POV/ ROCCO
— Você precisa fazer isso, Fox — falei, a voz firme e séria, assumindo uma postura de tutor. — Você precisa se tocar. Precisa conhecer o seu próprio corpo, descobrir o que te faz arrepiar e o que você gosta de sentir. Você precisa aprender a chegar lá sozinha.
Ela tirou as mãos do rosto, confusa.
— Mas... você não vai fazer isso comigo?
— Eu vou. No futuro. E garanto que os melhores orgasmos da sua vida serão meus — afirmei, possessivo. — Mas não hoje. Eu não vou abusar da sua inexperiência. Quero que você teste os seus limites primeiro. Você tem alguma amiga? Alguma colega de confiança?
— Não sei... se minhas amigas sabem dessas coisas.
— Então procure uma amiga. Uma conhecida de confiança. A mulher que você tiver no seu círculo que seja mais experiente e que entenda de sexo. Peça conselhos a ela. Pergunte como funciona, peça ajuda para entender como o corpo feminino reage. Deixe o seu orgulho de lado e aprenda com quem sabe. Entendido?
A Sky franziu a testa, totalmente pensativa, absorvendo a ordem.
Ela vai procurar alguém.
Com certeza vai falar com uma mulher.
Ainda bem.
Eu mataria um se pegasse outro homem conversando sobre o corpo dela.
Eu mato o Gael com toda certeza.
Não quero nem imaginar uma cena dessa.
Droga!
Aproximei-me da cama. A Fox me olhava de baixo, os olhos castanhos fixos nos traços congelados da máscara de Dalí. Ela parecia um bicho acuado.
— Mãos para cima, Fox — comandei. A voz robótica saiu pausada e firme no ambiente.
Ela hesitou por um segundo. Mas obedeceu. Elevou os braços acima da cabeça, os pulsos claros contrastando contra a cabeceira escura. Peguei as algemas de pelúcia preta e as travei ali. Sem apertar. Apenas o suficiente para garantir a imobilização e tirar dela qualquer chance de defesa.
— O que você vai fazer? — a respiração dela já veio mais curta. O peito subindo e descendo depressa.
Não respondi. Caminhei até o balcão e peguei um gelo no balde de inox que tinha ido com o vinho. Voltei para a beira do colchão segurando dois cubos de gelo entre os dedos. Ela arregalou os olhos.
— Ah, não. Não, não, não! Gelo não!
Encostei a pedra congelada na curva do braço dela. A Fox deu um sobressalto na cama, soltando um arquejo agudo. O gelo começou a derreter, deixando um rastro de água fria que escorria pela pele quente. Desci o cubo lentamente. Passei pelos braços, contornei a linha do pescoço, deslizei por cima dos seios e depois entre eles, desci para a barriga e continuei descendo pelas pernas.
Fiquei um tempo ali. O contraste daquela pele absurdamente branca com o vermelho da renda era uma covardia. E as coxas... porra, eu era completamente fissurado nas coxas daquela mulher. Passei o gelo por toda a extensão daquela carne macia. Assisti a pele dela arrepiar por inteiro. Os poros se fechando com o choque térmico.
Ela já estava inteiramente vermelha. De frio, de tesão e de puro nervosismo.
Peguei a venda de cetim preto na cabeceira.
— Só confia em mim. Eu não vou te machucar — sussurrei perto do ouvido dela.
— Sim... — ela respondeu em um fio de voz, entregue.
Ajustei a venda sobre os olhos dela. No escuro, a Fox virou uma massa de pura sensibilidade. Comecei a apertar o corpo dela com as minhas mãos. Apertei a cintura larga, sentindo a moldura perfeita do quadril. Subi as palmas devagar pela lateral, espalmando por cima do colo do peito dela.
Eu estava doido para rasgar aquele sutiã.

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