POV: ROCCO BLACKWOOD
Continuei masturbando-a, mantendo o movimento ritmado, firme e implacável na sua carne mais sensível. Minhas intenções didáticas tinham virado fumaça no momento em que a pele dela esquentou sob as minhas mãos. Posicionei o clitóris dela, que estava visivelmente inchado e saltado, entre os meus dedos indicador e médio. Comecei a deslizar os dedos de cima para baixo em um movimento rítmico e firme, enquanto o meu dedão fazia uma pressão circular e constante no topo daquela carne sensível.
A Sky jogou a cabeça totalmente para trás, batendo no meu ombro, e soltou um gemido tão rouco, tão quebrado, que vibrou dentro do meu próprio peito, ricocheteando direto na minha espinha.
— Rocco... por favor... — ela chamou o meu nome pela primeira vez daquele jeito, a voz falhando, completamente perdida no meio daquela névoa de desejo.
Ouvir meu nome saindo daquela boca, naquele tom de súplica, foi o golpe de misericórdia. Minha mente fritou completamente. Eu não estava apenas ensinando; eu estava reivindicando o território que nunca tinha sido tocado por nenhum outro homem. Aproveitando que ela estava escancarada para miim e absolutamente lubrificada, enfiei um dedo nela de uma vez, sentindo a musculatura apertada e quente envolver o meu dedo. Sua boceta sugava e empurrava o meu dedo na mesma proporção.
Que boceta apertada e sedenta. Ela estava ensopada, um verdadeiro inferno. O mais saboroso dos infernos.
Foi ali que o meu corpo decidiu se rebelar contra qualquer código de ética ou moral que eu ainda tentava sustentar para manter o meu crachá de CEO impecável. Só o fato de estar vendo aquela mulher deitada no meu colo, sentindo o cheiro de morango que emanava da sua pele suada e ouvindo a sinfonia de gemidos que eu estava provocando, causou uma reação absurda e inédita.
O Big Black latejou de forma dolorosa, a musculatura do meu quadril travou e, sem que ninguém encostasse um único dedo em miim, eu descarreguei.
Eu gozei de forma violenta, sujando o tecido da minha própria cueca em jorros quentes que marcaram o moletom. Se houvesse um comitê do Guinness Book para registrar os maiores absurdos do mundo, eu entraria para o livro dos recordes naquele instante: o maior dominador do Ambrosia Club acabou de ter o primeiro orgasmo espontâneo da sua vida adulta, apenas por estar masturbando uma mulher.
Era humilhante, uma vergonha para o meu histórico de predador da noite, e ao mesmo tempo, a prova de que aquela ruiva me tinha nas mãos de um jeito que ninguém jamais teve.
Continuei a estimulá-la. O corpo da Sky, ainda uma página em branco e sem o mapa das próprias sensações, precisava de muito mais do que apenas um toque superficial. Mesmo totalmente lascado e sentindo a umidade desconfortável na minha roupa, não parei. O ciúme possessivo de imaginar o Gael tentando fazer aquilo, ou pior, tocando nela com aquelas mãos de moleque, me dava forças para continuar o meu trabalho com maestria.
Minha mão livre apertava a coxa dela com força, deixando os meus dedos afundarem na carne macia, enquanto a outra trabalhava freneticamente alternando entre seu clitóris e sua entrada molhada, ditando um ritmo alucinante. Senti que ela estava chegando no limite; o corpo dela começou a arquear, os espasmos iniciais travando a sua respiração.
O instinto da Sky foi fechar as pernas, tentando se proteger da intensidade daquela onda de prazer que estava prestes a quebrá-la no meio.
— Não feche, Bittencourt. Fique aberta para miim — ditei com a voz cavernosa, usando a força do meu braço para ancorar as coxas dela bem abertas, mantendo o caminho livre para miim.
— Ahh... tá gostoso — ela gemeu em voz alta, me levando à loucura e fazendo o Big Black acordar novamente.
Caralho de mulher gostosa.
Apertei o seio dela com a mão esquerda, ditando o ritmo final com uma pegada bruta. Os gemidos dela se tornaram agudos, quase gritos abafados contra o meu pescoço. O corpo da Sky estremeceu de ponta a ponta em uma sequência de espasmos violentos. Ela apertou os meus braços com tanta força que as unhas dela deixariam marcas permanentes na minha pele.
Ela descarregou tudo, contraindo-se inteira ao redor dos meus dedos antes de desabar de costas no colchão logo em seguida, completamente exausta, suada e com as pernas ainda tremendo involuntariamente por causa da voltagem do orgasmo.
Que porra que tinha acontecido aqui?
A Sky estava dormindo feito um anjo, com as pernas jogadas de lado para fora da coberta e o cabelo ruivo espalhado feito chamas pelo travesseiro branco. Fiquei ali parado na beira da cama, apenas olhando para ela por um longo tempo. Tempo demais, lutando contra todos os meus instintos de possuí-la. Eu estava completamente fora de miim.
Precisava urgentemente marcar uma consulta com uma psicóloga assim que voltássemos para a nossa rotina, porque o que eu sentia por aquela mulher não tinha mais nenhuma explicação técnica ou corporativa. Não era só vontade de comer e largar para lá; era uma possessividade doentia que doía no meio do peito só de imaginar outro homem chegando perto. Tinha o contrato de trabalho, tinha a ética profissional, tinha o fato de sermos inimigos declarados no escritório, mas nada disso tinha peso quando ela gemeu o meu nome daquele jeito.
Recuei até o canto do quarto, me escorei na parede fria e fiquei apenas vigiando o sono dela na penumbra, processando o fato de que eu era o maior palhaço do mundo por tê-la preparado para o Gael.
O pensamento de que ela pudesse usar o que aprendeu comiigo com aquele moleque fazia o meu sangue entrar em ebulição.
— Nem fodendo que eu durmo nessa cama — resmunguei para o vento, olhando para o espaço vazio ao lado dela.
Caminhei até o sofá pequeno do quarto, a única barreira física entre o meu desejo e o corpo dela. Eu, com meu um metro e noventa de altura, tive que me dobrar inteiro naquele estofado minúsculo, encaixando os ombros de qualquer jeito e deixando o pescoço em um ângulo totalmente impossível.
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Só tenho uma pergunta.
O que você tem a dizer???

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