Ao ver as duas naquele estado, uma mistura de emoções conflitantes tomou conta do coração de Ema.
Ela sabia que Marisa e a sogra tinham uma relação razoável. Com Antonela no hospital, cada segundo de espera devia ser uma verdadeira tortura para ela.
Além disso, como o incidente havia sido "por causa dela", Ema imaginava que Marisa também estivesse carregando um grande peso de culpa.
Em seguida, os olhos de Ema se voltaram para Amanda, e ela franziu as sobrancelhas. A capacidade de manipulação daquela garota era de outro nível. Ficar com aquela aparência abatida era apenas um teatro para demonstrar amor de filha.
Era inacreditável que a mente por trás de tudo aquilo ainda conseguisse atuar com tanta naturalidade na frente dos outros.
Quando Ema estava prestes a entrar, percebeu Givaldo Amorim se aproximando a passos rápidos pelo canto do olho.
— Ema, você veio? — perguntou Givaldo ao se aproximar. Ele carregava várias sacolas nas mãos, provavelmente com mantimentos para elas.
Ema assentiu, com um olhar cheio de preocupação:
— Givaldo, como a vovó está? O que o médico disse?
Com o rosto marcado pelo cansaço e a testa franzida, ele respondeu:
— É praticamente o mesmo que disseram ontem. Ela já tem uma idade avançada, acho que vai ser difícil ela aguentar dessa vez.
Ema franziu os lábios, examinou Givaldo por alguns segundos, depois o puxou para um canto. Olhando no fundo dos seus olhos, ela perguntou:
— Givaldo, se acontecesse alguma coisa, você acreditaria em mim ou na Amanda? E os nossos pais? Eles acreditariam em mim ou nela?
Givaldo viu os olhos de Ema marejados e ficou confuso. Sem entender o motivo daquela pergunta, ele disse:
— Naquela vez em que a Dália Sampaio criou aquele escândalo na internet para te prejudicar, você já deve saber quem foi a responsável por colocar aquele comentário maldoso no topo. Eu não deveria ter escondido isso de você. Mas o meu plano era ter uma conversa séria com ela, na esperança de que ela aceitasse a realidade e parasse de guardar rancor. Quanto aos nossos pais, a ligação emocional deles com a Amanda é muito forte, e eles ainda não te conhecem direito. Por isso, não posso te dar uma resposta exata sobre eles.
Os olhos de Givaldo transmitiam preocupação. Ema nunca lhe havia feito uma pergunta daquele tipo.
Ele sabia que, dependendo das suas palavras, poderia acabar magoando a irmã, mas também não queria esconder o que realmente pensava. Ele olhou para Ema, torcendo para que ela compreendesse a sua posição difícil.
Ema sustentou o olhar dele. A resposta de Givaldo trouxe um imenso alívio para o seu coração. Momentos depois, ela disse lentamente:
— Givaldo, eu preciso que você me faça um favor.
Givaldo assentiu e, com o polegar, acariciou gentilmente o canto dos olhos de Ema, dizendo num tom acolhedor:
— Ema, pode pedir o que quiser. O que o seu irmão puder fazer por você, eu farei sem pestanejar. Sobre a vovó, eu não te culpo de nada, foi um acidente. A nossa mãe está tão arrasada provavelmente porque os parentes e amigos devem estar cobrando muito dela. Enfim, não sofra com isso e não fique criando caraminholas na cabeça.

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