As ordens gritadas no local, o rugido das máquinas e os gritos das pessoas se misturavam, formando a trilha sonora de uma corrida contra o tempo e de uma batalha contra a morte.
Diante da gravidade do resgate, os telejornais locais iniciaram transmissões ao vivo.
Na tela, o local aparecia caótico, mas as equipes trabalhavam de forma intensa e coordenada.
O apresentador falava em tom grave e aflito:
— Estamos ao vivo direto do local do desabamento do túnel. Como vocês podem ver, o clima aqui é de tensão máxima. Cada minuto, cada segundo, é crucial para as pessoas presas nos escombros.
A imagem então cortou para a equipe de socorro, onde o comandante do resgate declarou em voz alta para a câmera:
— Não vamos perder a esperança em nenhum momento. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para resgatar as vítimas! — O olhar dele era firme, carregado de determinação.
Nos comentários da transmissão, internautas deixavam inúmeras mensagens rezando pelas vítimas e pelas equipes de salvamento:
“Força! Que todos saiam vivos!”
“Tomara que consigam resgatar quem está preso o mais rápido possível!”
Um repórter entrevistou um familiar que aguardava em desespero, com os olhos rasos d’água:
— Meu parente está lá dentro... por favor, eu imploro, tira ele de lá!
Era uma cena de cortar o coração.
Essa mesma transmissão acabou sendo vista por Hortênsia, que descansava no escritório.
Tinha sido ela mesma quem configurou o GPS de Ema. Aquele “Túnel da Pedra Dourada” não era justamente o da estrada que levava ao Vale Tropical?
Um calafrio percorreu sua espinha. Ela correu para ligar para Ema. Felizmente, chamou — e Ema atendeu.
Hortênsia gritou, em pânico:
— Ema, você já chegou ao Vale Tropical? Eu vi as notícias! O túnel na estrada desabou!
— Olá, eu gostaria de saber se a equipe de fotógrafos da Vitra já chegou ao local.
A pessoa do outro lado respondeu, impaciente:
— Ainda não chegaram! Estamos todos aqui desesperados! A reunião de alinhamento é amanhã cedo e, até agora, ninguém atende o celular. O combinado era eles terem chegado por volta do meio-dia! Espera aí... quem está falando?
Givaldo simplesmente desligou.
Encarando a transmissão ao vivo do desabamento no Túnel da Pedra Dourada, suas mãos começaram a tremer.
Lembrou-se de Ema ter comentado que estava assinando em nome da Vitra por causa de Zuleika. Então o telefone que o homem não conseguia localizar devia ser o de Zuleika.
Pensando nisso, Givaldo ligou imediatamente para Ema. A chamada foi atendida de primeira.
Com a voz dura, ele exigiu:

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