ali mesmo. Minhas mãos ainda tremiam levemente, não sabendo se era pelo susto de ter visto a secretária correndo dali limpando a boca ou se era pelo fato de que o Rocco conseguia manter a pose de CEO intocável mesmo depois de ser pego com as calças curtas. Literalmente.

— Você precisa aprender a tratar melhor os seus superiores. Nós somos membros da mesma equipe aqui. Temos que zelar pelo bem do grupo — ele disse, estufando o peito, a voz transbordando aquela arrogância que me dava urticária.

I continuei olhando para aquela cara linda e hipócrita na mesma proporção. Se existisse um prêmio mundial para o cinismo, o troféu seria dele. Fixei meus olhos na braguilha da calça dele, que ele tinha acabado de fechar com uma pressa ridícula, dei uma risada bem sarcástica, audível o suficiente para ecoar pela sala, e depois subi o olhar com todo o deboche que consegui reunir na minha alma.

— Ah, claro. Membros da equipe — repeti, dando uma ênfase absurda e arrastada na palavra membro. — Eu sei muito bem como você gosta de tratar o "membro" da equipe, Blackwood. Disso você entende bem, né?

O Rocco travou na hora. O sorriso de deboche dele sumiu num piscar de olhos e a boca abriu levemente ao perceber que eu não estava falando apenas da secretária, mas atacando diretamente a masculinidade dele bem na frente do Nathan. Ele deu um passo à frente, confuso.

— Você também, quando quer, sabe muito bem como tratar um membro, não é, Bittencourt? — ele rebateu num estalo, semicerrando os olhos verdes, a voz baixando um tom perigoso.

— E... quer saber? Tem razão, eu sei. E convenhamos que não é grande coisa.

O Rocco arregalou os olhos, a mandíbula caindo diante do meu blefe descarado.

— E se bem me lembro, você não reclamou do tamanho enquanto estava com a mão boba nele — ele disparou, a voz carregada de uma provocação ácida que fez meu sangue ferver.

O Nathan, que estava só assistindo àquela cena de camarote na antessala, engasgou com o próprio ar. Ele soltou uma tossesinha forçada, os olhos arregalados saindo da órbita, olhando de mim para o Rocco, totalmente em choque com o nível da baixaria corporativa de alta patente que estava presenciando.

— Peraí... o quê?! — Nathan exclamou, quebrando o silêncio e apontando o dedo indicador de um para o outro, completamente perdido. — Como é que é? Como você sabe o tamanho do... o que, Sky? O que está acontecendo aqui que eu não estou sabendo? Desde quando vocês... vocês dois...?

Minhas bochechas queimaram tanto que achei que fossem derreter. Um calor insuportável subiu pelo meu pescoço.

— Eu sei tratar muito bem, Blackwood! — disparei, dando um passo firme na direção dele, apontando o dedo indicador quase no nariz dele, ignorando os surtos do Nathan de fundo. — Especialmente os menores. Eu tenho muita paciência com causas perdidas e desfavorecidos pela natureza! Agora... vá se foder!

— Menor?! — Rocco exclamou, a voz subindo um oitavo, visivelmente ofendido no seu ponto mais fraco. O orgulho do macho alfa dele tinha sido reduzido a cinzas. — Você está maluca! Você sabe muito bem que não é...

— Sabe de uma coisa? — continuei, possessa, elevando a voz para cortar o protesto dele antes que ele resolvesse provar o contrário ali mesmo no corredor. — Eu vim aqui para te agradecer por ter resolvido a questão do plágio, mas agora eu não quero agradecer mais porra nenhuma! Passar bem!

Girei nos calcanhares disposta a sair daquela situação como uma vitoriosa, de cabeça erguida, deixando o ego do Imperador sangrando no tapete da presidência. Dei um passo rápido e firme, sentindo a adrenaline correr pelas minhas veias, e... BUM.

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