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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 70

( O CAP. PODE TER ERROS)

POV: SKY BITTENCOURT

A semana passou voando e com os nervos totalmente à flor da pele por causa dos últimos detalhes da entrega da orla. Como o grosso do trabalho bruto já estava feito, passamos os últimos dias em meio período de home office, apenas finalizando os ajustes digitais e os relatórios de orçamento.

Cada uma das quatro equipes do concurso estava trancada em seu próprio universo, correndo contra o tempo para não ser a eliminada em Natal. Enquanto isso, a Moon estava em um nível de sumiço apocalíptico, trancada no quarto organizando a estrutura do seu TCC. Como a parte que ela precisava contribuir para o nosso projeto já estava impecável, ela ganhou passe livre para não pirar com a faculdade.

No meio desse caos, recebi uma mensagem da Eleonora no celular que me fez engolir em seco: "Sexta-feira, às 20h, sessão com o Hades. Venha mais cedo para discutir a parte final do ajuste do contrato." Respondi apenas um "Ok", mas o frio na barriga foi instantâneo.

Fiquei me perguntando se o Dom Hades cancelaria tudo e me mandaria pastar, já que eu tinha dito "Nem fodendo" para a grande maioria das bizarrices sádicas que eu imagino que aqueles homens gostam. Se ele quisesse uma submissa para pendurar no teto, ia ter que procurar em outro CPF.

Para tentar manter a minha sanidade mental e seguir firme com o meu "plano de normalidade", saí com o Gael mais duas vezes naquela semana. Fomos ao cinema e depois jantar. Nós nos beijamos de novo. Foi um beijo bom, tranquilo, super respeitoso e sem aquela possessividade absurda que me assustava no clube. O problema? Infelizmente peguei a mania horrorosa de comparar o beijo dele com o do Rocco arrogante Blackwood. Meu corpo não acendeu, meu coração não errou as batidas, nada. Eu não neguei os beijos, afinal, o Gael era o cara teoricamente certo, mas parecia que eu estava tentando dar partida em um carro sem bateria.

E para ajudar a minha cota de azar, parecia que o Rocco tinha virado o meu encosto particular, uma assombração de terno. Juro por Deus, todo lugar que eu ia naquela cidade, eu topava com ele. No supermercado, na farmácia, cruzando a rua na faixa de pedestres... Começou a me dar uma paranoia real de que ele tinha instalado um rastreador GPS no salto do meu sapato.

Eu ignorava, fechava a cara e o Gael parecia não desconfiar de nada, achando que era só muita coincidência. Mas cruzar com o chefe durante o dia, almoçando nos mesmos restaurantes ao redor da empresa, já era humilhação demais. O ápice do constrangimento foi na noite em que fui ao cinema com o Gael: o Rocco estava lá. Na mesma sala. E, para variar, acompanhado da Cecília — a mesmíssima secretária que tinha feito aquela reunião íntima com o Big Black na segunda-feira de manhã. Olhei para o teto da sala de cinema e pedi mentalmente para ser atingida por um meteoro. O homem não saía do meu campo de visão nem nas minhas horas de folga.

Na sexta-feira à tarde, poucas horas antes da grande hora da reinauguração da orla, eu e a Sakura fomos dar uma escapada até a sorveteria que ficava bem em frente ao prédio da empresa. Eu precisava de açúcar e ela precisava de um desabafo.

Pouco antes de sairmos, eu tinha olhado pela janela do setor e presenciado uma cena digna de fofoca de corredor: a Sakura tinha se desentendido feio com o Nathan no pátio. Ela simplesmente deu um chega-pra-lá nele, empurrando o peito dele e levantando a mão na cara dele com uma fúria que fez o Nathan dar dois passos para trás, totalmente chocado.

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