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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 670

Arlete continuou choramingando na sala por um bom tempo, até finalmente ir embora da casa da família Amorim.

Ema segurou as mãos de Marisa e perguntou, pesarosa:

— Mãe, você acha que eu fui cruel demais?

Marisa balançou a cabeça:

— Se eu estivesse no seu lugar, faria exatamente a mesma coisa. Não fica pensando nisso. Ela é uma adulta. Cometeu um erro e agora precisa lidar com as consequências.

Ema ainda parecia apreensiva:

— Mas, mãe, depois de pedir ajuda a todo mundo e não conseguir nada, será que ela não vai arrumar confusão com o meu tio em casa? Tenho medo de que isso acabe prejudicando a relação entre você e ele.

Marisa abriu um sorriso gentil para confortá-la:

— Seu tio é um homem sensato. Ele nunca faria isso.

— Que alívio... — Saber que os laços familiares da mãe continuariam intactos trouxe muita paz ao coração de Ema.

Pouco depois, ela contou a Marisa o incidente do dia anterior, sobre como Glória tinha levado as crianças sem sua permissão:

— Mãe, com toda aquela confusão de ontem, eu até esqueci de perguntar ao Alípio o que ele tinha descoberto. E no fim sobrou para você essa dor de cabeça hoje.

Marisa a repreendeu com carinho:

— Que besteira é essa? Você é minha filha. Se o Alípio não tivesse tomado providência, eu mesma teria mandado seu pai e seu irmão resolverem isso. Não quero mais ouvir você falar como se fosse uma estranha nesta casa.

Em seguida, acrescentou:

— Ema, querida, eu sei que você sofreu horrores nos últimos anos. Mas agora que a paternidade das crianças não é mais segredo, independentemente de ser certo ou errado impedir o contato... conhecendo a forma de agir da família Salazar, eles não vão desistir tão facilmente.

A expressão de Ema ficou severa:

— É, eu senti isso na pele. Por causa disso, fiz um acordo com o Alípio ontem à noite: eles poderão ver as crianças uma vez por semana. Mas, se tentarem levar meus filhos para morar de vez com a família Salazar, eu vou lutar até o fim.

— Givaldo! — Ema se levantou do sofá, enquanto Givaldo se sentava na poltrona à frente, com traços evidentes de cansaço.

— Ema, senta. — Givaldo pegou a jarra sobre a mesa de centro, serviu-se de um copo d’água e bebeu de um gole só. Em seguida, perguntou: — Então você já está sabendo da Dália?

Ema assentiu.

Givaldo continuou:

— Eu queria esfregar a cara dela no asfalto por sua causa, mas a mamãe não deixou. Então fui atrás do Alípio para garantir que ele não tivesse pena nenhuma, e acabei de voltar de lá. Fica tranquila. Depois eu vou arrumar os melhores advogados para você acabar com ela no tribunal.

Marisa não o repreendeu com dureza, apenas murmurou algumas queixas de mãe.

Ema franziu a testa e perguntou:

— Givaldo, você se lembra do comentário que teve mais curtidas naquela postagem? Aquele... aquele que chamava meus filhos de bastardos...

Assim que Ema terminou a pergunta, percebeu que Givaldo lançou um olhar indecifrável para Marisa. E a expressão de Marisa ficou, de repente, ainda mais carregada de preocupação do que antes.

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