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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 79

POV: ROCCO BLACKWOOD

Fizemos o check-in e começamos o processo de embarque para entrar no avião. E foi aí que eu descobri a primeira grande humilhação do meu dia. O nosso avião não era direto. Ia fazer uma escala no Rio de Janeiro.

Eu odeio escala com todas as minhas forças.

Sou um bilionário, porra. Eu tenho dinheiro para comprar o avião se eu quiser. Olhei para o Diego com a maior cara de ódio do mundo.

— Uma escala, Diego? Sério? No Rio de Janeiro?

— O voo com escala estava pela metade do preço, Rocco! — Diego se defendendeu, agarrado à mochila como se estivesse protegendo barras de ouro. — Economia básica. A construtora agradece.

Respirei fundo para não cometer um homicídio antes do voo.

Entramos na aeronave comercial, que tinha aquela configuração padrão de três assentos de cada lado. O destino — ou o meu próprio cérebro obsessivo — deu um jeito de armar a nossa disposição nas poltronas.

Na fileira da frente, sentaram as meninas. A Sakura pegou a janela, a Sky sentou na poltrona do meio, e a Moon sentou no corredor. O Natan correu para se sentar atrás delas, pegando a janela bem atrás da Sakura. Eu sentei no banco do meio, grudado atrás da Sky. E o Diego ficou no corredor, do meu lado.

Quando a Sky olhou para trás e percebeu quem estava sentado logo atrás dela, a máscara dela caiu. Ela fechou a cara na mesma hora, revirando os olhos castanhos com um deboche que quase me fez rir. Ela não me cumprimentou, e eu muito menos cumprimentei ela.

O resto dos funcionários passou pelo corredor nos vendo ali, transformando o avião em uma extensão do escritório.

— Bom dia, senhor Blackwood. Bom dia, senhor. Bom dia...

Era um desfile de "bom dia".

A Sakura, percebendo o climão absurdo que estava se instalando ali, deu um beliscão forte no braço da Sky por baixo do banco. A ruiva soltou um suspiro irritado, virou um pouquinho de lado na poltrona e jogou um cumprimento seco no ar:

— Bom dia para todos vocês — disse, forçando um sorriso completamente sem graça.

— Bom dia, Bittencourt — respondi, o tom de voz calmo e superior, só para provocá-la.

Ela se virou para a frente em um solavanco. Natan se inclinou na minha direção, com os olhos brilhando de curiosidade.

— Cara, o que você fez para ela estar com esse ódio todo de você?

Olhei para o topo da poltrona onde a ruiva estava bem diante do meu运行.

O que eu fiz?

A questão não é o que eu fiz, Natan. É o que eu NÃO fiz.

Minha mente começou a listar o meu histórico absurdo de autocontrole com aquela garota. Eu não a demiti quando ela teve a audácia de vomitar em cima de mim. Eu não me aproveitei dela quando ela estava completamente bêbada; pelo contrário, eu a protegi, a respeitei e a salvei de si mesma duas vezes. E ontem à noite, no quarto do Ambrosia Club, eu segurei a porra dos meus instintos mais brutos, deixei de comê-la de bruços naquela cama para fazê-la se conhecer primeiro.

Eu deixei de fazer tantas coisas com a Sky como eu nunca deixei com nenhuma outra mulher na minha vida.

Eu fui um quase perfeito cavalheiro sensato, e ela ainda me olha como se eu fosse o próprio capeta.

Diego se inclinou do corredor, pegando o final do assunto, e falou baixinho para nós dois:

— Rocco, você está dando moral demais para essa garota. Sério. Se fosse qualquer outra estagiária ou funcionária desrespeitando você ou o Christian desse jeito, já teria sido mandada embora e dispensada há muito tempo.

— Eu não sou tão chato e ranzinza igual ao Christian, Diego — rebati, ajeitando o cinto de segurança.

— Disso a gente sabe, mas o Christian é profissional — Natan riu, abrindo um chiclete. — Falando nele, a gente vai ter que marcar um encontro sério para o Christian conhecer o pessoal do concurso. Ele não fez questão de ver o rosto de ninguém ainda.

— O Christian não faz questão de conhecer ninguém — comentei, sabendo o quanto meu amigo e primo era focado e frio. — Ele só quer ver os projetos prontos.

— E corretos, sem nenhum erro — Diego completou em tom de deboche.

O avião começou a se mover na pista, iniciando o procedimento de decolagem. Natan e eu nos ajeitamos nas poltronas, inclinando o corpo sutilmente para a frente. Nós dois parecíamos dois urubus de terno, fingindo ler os relatórios nos tablets, mas com os ouvidos completamente focados nas cabeças da Sakura e da Sky logo à nossa frente.

Eu queria saber exatamente o que aquela ruiva bruta ia cochichar durante o voo.

E, principalmente, eu queria garantir que ela não passaria a viagem inteira pensando no Gael.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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