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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 675

Assim que chegaram ao pronto-socorro do hospital, Alípio orientou o médico:

— Pelo corte, parece que vai precisar de pontos. Usem o melhor fio absorvível que tiverem.

O médico hesitou e respondeu em tom ponderado:

— Mesmo com fio absorvível, não dá para garantir que ela fique totalmente sem cicatriz no futuro...

— Foi isso que eu perguntei? — Alípio o cortou, irritado, e em seguida acrescentou: — Chame uma médica para atendê-la.

Diante da expressão sombria e da presença intimidadora de Alípio, o médico assentiu imediatamente e se retirou.

Sentada no leito do pronto-socorro, Ema esfregava as mãos nervosamente até que a médica apareceu. Ela afastou metade da camisa de Ema pelo ombro e começou a tratar o ferimento.

A cada pontada de dor, a tensão de Ema aumentava. Ela perguntou com cautela:

— Vai... vai precisar dar pontos, né? Pode aplicar anestesia?

Antes que a médica pudesse responder, Alípio sentou-se bem à frente dela. Num sobressalto, Ema rapidamente cobriu o decote com a mão.

Com um movimento suave, Alípio a puxou para um abraço protetor:

— Melhor evitar. Eu dei uma olhada na ferida, dois ou três pontos devem bastar, vai ser rápido. Se doer muito, pode apertar minha mão ou até me morder, se quiser.

Ema tentou se soltar, mas a médica advertiu com seriedade:

— Não se mexa mais, vou dar os pontos agora.

Para distraí-la, Alípio começou a falar sobre como seria ótimo se os trabalhos fotográficos das crianças fizessem sucesso, e foi puxando conversa sobre assuntos que poderiam animá-la.

Ema cerrou os dentes, suportando a ardência. Falar em dor... aquilo não era nada perto do sofrimento do parto; na verdade, o que ela tinha mesmo era pavor de agulhas.

Percebendo o nervosismo dela, Alípio não parava de acariciar seu braço para confortá-la.

Felizmente, o procedimento acabou rápido. Antes que Ema levantasse as mãos, Alípio já estava puxando a camisa dela de volta e começando a fechar os botões.

Ema o fitou com desconfiança, e Alípio revelou lentamente:

— Aqueles comentários mais curtidos na sua postagem, os que estavam tentando te destruir... foram obra da Amanda Amorim.

Ema ficou paralisada. Ao ligar as palavras de Alípio às expressões de Givaldo e Marisa mais cedo, finalmente entendeu tudo.

Eles já sabiam. Sabiam que tinha sido Amanda...

Alípio, observando a expressão de Ema e se lembrando do pedido de Givaldo para ainda não contar nada a ela, continuou:

— Acho que seu irmão e a Sra. Marisa tiveram os motivos deles para não te contar. Não fica chateada com eles. Quanto à Dália, eu não vou deixar isso barato. E, em relação à Amanda, eu faço o que você decidir. A decisão é sua.

A expressão tensa de Ema demorou um pouco a se suavizar. Com a voz baixa e abatida, ela murmurou:

— Eles não me contaram porque provavelmente não queriam que eu me metesse nisso.

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