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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 674

Depois disso, Alípio levou Ema nos braços diretamente para o carro dele.

— Pode... pode me colocar no chão. Eu consigo andar. — Ema gaguejou.

Alípio olhou para ela com preocupação:

— Você está ferida. Vou te levar ao hospital. Não se mexa muito.

Ema não conseguiu deixar de erguer os olhos e viu que ele estava de testa franzida, com uma expressão que parecia de dor.

No dia anterior, o braço dele tinha ficado bastante machucado ao salvar Érica, e mesmo assim ele ainda a estava carregando...

Um turbilhão de emoções tomou conta de Ema; ela mal conseguia distinguir que sentimento brotava do fundo do coração naquele momento.

Instantes antes, ela estava apavorada, mas, ao vê-lo aparecer, apesar de continuar tensa, foi envolvida por uma sensação inexplicável de segurança.

Ema se recusava a admitir que aquilo pudesse ser algum tipo de dependência emocional em relação a ele. Preferia acreditar que era apenas o alívio natural de ver alguém vindo salvá-la...

Os pensamentos dela ainda estavam confusos quando Alípio a acomodou com cuidado no banco de trás do carro.

No entanto, ele entrou logo em seguida e sentou-se ao lado dela. Antes que Ema pudesse perguntar quem iria dirigir, já que o motorista não estava ali, Alípio disse em tom suave:

— Desabotoa a blusa. Deixa eu dar uma olhada no machucado.

Ema:

— ......

Sem saber por quê, sentiu o rosto queimar de vergonha na mesma hora.

Mas logo ouviu Alípio continuar:

— O que está passando pela sua cabeça? Eu só quero ver o ferimento. Parece ser logo acima da escápula.

Ema:

— ......

— Já vai passar. Aguenta só mais um pouquinho. — Alípio a confortou de novo.

Em pouco tempo, tanto o ferimento nas costas quanto o corte no pescoço já estavam limpos. Alípio deu uma última olhada nela, saiu do banco traseiro e foi para o volante.

Enquanto dirigia, explicou:

— Eu... fiquei com receio de que minha mãe fosse buscar as crianças de novo, então saí da empresa e passei na escola. Me disseram que seu irmão já tinha levado os três, então resolvi vir aqui ver se estava tudo bem. Quando vi a porta do seu carro aberta e ouvi um barulho...

Ao dizer isso, olhou para ela pelo retrovisor e acrescentou, cheio de culpa:

— Há algum tempo eu tinha colocado seguranças para te acompanhar, mas como nada aconteceu por muito tempo... acabei relaxando.

Ema não respondeu. Apenas continuou olhando pela janela, com o olhar perdido e os pensamentos embaralhados.

Ela não queria mais ter nenhum envolvimento com ele. Mas, sempre que corria perigo, era ele quem aparecia para salvá-la. O mundo está cheio de coincidências, mas o destino parecia brincar com ela. Sempre era ele.

De um lado, ela nutria um ódio profundo; do outro, devia a ele a própria vida mais de uma vez. Por um momento, Ema sequer sabia que tom de voz ou expressão deveria usar com ele.

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