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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 75

POV: ROCCO BLACKWOOD

O som dos saltos dela ecoou pelo piso de mármore do quarto Tártaro nº 02. Eu estava parado no centro do ambiente. A máscara de Salvador Dalí já estava ajustada ao meu rosto e o modulador de voz ativado.

A porta se abriu. A Bittencourt entrou pisando duro. Mas parou no mesmo milésimo de segundo em que os olhos dela bateram na minha máscara. O choque dela foi visual. Ela deu um passo para trás, esbarrando na maçaneta, com as mãos voando para o peito.

— Mas que porra... — ela soltou, a voz esganiçada de puro pânico. — Você tá de palhaço? Não, de pintor? É aquela máscara da N*****x? Eu escrevi no contrato que não queria psicopata de Halloween!

Sorri por trás do disfarce. A voz do modulador saiu grossa, robótica e pausada:

— Você tentou proibir todas as técnicas, Fox. Vai tentar fugir agora?

— Se você vier com um machado, eu vou! — ela disparou. Os olhos castanhos estavam arregalados, olhando para os lados, procurando uma rota de fuga.

Dei dois passos lentos na direção dela. O contraste era quase cômico. Ela era toda desajeitada, miúda e apavorada. Eu era o dobro do tamanho dela, vestindo moletom e aquela expressão congelada de Dalí.

— Acalme-se — ordenei, mantendo o tom firme. — Você proibiu quase todos os estímulos no contrato. Mas me diga... como você quer proibir uma coisa se você nem sabe se é boa? Você nunca experimentou. Hoje nós vamos testar alguns estímulos leves. Se você realmente não gostar, eu retiro da lista. Justo?

Ela engoliu em seco. Cruzou os braços, tentando manter uma postura imponente que não combinava em nada com o tremor nas pernas dela.

— Testar... tipo o quê? Você não vai me pendurar no teto, né?

— Não. Não vou — caminhei até a mesa lateral e peguei a garrafa de vinho, servindo duas taças. Entreguei uma a ela. — Primeiro, precisamos construir confiança. Beba. Quero saber o que você está sentindo. O que você espera de mim e o que realmente quer aqui.

Ela pegou a taça com as duas mãos. Deu um gole rápido que quase a fez engasgar.

— Eu não sei de nada — ela desabafou, olhando para o líquido escuro. — Eu não tenho experiência nenhuma com isso. Para falar a verdade... a experiência mais longe que eu já fui na vida foi dar unos beijos em um cara que... bem, ele era o meu chefe. Um cafajeste arrogante, que confundi com um Gigolô, inclusive.

Soltei uma risada abafada por trás da máscara.

Se você soubesse, Bittencourt...

Se você soubesse que o seu chefe está bem na sua frente.

— Entendo — falei, dando um gole no meu vinho. — E o que acontece com ele? Você gosta dele?

— Deus que me livre. Está repreendido. Ele só me estressa.

— Só? — subi o tom, instigando.

— É... bem... tipo... preciso mesmo contar isso a você?

— Só estou querendo apenas te entender melhor.

— Ah, tá... — ela deu de ombros, sem graça. — O beijo dele é bom... é muito... tipo...

Ela gaguejou, coçando a sobrancelha de puro nervoso.

— Enfim, não interessa! — ela balançou a cabeça, as bochechas vermelhas.

Ela deu outro gole no vinho. Mas tomei a taça de sua mão, afastando o álcool dela. Eu sabia que ela era fraca para bebida.

— Ei! Sem excessos, Fox. Quero você sóbria.

Ela bufou e me encarou fixamente.

— Eu nunca vou te ver, não é? Nunca vou saber quem você é de verdade atrás disso aí?

— Essa é a graça do jogo — respondi, aproximando-me um passo. — Eu posso ser quem você quiser no escuro. E você pode imaginar qualquer homem tocando o seu corpo também. Mas lembre-se: nosso contrato é de seis meses. É um relacionamento formal de dominância. Mesmo se no futuro, por algum acaso, você descobrir a minha identidade, as cláusulas continuam valendo. Você continuará sendo minha submissa até o fim do prazo.

Ela piscou, pensativa.

— E como funciona isso? Digo... o dinheiro. Como a gente resolve? Você vai me pagar por hora ou o quê? Porque parece que eu estou prestando um serviço para você usando o meu corpo...

— Você entendeu tudo errado, Fox — interrompi. A voz gélida assumindo o tom técnico de um Dom. — No BDSM, o controle é uma responsabilidade mental absurda. Eu assumo toda a carga da sessão. Eu guio, eu decido, eu cuido. Para o Dominante, o ato é um desestressante psicológico potente, uma canalização de foco. O estímulo que eu aplico no seu corpo libera endorfina e dopamina direto no seu cérebro. Você ganha o alívio de não precisar pensar em nada, de se render em segurança. Você empresta o corpo, mas quem trabalha aqui sou eu. Sou eu quem ganha com isso.

A Sky ficou em silêncio, digerindo a explicação técnica. Ela parecia um pintinho fora do lago. Completamente fora do seu ambiente natural, tentando processar aquele mundo novo.

— Vou respeitar a sua regra sobre os beijos na boca — continuei, baixando o tom de voz, deixando-a propositalmente tensa. — E também vou respeitar a sua virgindade. Mas, com o tempo, eu vou querer tocar em cada milímetro seu. Eu vou querer experimentar o seu gosto.

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