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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 90

(Um cap, maior. Tenha uma ótima aula com o nosso PROF. Maluco.)

POV/ ROCCO

"Tenha calma por ela, não por você", disse a mim mesmo em um comando inconsciente, tentando controlar a minha própria respiração para não avançar nela ali mesmo.

A Sky ficou em silêncio por alguns segundos, me olhando de um jeito mais suave. A carência dela brilhava de leve naquelas pupilas dilatadas pelo efeito do álcool e da timidez.

— Então... você me acha feia? — ela soltou a pergunta em um sussurro, parecendo subitamente vulnerável.

— Não. Longe disso — foi a única coisa que eu pude dizer de verdade, porque a situação já estava estranha e intensa demais para eu conseguir mentir.

— Mas naquele dia, naquela noite no bar... você não me quis.

— Não é que eu não te quis, Sky. É que eu não sou um aproveitador — confessei, a minha voz engrossando um tom pela proximidade. — Eu nunca neguei uma mulher na minha vida, mas você estava bêbada e era virgem. Eu apenas te respeitei.

A Sky ficou em silêncio, processando as minhas palavras enquanto me olhava com aqueles olhos castanhos gigantes e expressivos. A raiva dela pareceu murchar um pouco, dando lugar a uma curiosidade quase infantil, misturada com o efeito do álcool.

— Então... você vai me ensinar? Tipo... como se fosse um amigo? — ela perguntou, tombando a cabeça, genuinamente confusa. — Tipo um amigo gay?

Porra de amigo gay! Respirei fundo, sentindo o meu peito subir e deitar. Um amigo gay. Claro. É exatamente isso que eu sou agora. Um grande e desinteressado amigo gay de um metro e noventa, ombros largos e um pau monumental implorando para rasgar o tecido da calça e entrar dentro dela.

"Sou um amigo gay. Sou um amigo gay. É apenas uma consultoria técnica", repeti para mim mesmo, tentando convencer a cabeça de cima a assumir o controle antes que a de baixo causasse um incidente nada diplomático naquele quarto.

— Exatamente, Bittencourt. Como um amigo — menti, assumindo a minha postura mais fria, profissional e clínica de dominador. Eu já tinha feito aquilo mais de quinze vezes no Ambrosia Club. Para mim, ver uma mulher se tocar sob os meus comandos era um fetiche antigo, uma zona de conforto. Eu era um excelente professor. A Sky era apenas mais uma aluna.

Ela não era a ruiva dos meus sonhos, não era a mulher que estava me deixando completamente doente de possessividade. Ela era só um projeto de engenharia biológica e carne. Apenas isso. Forcei meu cérebro a pensar dessa maneira para não cometer uma loucura.

— O corpo humano funciona através de zonas erógenas, Bittencourt — comecei, adotando um tom absurdamente técnico, como se estivesse palestrando sobre a fundação de um prédio de trinta andares. — A resposta sexual feminina não começa onde você acha que começa. Mulheres precisam de calma, paciência e estímulo gradual. Tudo é sobre o contato, a frequência e a circulação do sangue. Toques no pescoço, nos ombros e nos braços enviam sinais diretos para o sistema nervoso.

A Sky engoliu em seco, prestando uma atenção devota às minhas palavras.

— Sente-se no meio da cama e se escore na cabeceira — ordenei, indicando os travesseiros empilhados.

A Sky obedeceu de imediato, arrastando-se pelo colchão até apoiar as costas na estrutura de madeira. Ela relaxou o corpo para trás, mas dobrou os joelhos, abrindo as pernas de um jeito que deixou o vão entre as suas coxas fartas completamente exposto para mim. O baby doll preto subiu até o limite do quadril, revelando a calcinha de algodão e a pele absurdamente clara das suas pernas.

Meu Deus do céu, tende piedade da minha alma. O Big Black estava duro feito pedra, esticado até o limite e latejando tanto a ponto de me causar uma fisgada dolorosa na virilha. Precisei segurar o fôlego para não gemer ali mesmo.

"Foco, Blackwood. Cabeça de cima", me repreendi internamente, rangi os dentes fortes, enquanto tentava desviar os olhos daquela visão que era o meu bilhete de ida para o inferno.

— Feche os olhos e sinta — pedi a ela.

E assim que ela fechou os olhos, aproximei-me lentamente e parei na beira do colchão, bem diante dela. Precisei de toda a minha força de vontade para esticar as mãos e tocar a pele dela sem avançar com tudo. Passei as pontas dos meus dedos de leve pelos tornozelos dela, subindo pelas panturrilhas e pelas coxas quentes, passei os dedos pelos braços até o pescoço e rodei até chegar à nuca. Inclinei o corpo e, de forma puramente técnica — ou pelo menos foi o que tentei fingir para manter a minha sanidade —, aproximei o meu nariz da curva do seu pescoço, puxando o ar e sentindo aquele rastro absurdo de morango.

A Sky soltou um suspiro baixinho e o corpo dela inteiro se arrepiou sob os meus dedos. No mesmo milésimo de segundo, os pelos do meu próprio braço se ergueram. Eu estava tão afetado quanto ela, e aquilo era um perigo supremo.

Levei a minha mão direita até o centro do peito dela, espalmando-a logo acima do decote do baby doll, bem em cima do coração.

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