POV: ROCCO BLACKWOOD
Aos poucos, ela começou a se soltar. O toque foi ficando mais contínuo e a ruiva inclinou a cabeça para trás, soltando um gemido baixo e arrastado que viajou direto para a minha espinha. Ela subiu a outra mão pelo próprio corpo, apertando o topo de um dos seios fartos com uma leveza tímida, enquanto os primeiros fios de suor começavam a brilhar no colo dela.
Aquela era, sem sombra de dúvidas, a cena mais obscenamente sensual que eu já tinha visto em toda a minha existência.
— Está gostando? — perguntei, a minha voz saindo rouca, o corpo inteiro rígido.
— Sim... estou gostando — ela murmurou com os olhos fechados, a voz trêmula e necessitada. — Estou me sentindo muito quente... parece que está tudo pulsando aqui embaixo.
Ouvir aquilo me fez perder o chão. Minha mente fritou completamente. Eu queria avançar naquele colchão, queria enfiar a minha boca ali, queria enfiar o meu pau, queria tomar aquela mulher de todas as formas possíveis até ela esquecer o próprio nome. Enquanto isso, o Big Black parecia uma pipoca viva dentro da minha cueca, pulando e latejando de um jeito que quase me fazia ver estrelas de tanto tesão acumulado. Eu estava operando com zero por cento de sanidade.
A Sky continuou o movimento por mais alguns segundos, mas o ritmo dela começou a quebrar. Ela franziu a testa, demonstrando frustração, e parou a mão.
— Blackwood... eu gosto, mas... não estou conseguindo chegar lá. Estou fazendo alguma coisa errada?
— Não — sussurrei, inclinando o corpo na direção dela, sentindo o calor quase febril que emanava da sua pele. — Só está faltando entrega.
A Sky abriu os olhos devagar, as bochechas queimando em um tom violento de vermelho, com alguns fios ruivos colados na testa pelo suor leve que brilhava na sua pele. Ela me encarou com os olhos castanhos totalmente brilhantes e desamparados, respirando de forma cortada.
— Me ajuda... por favor, Blackwood — ela pediu em um sussurro arrastado, entregando os pontos.
Aquelas palavras foram o estopim. Dei um passo à frente, subi no colchão com determinação e me aproximando dela. Olhei bem no fundo dos olhos dela, deixando toda a minha postura de "professor bonzinho" cair por terra.
— Você está esquecendo um grande detalhe, Bittencourt — ditei, a minha voz engrossando de forma perigosa. — Eu posso estar tentando agir como seu amigo gay para te deixar confortável, mas nós dois sabemos que eu não sou gay.
Pensei por um milésimo de segundo em recuar, em fugir e sair correndo dali para salvar o meu resto de dignidade. Mas e depois? Eu seria o cagão do Blackwood, e ela poderia simplesmente ir atrás do Gael para tirar as dúvidas dela. Só de imaginar essa possibilidade, o ódio possessivo me deixou completamente cego e furioso.
Deslizei a mão por baixo da barra do baby doll, puxei o elástico da calcinha para o lado e enfiei os meus dedos de uma vez na sua intimidade.
Ela estava um verdadeiro inferno de tão quente e encharcada. O mel dela cobriu a minha mão instantaneamente, um calor líquido de preencher os dedos. Com cuidado, mas com uma firmeza avassaladora, guiei o meu toque para baixo, lambuzando bem os dedos na entrada do canal que estava pulsando, e subi a pressão de forma precisa, encontrando o clitóris dela totalmente inchado, rígido e sensível.
Comecei a fazer movimentos circulares, constantes e ritmados, pressionando a carne com a ponta do dedão enquanto os meus outros dedos massageavam os lábios externos, que estavam grossos e escorregadios pelo desejo acumulado. A Sky soltou um grito abafado, jogando a cabeça para trás, o quadril dela subindo no colchão e golpeando com força contra a minha mão em busca de mais atrito.
— Não pare... Blackwood, por favor... — ela implorou, as unhas cravando com força no lençol, desabando na minha direção.
— Só se concentre, Bittencourt — ordenei contra o ouvido dela, a minha voz saindo tão rouca e cavernosa que mal parecia minha. — Esqueça tudo ao seu redor. Sinta o que o seu corpo está fazendo. Preste atenção em cada segundo disso.

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