POV: ROCCO BLACKWOOD
Eu não dormi.
Não dormi porra nenhuma.
Cheguei em casa depois daquela sessão no Ambrosia Club parecendo um trem desgovernado. Tive que me masturbar mais uma vez no chuveiro. Três vezes no mesmo dia. Um recorde humilhante para um homem como eu, CEO e herdeiro de uma construtora multimilionária.
Meu pau parecia ter vida própria. Ele simplesmente ignorava as minhas ordens. Estava duro, dolorido e completamente insensível aos meus comandos.
Saí do banho, olhei para o espelho do banheiro e apontei o dedo diretamente para o Big Black no reflexo.
— Você está ficando louco, Big Black. Completamente demente.
Eu estava discutindo com o meu próprio pau. E o pior: ele estava ganhando o debate.
— É uma ruiva, seu idiota. Uma ruiva bruta, sem educação, intrometida, que teve a audácia de vomitar em mim, me confundir com a porra de um gigolô e me xingar de todos os nomes possíveis. Por que caralho você está agindo como um adolescente no cio por causa dela?
Bati a mão na pia. O Big Black nem se mexeu.
Continuou ali, pulsando, ignorando a minha crise existencial.
Eu estava oficialmente delirando.
O pior de tudo é que a maldita viagem da equipe para Natal era em poucas horas. Sábado de manhã bem cedo. Eu precisava dormir, precisava descansar para aguentar o voo e o cansaço do deslocamento, mas o meu cérebro imbecil insistia em repassar cada gemido que aquela garota soltou para mim.
Merda!
***
O despertador tocou às cinco da manhã. Olhei para o relógio e percebi que tive, mais ou menos 5 horas de sono. Minha cara no espelho parecia a de um figurante de filme de zumbi. Sem dormir. Com ódio do mundo. E a culpa era toda da Sky Bittencourt.
Nós iríamos de manhã bem cedo de avião. O plano era chegar em Natal antes do almoço, iríamos fazer o check-in no hotel. Passaríamos o sábado e o domingo de bobeira, turistando. E só iríamos conhecer o local de construção do resort na segunda, na terça e na quarta-feira. O retorno para Porto Seguro estava marcado para a quarta-feira à noite.
Cinco dias. Cinco dias inteiros perto dela. Como eu iria me concentrar?
Ela me odeia com todas as forças dela, e eu odeio o fato de estar completamente fissurado nela. Como nós dois íamos sobreviver cinco dias sem nos matarmos na frente da equipe inteira?
Eu só espero que aquela ruiva bruta consiga agir como uma pessoa civilizada. Em todos os sentidos.
Eu já conseguia prever a minha própria ruína.
Praia. Sol. Mar. Sky.
Se ela me matasse afogado no mar?
Se aquela mulher cismasse de usar um biquíni?... se ela aparecesse na minha frente com um biquíni vermelho da cor daquela lingerie de renda...
Eu ia infartar na areia. Ou ia cometer um crime ali mesmo.
Minha sanidade estava por um fio.
Quando se tratava da Sky, o grande CEO implacável virava um completo bobão, perdendo totalmente a postura.
O mais ridículo de tudo era que eu, tecnicamente, nem precisava ir nessa viagem. O Christian, inclusive, se recusou a ir. Achou uma perda de tempo total e disse que era um absurdo o escalão mais alto se deslocar apenas para ficar turistando no final de semana. Ele preferiu ficar em Porto Seguro cuidando de tudo.

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