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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 67

POV: SKY BITTENCOURT

Segunda e terça passaram voando e o foco total foi a apresentação do nosso projeto de revitalização. Meu estômago parecia cheio de borboletas mutantes tailandesas, mas na hora H, deu tudo certo. O Nathan avaliou tudo e deu o sinal verde para o orçamento. Ele até elogiou, dizendo que a nossa equipe tinha ficado tão boa quanto a equipe Garcia, que era a queridinha da empresa. Saí da sala flutuando de tanta felicidade.

A diretoria tinha dividido as equipes em setores e projetos bem distintos para aquela semana. A minha equipe ficou responsável pelo projeto de revitalização da orla do Guaíba, enquanto o Gael e o grupo dele assumiram o plano de revitalização de uma praça central. Já as equipes Lacerda e Gouveia foram mandadas para cuidar de projetos do outro lado da cidade.

Como estávamos trabalhando em setores e horários totalmente separados, acabei não cruzando com o Victor e nem com a Sofia nos corredores. E honestamente? Eu agradecia. Apesar de o Alex ter dito que não dava para apontar o dedo sem provas para as outras pessoas, no fundo da minha mente eu ainda tinha a certeza de que a denúncia anônima de plágio tinha sido armada por um daqueles dois.

Durante esses dias, quase não cruzei com o Rocco também. E logicamente? Era melhor assim. Toda vez que a gente se falava, saía faísca e a gente acabava brigando. Eu estava brava porque, no fundo, a gente tinha tudo para ser amigo, mas o ego dele não deixava. O pior era que a minha mente insistia em voltar para ele o tempo todo, o que me deixava com mais raiva ainda.

Que obsessão idiota.

Na quarta-feira, na saída do prédio, o Gael veio andando do meu lado, com aquele sorriso enorme que sempre iluminava o ambiente.

— Ei, Sky! Fiquei sabendo que o projeto de vocês foi aprovado com nota máxima. Parabéns! — ele disse, com uma energia super boa.

— Obrigada, Gael! Estou tão aliviada. A sua se saiu bem também, não é? — sorri, relaxando os ombros pela primeira vez na semana. — Que tal um sorvete para comemorar?

— Com certeza, eu topo.

Fomos até a sorveteria perto da empresa. O Gael é incrivelmente gente boa e muito engraçado. Enquanto conversávamos, ele olhava direto nos meus olhos, me fazendo sentir especial e realmente vista. A melhor parte? O olhar dele não me deixava desconcertada e em pânico como o do Rocco deixava. Com o Gael era leve, confortável, e a gente não precisava tentar se matar a cada cinco minutos. Ele até me pediu desculpas pelo beijo de antes, sendo super cavalheiro.

Como precisávamos dar uma adiantada violenta na questão do projeto grande, organizar o orçamento de materiais e fechar alguns detalhes burocráticos, a Moon e a Sakura passaram os dias focadas exclusivamente nessa parte pesada da saga de planilhas. Por conta disso, ficou decidido que apenas os líderes de equipe precisariam dar plantão no final de semana para amarrar os relatórios dos projetos atuais.

No sábado de manhã, o Gael me deu uma carona de carro até a empresa, já que tínhamos que adiantar essas coisas no escritório sozinhos. Assim que desci do carro no estacionamento da Blackwood C.O., senti aquele arrepio familiar e incômodo na nuca. Olhei para trás e, claro, a minha assombração particular estava chegando bem na mesma hora. O Rocco estava estacionando, me encarando fixamente com aqueles olhos verdes semicerrados.

O constrangimento subiu pelas minhas bochechas igual a um incêndio. Eu não queria passar vergonha na frente do homem que me desconcertava tanto, então, num impulso de puro pânico, agarrei a mão do Gael e comecei a correr em direção à entrada.

— Sky? Por que a pressa? — o Gael perguntou, quase tropeçando nos próprios pés para conseguir me acompanhar.

— Nada! Vamos... vamos logo! — respondi com o coração acelerado, batendo contra as costelas de um jeito violento.

Por que raios eu estava correndo? Eu não queria que ele me visse? Mas por quê? Minhas pernas continuavam andando rápido, quase marcando, e eu nem sabia o porquê de estar daquele jeito por causa de uma simples olhada dele.

Mais tarde, enquanto eu trabalhava na bancada com os croquis da orla, meu celular vibrou em cima da mesa. Era um número desconhecido. Quando abri a mensagem, minha mão tremeu tanto que quase derrubei o café em cima do projeto. Era a Eleonora.

"Fox, querida. Você já analisou os termos do contrato? Já faz uns dias desde a sua primeira sessão. O Dom Hades está aguardando o seu retorno ao quarto Tártaro."

Meu estômago deu um nó completo, daqueles de marinheiro. Dom Hades? Então esse era o apelido dele. Fazia todo o sentido do mundo, já que ele agia como se fosse o dono do submundo inteiro, mandando em tudo com aquela voz metálica. A semana tinha sido tão corrida e estressante com as divisões de projetos que eu simplesmente não tive tempo de ler o contrato, sem contar o frio na barriga e o medo que eu sentia só de olhar para aquele envelope pardo. Mas respirei fundo e jurei a mim mesma que leria aquilo mais tarde, em casa, com calma. Eu não queria parecer indefesa na frente dele de novo.

No meio da tarde, o "dono do submundo corporativo" resolveu aparecer. O Rocco passou pelo nosso setor, caminhando devagar com as mãos nos bolsos da calça social. Ele andava inspecionando as mesas dos arquitetos, mas eu sabia perfeitamente que não tinha nada para ver ali. Que homem desocupado! Será que ele não tem uma holding inteira para gerenciar em vez de ficar intimidando os funcionários.

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