O Maybach parou, e o motorista desceu. Ele se preparava para abrir a porta traseira, mas ela já estava sendo empurrada por dentro.
Com suas pernas longas, Narciso Simões desceu do veículo.
Ele vestia uma máscara e um boné pretos. O hospital estava lotado, e ele não queria ser reconhecido, evitando que os paparazzi o fotografassem. Em meia hora, criariam mil boatos inúteis.
Após sair do carro, deu uma olhada rápida ao redor. A manhã estava calma, com muitos pacientes e familiares circulando no térreo.
Quem diria que, por trás de toda aquela tranquilidade ao redor da área de internação, capangas de Kylen Lourenço estavam escondidos e controlavam o hospital inteiro?
Ele havia elaborado um plano para levar Alícia embora, e já tinha preparado tudo.
Mas quem poderia imaginar que o pequeno Alan estava vivo?
E, como o estado da criança era delicado, precisando de um transplante de medula em breve, Alícia jamais partiria naquele momento crítico.
Então, ele apenas fez vista grossa, considerando que os guarda-costas estavam, ao menos, garantindo a segurança de Alícia e da criança.
— Narciso, a Yolanda já não consegue dizer nenhuma palavra. — disse o segurança caminhando ao lado dele.
Narciso soltou uma concordância. No dia anterior, depois que Alícia havia partido, Yolanda ficara xingando-a com as piores palavras. Ele enviara alguém para forçar Yolanda a ingerir algo que deixou sua garganta muda.
Yolanda merecia todo aquele infortúnio por conta de suas próprias ações.
Ela escapou da morte; aquilo tinha saído muito barato.
Chegando ao quarto de Alícia, Narciso notou a ausência de pessoas na porta, o que já dizia tudo. Empurrou a porta e, como esperado, viu que o quarto estava vazio.
Ele tirou o celular do bolso e ligou para Hélder, descobrindo que Alícia fora visitar o bebê.
No CTI.
— Que tal a mamãe te segurar enquanto te dá o mamá?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!
Não tem mais capítulos???...