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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 365

— Me solta!

Seus olhos transbordavam repulsa e aversão, uma rejeição que ia do físico ao psicológico.

Os braços de Kylen estavam tensos, apertando-a firmemente contra o peito, enquanto ele afundava o rosto no peito dela, ofegante.

— Qual recompensa você quer?

— Me larga! — esbravejou Alícia.

De repente, o homem aninhado nela soltou um riso contido:

— Essa recompensa serve.

Ele fez menção de soltá-la, mas Alícia protestou, indignada:

— Kylen, você está jogando sujo comigo, é isso?

O sol começava a se pôr, derramando uma luz alaranjada que viajava pela linha do horizonte até banhar o solo da ilha, enquanto nuvens coloridas adornavam o céu.

Kylen ergueu o rosto bonito, que parecia agora banhado em âmbar.

Ele a colocou no chão, fitando-a com seus olhos negros e profundos:

— O que você quer?

Alícia não hesitou, como se já tivesse decidido muito antes da competição.

Ela pronunciou cada palavra com extrema clareza:

— Quero a vida miserável da Yolanda.

O sol desapareceu completamente, e a brisa do mar tornou-se ligeiramente gélida.

— Eu disse, uma recompensa razoável. — Kylen estava de costas para o último vestígio de luz, as feições de seu rosto marcadas por sombras que ocultavam o seu olhar.

No entanto, Alícia captou a frieza em seu tom de voz.

Portanto, o que ele havia dito antes da disputa, fazendo-a acreditar que era mais importante do que Yolanda, não passava de uma ilusão.

Felizmente, ela não havia levado aquilo a sério.

Era apenas uma aposta. Se ganhasse, poderia acabar com a vida de Yolanda, se perdesse, recuaria do pedido que Kylen jamais aceitaria e exigiria outra coisa no lugar.

Sentindo uma leve pontada no coração, Alícia respondeu com aparente indiferença:

— Quando eu decidir, te aviso.

— Vou jantar.

Ela se virou e caminhou em direção ao casarão, os passos tornando-se cada vez mais rápidos e apressados.

O ambiente exalava um suave aroma floral. Era um óleo essencial que Kylen mandara preparar, ajudava a dormir e não tinha efeitos colaterais.

Alícia já dormia profundamente e não ouviu o som da água correndo no banheiro.

Não se sabe quanto tempo depois, a ponta do cobertor foi levantada.

Kylen deitou-se, estendeu a mão e virou Alícia, que dormia de lado, para observá-la sob a luz da lua.

Seus olhos percorreram as sobrancelhas dela, as pálpebras fechadas, o nariz pequeno e delicado, até chegarem aos lábios levemente inchados.

O olhar profundo traçava os contornos do rosto dela repetidas vezes.

O mundo inteiro estava silencioso.

Tão silencioso que parecia existir apenas os dois naquele universo, sem mais ninguém, sem mais nada.

As mãos tensas de Kylen finalmente a abraçaram com força, aconchegando o rosto dela na curva do seu pescoço.

No segundo seguinte, ele ouviu a mulher em seus braços murmurar durante o sono:

— Pequena Meia-Lua.

Seus braços enrijeceram levemente.

Era o nome que ela havia dado ao lago em forma de meia-lua da ilha, muito tempo atrás.

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