POV / ROCCO
Eu poderia ter parado. Poderia ter dito que sou o dono da maior construtora do país. Mas o caos era gostoso demais, e meu cérebro de gênio parou de funcionar; apenas a "cabeça de baixo" ditou o ritmo.
Separei o beijo, limpando o rastro do batom dela. Ela estava ofegante, me olhando como se eu fosse o único pilar de sustentação em um terremoto.
— Eu pago — ela ordenou. — Vamos sair daqui agora. Só sexo. Sem nomes.
Olhei para a mesa dos meus funcionários. Nathan e Diego estavam estáticos. Eles tinham perdido a aposta: eu não ia dançar com o gogoboy faxineiro. Eu tinha acabado de encontrar algo muito mais exótico.
— Você é doida, Noivinha — dei um sorriso predatório, ajustando as mangas da minha camisa de linho enquanto pensava na ironia. Eu sou um especialista em grandes obras, acho que posso lidar com esse seu projeto de vingança. Vamos ver se esse seu Céu aguenta ser dominada.
Larguei a bandeja no balcão com um estalo metálico. Meu turno como garçom tinha acabado. Caminhei até a mesa dos folgados. Tirei meu cartão Black do bolso e o bati com força na mesa.
— A senha é 0077. Podem pedir o que quiserem, inclusive os pacotes completos dos rapazes aí, se tiverem coragem. A conta é minha — anunciei, vendo o Carlos arregalar os olhos.
— Caraca, Rocco, você é muito exibido! — Nathan riu, pegando o cartão como se fosse um troféu. — Sobre a aposta? Era para dançar com a criatura mais esquisita, não levar ela para casa!
Dei um sorriso de lado, ajeitando o punho da camisa.
— Vocês sabem que eu não faço obra meia-boca.
Virei as costas sob os assobios deles e voltei para o balcão. Peguei a mão dela com firmeza, quase um puxão.
— É para lá? — ela perguntou, apontando para o fundo.
— Vamos embora. E não, a gente não vai para os quartos de quinta categoria ali do fundo.
Saímos do bar e o vento frio de Porto Alegre bateu no rosto. Ela tropeçou, mas eu a segurei pelo braço, colando o corpo dela no meu. Ela pegou o celular, digitando algo freneticamente com os dedos atrapalhados.
— Espera... preciso avisar que não morri — ela balbuciou.
Quando guardou o aparelho, eu puxei a nuca dela e a gente se atracou ali mesmo, na calçada, sob a luz amarela de um poste sujo. Foi um beijo babado, barulhento, dente batendo com dente. Mas, com certeza, um dos melhores que já provei.
Um táxi parou na guia. Eu não ia dirigir a Mercedes; não tinha bebido tanto, mas queria minhas mãos livres e prontas para outra coisa. Abri a porta, ela entrou, eu entrei, e a porta mal fechou antes de eu a puxar para o meu colo. Ela se enganchou em mim com as pernas de cada lado da minha cintura.
— Caramba... — ela soltou um gemido, sentando-se e já atracando minha boca novamente.
O motorista limpou a garganta, mas eu nem olhei. Enfiei as mãos por baixo daquele vestido pichado, sentindo a coxa grossa, quente, a pele de verdade. Ela arranhou minhas costas por cima da camisa de linho, puxando meu cabelo com uma força que me fez rosnar. Sem desgrudar da minha boca. Que tesão. A última vez que senti isso por alguém, eu era um adolescente que tinha acabado de aprender a transar.
— Beijar você... é bom demais — ela falou outra vez, entre as mordidas que dava no meu lábio.
— Eu sou gordinha, eu sei — ela riu, meio sem graça, a embriaguez ainda ali.
— Você é um monumento, Noivinha — corrigi, apertando a bunda dela com as duas mãos, sentindo a firmeza da carne. — E eu vou adorar explorar cada centímetro.
Eu a peguei no colo, as pernas dela envolveram minha cintura. Carreguei-a para o banheiro sob o som da água batendo no box. O vapor começou a subir, embaçando o vidro e o meu pouco juízo. A gente se beijava com uma fome desesperada. Esfreguei ela em mim; ainda estávamos de roupas íntimas e eu nem sabia o porquê.
Tirei o sutiã dela. Ela hesitou um pouco, mas permitiu. Os seios caíram pesados, redondos e firmes. Segurei-os com as duas mãos, sentindo a maciez absurda. Eram perfeitos. Grudei na boca dela de novo. Os lábios dela já estavam vermelhos de tanto a gente se beijar. Enquanto uma mão permanecia na bunda dela, a outra apertava o seio esquerdo. Acho que se esfregasse um pouco mais em mim, eu iria g**** na cueca.
Larguei a boca dela, coloquei-a no chão e me abaixei para apertar os seios e poder chupá-los. Enterrei meu rosto ali, chupando um dos bicos enquanto ela arqueava as costas e soltava um gemido que ecoou nos azulejos.
Merda de mulher.
Nos banhamos mal e porcamente, mais preocupados em nos esfregar do que em usar o sabonete. Saímos do box e eu a joguei na cama de lençóis egípcios. Olhando para ela ali, branca e farta, o contraste do meu corpo rígido com as curvas dela era covardia. Eu estava louco para enterrar meu p** nela.
Tirei minha cueca e joguei no chão. Ela fechou os olhos e levou as mãos ao rosto, envergonhada. Vi o brilho da timidez nos olhos dela sob as luzes fortes do quarto.
— Isso... isso cabe em mim? — ela perguntou, espiando por entre os dedos, encarando meu membro latejando de prontidão.
— Vai caber cada centímetro — prometi.

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