O texto que ela tinha escrito foi publicado por alguém nas redes sociais internacionais a pedido de Samuel. O estranho é que eles nem tinham pago por tanto impulsionamento, mas o post continuava firme entre os assuntos mais comentados.
Naquelas postagens, Alípio era retratado de maneira tão terrível, e ele parecia não se importar nem um pouco.
Será que a equipe de relações públicas da empresa dele não servia para nada?
Melhor ainda se ele ignorasse. Que deixasse lá e ficasse com a reputação manchada.
Ema estava xingando mentalmente enquanto resmungava, quando a enfermeira bateu na porta, entrou com um sorriso e disse:
— Sra. Pacheco, é hora de tomar a medicação na veia.
Ema assentiu com a cabeça e encostou-se na cama.
Enquanto preparava os materiais, a jovem enfermeira olhou pelo quarto e perguntou:
— Onde está o seu marido? Com esse medicamento na veia, não dá para ficar sem alguém vigiando.
Ema deu um sorriso sem graça. Estava prestes a dizer "ele não é meu marido", mas a enfermeira continuou falando:
— Ele é tão atencioso, hoje mais cedo quando viemos fazer a ronda matinal...
Ema franziu os lábios.
Aquela enfermeira também estava na visita matinal?
O que ela deveria responder? Se dissesse que ele não era o marido, mas os dois estavam dormindo na mesma cama... E se dissesse que era...
Enquanto Ema tentava lidar com o constrangimento, a enfermeira continuou a tagarelar:
— Eu nem imaginava que um executivo tão importante pudesse ser o seu marido! Sabe, sobre aqueles rumores nas redes sociais, diziam que a mulher do banquete era a Brenda, aquela das plásticas? Para mim, com certeza era você. Nós até comparamos as fotos. A foto da Brenda lá na Clínica Chaim Estética e Cirurgia nem se compara à beleza da mulher na festa. Certeza que era você. Você deveria processá-los. Que absurdo querer imitar o rosto de outra pessoa só por inveja da beleza... É muita vergonha alheia e uma cópia muito malfeita...
A jovem enfermeira falou sem parar por um longo tempo, deixando a cabeça de Ema zunindo com tanta informação.
A princípio, Ema ainda pensou em retrucar algumas coisas, mas ao ver que ela adorava falar sem parar, ficou com preguiça de continuar a conversa e passou o tempo todo apenas sorrindo sem dizer nada.
Vendo que Hortensia não havia respondido à mensagem, Ema mudou de tela e ligou para ela.
No entanto, em sua linha de visão, uma mão grande apareceu de repente e pegou seu celular. Em seguida, ouviu a voz suave dele:
— Você está com a agulha na veia, não fique se mexendo muito.
— Devolva o meu celular. — Ema exigiu de forma fria.
— Hoje a escola marcou uma atividade surpresa com os pais, e Hortensia foi no seu lugar para participar. Se você não se importar, eu posso ir até lá e trocá-la de lugar para ela vir para cá.
— As atividades com os pais sempre são avisadas com antecedência. Como podem ter marcado isso de última hora? Me dá o celular! — Ema retrucou, incrédula.
Alípio bloqueou a tela do celular de Ema e o colocou no pé da cama. Ema o repreendeu, insatisfeita:
— Você tem mesmo que ficar interferindo na vida das pessoas desse jeito?

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